É um dia negro na história do nosso país“, afirmou o chanceler austríaco nos primeiros comentários ao ataque que aconteceu nesta terça-feira numa escola em Graz, na Áustria, que resultou em pelo menos 10 mortes. Além das vítimas mortais, há também vários feridos que foram, em alguns casos, transportados de helicóptero para o hospital.

Numa conferência de imprensa marcada para o início desta tarde, o chanceler confirmou que entre as nove vítimas havia seis do sexo feminino e três do sexo masculino – além da décima pessoa que morreu, o atacante cuja identidade não foi revelada publicamente.

Embora a imprensa local tenha inicialmente falado em cerca de 30 feridos, a informação oficial é que são 12 os feridos resultantes deste ataque.

O suspeito de levar a cabo este ataque é um ex-aluno da escola, um austríaco com 21 anos, que, depois do crime, se terá suicidado numa casa de banho da escola. Inicialmente tinha sido noticiado que se tratava de um atual aluno desta escola secundária mas a informação oficial é, afinal, que o homem já não estudava neste estabelecimento de ensino que terá frequentado há poucos anos (sem concluir o percurso escolar).

O suspeito terá usado duas armas para disparar de forma aparentemente indiscriminada contra a população escolar. Também se acrescentou, acerca do suspeito, que não era conhecido pelas autoridades e tinha licença de porte de arma – as duas armas que usou estavam legais e eram sua propriedade. A Áustria tem uma legislação comparativamente permissiva em relação à posse de arma, no contexto europeu.

O chanceler austríaco, Gerhard Karner, pediu aos cidadãos que mostrem “união” numa “hora difícil como esta, em que ser humano é o nosso ponto forte”. Foi declarado luto nacional por três dias e na quarta-feira será feito um minuto de silêncio em todo o país, às 9h00 da manhã.

O edifício da escola Dreierschützengasse foi completamente evacuado e várias patrulhas policiais – incluindo a unidade especial Cobra – estiveram envolvidas na operação.