PSD e CDS-PP assinam esta quarta-feira, no Bairro da Cruz Vermelha, o acordo da coligação que terá como candidato o vice-presidente da Câmara de Cascais nas próximas autárquicas, tendo como mandatário da candidatura Carlos Carreiras, atual presidente do município.
“Esta é uma candidatura que não pretende rasgar com aquilo que é o passado, um passado que nos honra a todos, mas que está muito longe de ser apenas mais do mesmo. Mantemos os valores, mantemos o compromisso que nos caracterizam, mas temos uma visão renovada, uma nova ambição, uma nova geração e é por isso que o nosso programa vai surpreender tudo e todos”, afirmou Nuno Piteira Lopes.
O autarca social-democrata falava à Lusa pouco antes da assinatura do acordo de coligação Viva Cascais (PSD/CDS-PP) na sede da Associação de Moradores do Bairro da Cruz Vermelha, na freguesia de Alcabideche, assumindo a candidatura à sucessão de Carlos Carreiras, que atingiu o limite de três mandatos.
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Nuno Francisco Piteira Lopes, 46 anos, nasceu em Cascais, é licenciado em Economia pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, concluiu o PADE — Programa de Alta Direção de Empresas em 2019, trabalhou no Instituto de Educação Tecnológica de Cascais, e desde 2011 coordena a área financeira e pedagógica do Departamento de Formação da Cruz Vermelha Portuguesa (Delegação do Estoril).
Eleito vereador desde 2011, Piteira Lopes foi nomeado em 2016 vogal do conselho de administração da Associação de Turismo de Lisboa e, no atual mandato, além de vice-presidente e de várias empresas municipais, detém competências nas áreas da Polícia Municipal e Fiscalização, Recursos Humanos, Cultura, Habitação, Licenciamento Urbanístico, Ambiente e Sustentabilidade, Mobilidade e Obras e Manutenção, entre outras.
“Esta candidatura surge de uma forma natural. O Viva Cascais é um espaço que hoje em dia […] é de todos. Efetivamente são dois partidos que a compõem, mas para além dos partidos é um movimento, ao qual demos o nome de Viva Cascais, [incluindo] muitos independentes e até muitos militantes de outras forças políticas que confiam em nós e nos vão apoiar”, explicou.
Segundo o candidato, a coligação tem “dois pilares” fundamentais, que são as palavras visão e confiança, assentes na “visão que a coligação Cascais tem para o concelho” e na confiança construída “ao longo destes 25 anos de coligação Viva Cascais”.
A coligação iniciou o seu percurso em 2001, com António Capucho, a que sucedeu Carlos Carreiras, e Piteira Lopes apontou o caminho se vencer as eleições: “A habitação, a segurança e a saúde são três prioridades que eu irei ter para o próximo mandato e que, obviamente, irão estar alinhadas do ponto de vista estratégico com todas as outras“.
O candidato prometeu também prosseguir com a democracia participativa e colaborativa, envolvendo “todos os cascaenses com o executivo da câmara de uma forma transparente” e aberta, com a participação todos os que “tenham ideias” e “queiram construir e não apenas, como alguns fazem”, ficar “atrás das redes sociais a querer destruir” o que tem sido “construído em conjunto para o concelho”.
Sobre a escolha de Carlos Carreiras para mandatário, considerou que “não se trata de uma passagem de testemunho”, mas de “um ativo de excelência” do concelho, um “autarca modelo” que “nos últimos 12 anos, como presidente da câmara, contribuiu e muito para aquilo que Cascais é hoje”.
“Por isso, não poderia estar mais satisfeito, não poderia estar mais honrado, não poderia estar mais orgulhoso do que ter Carlos Carreiras como mandatário da coligação Viva Cascais”, vincou.
Quanto à escolha do Bairro da Cruz Vermelha para a assinatura do acordo da coligação, o autarca social-democrata admitiu que “tem um simbolismo maior”, por ser “um bairro que é o reflexo daquilo que é o trabalho” e “a ambição” que todos querem para Cascais.
“Nós queremos governar para todos e, para mim e para nós e para a coligação Viva Cascais, não há cascaenses de primeira ou cascaenses de segunda, todos têm o seu lugar em Cascais, a sua voz, o seu direito a sonhar”, salientou.
O executivo de Cascais é composto por sete eleitos (incluindo o presidente) da coligação Viva Cascais (PSD/CDS-PP), três da coligação Todos por Cascais (PS/PAN/Livre), dos quais um com pelouros, e um do Chega.
O gestor João Ruivo, presidente da concelhia socialista de Cascais, foi também já anunciado no concelho como candidato nas próximas eleições autárquicas, que irão decorrer entre setembro e outubro.