O Presidente da República espera dar posse a todo o Governo antes do 10 de junho, seja numa posse conjunta ou em dois momentos separados, manifestando-se otimista quanto à disponibilidade das oposições para assegurarem a estabilidade.

Marcelo diz que está à espera das “indicações do senhor primeiro-ministro para poder marcar a data da posse”, dizendo que ainda não sabe se a posse será de ministros e secretários de Estado no mesmo dia ou em dias diferentes.

Sobre a data da posse, tal como fonte de Belém já tinha adiantado ao Observador, “a ideia é ser sempre antes do 10 de junho. Apesar do senhor primeiro-ministro ter uma agenda muito carregada. Não é fácil o calendário, mas é possível.”

Mais à frente, Marcelo Rebelo de Sousa diz mesmo que deve ser “até acabar a semana”. Ou seja: até dia 6 de junho. Diz ainda que, nas comemorações do 10 de junho, ao contrário de outros anos, “não pode ser no estrangeiro” por causa da apresentação do programa do Governo.

Demissão de Rui Rocha? Marcelo soube-o pela televisão

Marcelo Rebelo de Sousa deu estas explicações aos jornalistas no final da sua tradicional visita à sede do Banco Alimentar Contra Fome, em Lisboa, numa altura em que decorre uma campanha de recolha de alimentos em todo o país até domingo.

Dado o timing da visita coincidir proximamente ao momento em que Rui Rocha anunciou a sua demissão da presidência da Iniciativa Liberal, Marcelo Rebelo de Sousa diz que não foi avisado pelo partido e que tomou “formalmente conhecimento [da demissão] no momento que [os dirigentes da IL] tiveram a gentileza de comunicar aos portugueses.”

O Presidente alertou ainda para o facto bizarro de a “delegação” da IL ter lançado “uma iniciativa de uma revisão constitucional”, o que — sugere — não se coaduna com a postura de quem está para abandonar o cargo.