O caso que ainda liga Kylian Mbappé ao PSG continua. E promete não ficar por aqui. Foi há cerca de um ano que o astro francês se separou daquele que foi o seu clube durante sete temporadas, depois de ter saído do Monaco em 2017. Apesar das inúmeras conquistas e dos recordes batidos, o tartaruga ninja não deixou os rouge et bleu a bem, tendo inclusivamente sido assobiado na sua última partida no Parque dos Príncipes, antes de assinar pelo Real Madrid a custo zero. A partir daí, o jogador e o clube recorreram para as instâncias judiciais e o caso continua a fazer correr muita tinta em França.

O episódio mais recente alude à última terça-feira, altura em que a justiça francesa abriu uma investigação devido a uma denúncia de assédio moral apresentada por Mbappé contra o PSG, confirmou o Ministério Público de Paris esta quinta-feira, citado pelo L’Équipe. A queixa foi apresentada no dia 16 de maio e, segundo a defesa do internacional francês, o caso diz respeito ao seu afastamento do plantel principal durante a pré-temporada de 2023. Tudo terá acontecido depois de o avançado ter comunicado à direção do clube que não tinha a intenção de renovar o contrato que terminava em 2024. A partir daí, foi afastado do restante plantel e forçado a treinar com os jogadores que não foram convocados para a digressão à Coreia do Sul e ao Japão.

Os 55 milhões de motivos para a pior separação possível: o que está em causa no diferendo entre Mbappé e PSG

Por conta a rentabilizar o seu principal, o PSG tentou vendê-lo de imediato, em 2023, mas Mbappé recusou uma alegada oferta do Al Hilal, então treinado por Jorge Jesus, no valor de 300 milhões de euros. Este episódio não é novo no PSG, já que, em maio, a média Kheira Hamraoui recorreu para a justiça pelo mesmo motivo, alegando que o clube a afastou para incentivá-la a sair. Para além deste novo incidente, Mbappé levou o campeão francês à justiça por salários e bónus em atraso, no valor de 55 milhões de euros.

Devido à saída a custo zero, o clube recusou-se a regularizar esses valores e foi condenado na justiça desportiva, recorrendo, em abril, para os tribunais civis. Na justiça, os representantes do clube alegaram que o jogador “não apresentou provas suficientes da dívida”. Em contrapartida, exigiram 98 milhões a Mbappé por “táticas dilatórias que causaram prejuízos ao clube”.

PSG foi condenado a pagar 55 milhões a Mbappé, mas recusa-se a fazê-lo

[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 6.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui, o quarto aqui e o quinto aqui]