O Benfica e Jorge Jesus chegaram a um acordo, esta sexta-feira, sobre um “acerto fiscal de IRS” que era “devido contratualmente” ao antigo treinador depois da sua segunda passagem pelo clube no final de 2021, anunciou o clube da Luz através de um comunicado publicado na sua página oficial.

“O clube agradece a colaboração de Jorge Jesus e dos seus representantes na resolução de todo este processo que, desta forma, se encerra em definitivo”, escrevem as águias, pouco mais de 24 horas depois de Jorge Jesus ter dado a conhecer a sua intenção de processar o Benfica no Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) devido a um “incumprimento contratual”.

[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 8.º e último episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui, o quarto aqui, o quinto aqui, o sexto aqui e o sétimo aqui]

Em causa estava uma informação mencionada no comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) em dezembro de 2021, aquando o treinador foi dispensado das suas funções ao leme da equipa principal do Benfica, que mencionava que o clube iria cumprir “com todas as obrigações contratuais até ao término do vínculo laboral existente ou até que Jorge Jesus e a sua equipa técnica assumam novo compromisso profissional”.

No período em que esteve no mercado à procura de um outro clube para treinar — antes de chegar à Turquia e ao balneário do Fenerbahçe —, Jorge Jesus alegava que o Benfica não cumpriu as obrigações previamente mencionadas.

“Não há problema algum, nenhum conflito ou contencioso. Foi por mera cautela, por causa do prazo de prescrição. Tem a ver com um acerto de IRS que a Autoridade Tributária fez ao Jorge [Jesus] e ele, por força do contrato, é credor dessa quantia em relação ao Benfica, mas o devedor fiscal era o Jorge e ele pagou de imediato aquilo que Autoridade Tributária corrigiu. Agora, por mera cautela avançámos com a ação mas isso não tem nenhum conflito como o Benfica”, comentou Luís Miguel Henrique, advogado de Jorge Jesus, ao jornal Record.