Um homem de 73 anos terá morrido por várias falhas do INEM, denunciou um profissional de saúde à Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS), órgão que está neste momento a investigar a queixa, tal como o INEM. O presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, Rui Lázaro, recusa o teor da denúncia.

Segundo a CNN Portugal, que teve acesso à queixa enviada a 13 de abril de 2025 à IGAS, denuncia-se que falhas do INEM resultaram na morte de um “homem de 73 anos previamente autónomo”. “Somaram uma sucessão de erros graves reflexo da forma de trabalhar e estratégias do INEM, podendo configurar violação grave dos direitos do doente e negligência que deve ser apurada.”

A denúncia alega que existiu “falta de objetividade, tentativa de manipular e adulterar informação para ocultar erro grave dos próprio com prejuízo fatal da vítima”. Além disso, também há alegados erros de diagnóstico do INEM, tendo sido ativado o protocolo de dispneia.

No entanto, esse protocolo levou a que fosse administrado ao homem de 73 anos um medicamento para a falta de ar. Ora, isso poderia ter agudizado o problema cardíaco que levou à morte do paciente. Adicionalmente, a queixa assinala que os técnicos de Emergência Pré-Hospitalar não tivessem identificado a “paragem cardiorrespiratória e não iniciou manobras de reanimação atempadamente”.

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Em resposta a todas estas críticas, Rui Lázaro fala em “acusações sem fundamento, sem ter como saber ou como fundamentar” o que o queixoso está a dizer. “Assentam sobretudo em factos falsos ou em factos que o queixoso não tinha como comprovar”, prossegue o presidente do sindicato.

Sobre a ativação do protocolo de dispneia, Rui Lázaro justifica que a decisão foi “médica” — e não partiu dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar. Em relação ao problema cardíaco do homem de 73 anos ter piorado após ser medicado, o líder sindical frisa que é “claramente excessivo chegar a essa conclusão sem uma autópsia ou uma perícia médica”.

No que concerne a que os técnicos não tivessem identificado a paragem cardiorrespiratória, Rui Lázaro responde que era impossível “saber se o doente” estava a sofrer esse quadro clínico antes de chegar ao hospital.

O sindicato assegura também que nenhum dos técnicos implicados no tratamento deste homem foi chamado para prestar declarações. “Nenhum dos meus dois colegas foi interpelado de forma nenhuma, o que não me espanta porque, tendo em conta a matéria, não há nada a ser investigado.”