A editora-chefe da Vogue americana, Anna Wintour, anunciou à equipa, esta quinta-feira, que está à procura de um novo editor de conteúdo editorial para aquele título, colocando-o num patamar igual a todas as oito edições internacionais. Ao fim de 37 anos de trabalho no terreno, enquanto diretora de uma das principais cadeiras de sonho nas publicações de Moda, Wintour dará lugar a um novo nome responsável pelas operações e, segundo o Business of Fashion, passará a dedicar-se em exclusivo à função de diretora editora global da Vogue, função que já acumulava. Além deste cargo, vai manter-se também como diretora de conteúdo da empresa Condé Nast, que inclui nomes como a Vanity Fair, a GQ, a Wired e a Glamour. A exceção é a New Yorker.
A notícia desta retirada das funções operacionais — um cargo cujo sucessor ou sucessora é ainda desconhecido(a) — surge poucos meses de outra retirada estratégica no seio da Condé Nast, depois do anúncio, em abril, da saída de Radhika Jones da direção editorial da revista Vanity Fair.
“Qualquer pessoa de uma área criativa sabe como é essencial nunca parar de crescer no seu trabalho. Quando me tornei diretora da Vogue, estava ansiosa para provar a todos que poderiam ouvir que havia uma nova e excitante maneira de imaginar uma revista de moda americana”, disse Wintour à sua equipa na reunião desta quinta-feira. Em tempo de encontrar “uma nova geração” cheia de energia e sedenta de mudança, Anna explicou ainda que muitas das suas responsabilidades na Vogue continuariam a ser as mesmas, “incluindo prestar muita atenção à indústria da moda e à força cultural criativa que é a nossa extraordinária Met Gala”, um dos principais eventos do calendário, da sua responsabilidade. “Mas quão emocionante será,” conclui, “trabalhar ao lado de alguém novo que nos desafiará, nos inspirará e nos fará pensar na Vogue de várias maneiras originais.”
Em declarações ao Wall Street Journal, o presidente executivo da Condé Nast, Roger Lynch, lembrou que Wintour, de 75 anos, mantinha três empregos desde 2020 e que chegou o momento da mudança. “Para que tenha tempo para ajudar todos os que precisam dela”, acrescentou.
Anna Wintour é editora chefe da Vogue desde 1988, sendo a responsável que mais tempo ocupou o cargo — e tornou-se um ícone não só pelo seu poder, mas pela imagem que aprendeu a cultivar desde cedo. Conhecida pelo corte de cabelo sempre igual — um bob — e pelos óculos escuros, inspirou a personagem de Meryl Streep no filme “O Diabo Veste Prada”. É também organizadora da Met Gala e, em janeiro, recebeu a mais alta honra civil dos EUA: o então Presidente Joe Biden distinguiu-a com a Medalha Presidencial da Liberdade.
[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 6.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui, o quarto aqui e o quinto aqui]