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O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, anunciou, esta segunda-feira, durante uma conferência de imprensa, que deu instruções ao exército para preparar um plano para estabelecer uma nova “cidade humanitária” nas ruínas de Rafah, onde pretende concentrar toda a população da Faixa de Gaza.
De acordo com Katz, citado pelo Haaretz, esta nova zona humanitária acolheria inicialmente cerca de 600 mil palestinianos que vivem em condições precárias na zona costeira de Al-Mawasi (perto de Rafah, onde chegaram nos últimos meses após terem sido forçados pelo exército a abandonar outras zonas do enclave). Uma vez lá dentro, os moradores não irão ter autorização para sair da “cidade”, avançou Katz.
O plano — coordenado pelo Ministério da Defesa e pelo antigo vice-chefe do Estado-Maior israelita, general Amir Baram — prevê que o perímetro esteja protegido pelas Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês). No entanto, a zona não será administrada exclusivamente pelos israelitas, pelo que o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, está à procura de parceiros internacionais para administrar a nova “cidade humanitária”.
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O ministro da Defesa afirmou, nas mesmas declarações, que Israel pretende enfraquecer o Hamas, atacando a liderança, tomando territórios, desmilitarizando a Faixa de Gaza e implementando o que chamou de “plano de emigração — que vai acontecer”. De acordo com Katz, Netanyahu já está a liderar esforços para explorar países dispostos a acolher os habitantes de Gaza.
Israel Katz acrescentou, ainda, que se as condições permitirem, a construção da “cidade” começaria durante o cessar-fogo de 60 dias entre Israel e o Hamas, atualmente em negociação.
Até agora, foram realizadas duas de três rondas de negociações indiretas entre Israel e o Hamas, mediadas pelo Egipto e pelo Qatar. As reuniões centram-se no estabelecimento de um quadro geral e, se forem bem-sucedidas, abrirão caminho para discussões detalhadas sobre a trégua proposta, incluindo o número de reféns e prisioneiros a trocar e o processo de retirada das forças israelitas de Gaza.