Mohamed Sabry Soliman foi, esta segunda-feira, acusado de crime de ódio federal, anunciou o FBI, entidade que está responsável pela investigação ao homem que no domingo feriu oito pessoas no estado norte-americano do Colorado. O ataque, segundo a agência federal, estava a ser preparado há um ano pelo egípcio de 45 anos.
“O Departamento de Justiça acusou rapidamente o imigrante ilegal autor deste hediondo ataque de um crime de ódio federal e [o suspeito] será responsabilizado com todo o rigor da lei”, confirmou a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi.
Oito feridos em ataque a manifestantes pró-Israel no Colorado. Um homem foi detido
Ouvido esta segunda-feira pelos investigadores, Soliman admitiu que “queria matar todos os sionistas” e não se mostrou arrependido a falar sobre o ataque. “Faria de novo”, descreve a CNN. O egípcio teve conhecimento da reunião semanal do grupo da comunidade judaica através de uma pesquisa na internet.
O homem de 45 anos estava a par da reunião do grupo de apoio aos reféns em Gaza, no domingo, e tinha o ataque planeado há um ano, mas estava à espera que a filha se graduasse.
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Visto emitido durante administração Biden motivou acusações de Trump
Desde o princípio que o FBI está a investigar este caso como sendo um “ataque terrorista direcionado”, com algumas testemunhas a garantirem que o suspeito disse “Palestina livre” quando atacou as pessoas. Munido de um lança-chamas improvisado e de dispositivos incendiários, Soliman fez oito feridos. A vítima com ferimentos mais graves, detalha um dos organizadores da reunião, é uma mulher de 88 anos que sobreviveu ao Holocausto.
Depois da detenção, sem resistência, os polícias encontraram um saco plástico preto com pelo menos catorze cocktails molotov artesanais apagados, além de um pulverizador cheio de gasolina — tudo material que produziu após ver vídeos no Youtube e que iriam servir para provocar ferimentos nos manifestantes, revela a CNN.
O suspeito chegou aos EUA em agosto de 2022, com um visto emitido que expirou em fevereiro de 2023. Porém, segundo a Fox News, em março de 2023 recebeu uma autorização de trabalho que lhe permitia permanecer em terra norte-americano até março de 2025.
A entrada de Soliman nos EUA, durante a administração de Joe Biden, motivou um ataque político de Donald Trump ao seu antecessor na presidência norte-americana. “Ele veio [para os EUA] com a política ridícula de Biden de fronteiras abertas que causou muito sofrimento ao país. Ele tem que ir embora com a política TRUMP”, escreveu na Truth Social.
O Presidente dos EUA entende que “este é outro exemplo” que deve levar os americanos a manter as fronteiras “SEGURAS e deportar radicais anti-americanos ilegais da nossa Pátria”. “O meu coração está com as vítimas desta terrível tragédia e com o Grande Povo de Boulder, Colorado”, rematou.