A cerca de 48 horas do fim do prazo para que seja alcançado um acordo para que o TikTok seja vendido e deixe de pertencer à chinesa ByteDance, Donald Trump disse que é provável que volte a dar mais tempo à rede social. A confirmar-se, será a terceira extensão do prazo desde que o Presidente norte-americano regressou à Casa Branca. A decisão terá de ser confirmada até esta quinta-feira, 19 de junho.
Ao ser questionado sobre uma possível extensão do prazo, segundo a agência Reuters, Trump respondeu de forma lacónica: “Provavelmente, sim”. De seguida, o líder norte-americano lembrou que o negócio tem de receber a aprovação da China, mas mostrou-se confiante de que os EUA a vão conseguir. “Penso que o Presidente Xi [Jinping] acabará por aprovar [um acordo].”
Em janeiro, logo após chegar à Casa Branca pela segunda vez, Trump concedeu à plataforma de vídeos curtos mais 75 dias para ser vendida, cortar laços com a China, e evitar um bloqueio em solo norte-americano. Uma vez chegados a abril e como nenhum acordo foi alcançado, o Presidente dos EUA voltou a estender o prazo — que chega ao fim esta quinta-feira.
As declarações de Trump, que sinalizam que uma extensão (de 90 dias) é provável, surgem depois de no início do mês tanto o The New York Post como o The Wall Street Journal terem avançado, citando fontes governamentais, que a intenção do Presidente norte-americano era mesmo dar mais tempo ao TikTok para que seja alcançada uma venda.
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Foi no ano passado que os Estados Unidos, ainda liderados por Joe Biden e devido a preocupações de segurança nacional, aprovaram uma lei que coloca o TikTok sob ultimato: ou corta os laços com a China ou enfrenta uma proibição num mercado onde tem cerca de 170 milhões de utilizadores. A rede social tentou contestar a legislação junto da justiça norte-americana, mas a decisão da administração Biden foi confirmada pelo Supremo Tribunal. Desta forma, a plataforma ficou sem mais hipóteses de recorrer.
Durante a campanha eleitoral para as presidenciais, que se realizaram em novembro, Donald Trump prometeu salvar a rede social e depois de tomar posse enquanto Presidente norte-americano deu-lhe mais tempo. Primeiro em janeiro e depois em abril, meses em que tem tentado — sem sucesso — que seja alcançado um acordo de venda. Tanto a ByteDance como a China, que tem de aprovar o possível negócio, não se têm mostrado recetivas a essa possibilidade.