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O Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, advertiu esta terça-feira que o seu ultimato ao homólogo russo, Vladimir Putin, para pôr fim à guerra na Ucrânia vai expirar dentro de dez dias. No regresso da Escócia, Trump disse aos jornalistas a bordo do avião presidencial Air Force One que o prazo dado a Moscovo na segunda-feira era de “dez dias a partir de hoje”, sob pena dos Estados Unidos imporem sanções à Rússia.
Trump sublinhou que não tinha recebido qualquer notícia de Putin desde então, acrescentando que era “uma pena”. “Vamos impor tarifas e outras coisas”, disse, observando antes que não sabia “se isso vai afetar a Rússia, porque obviamente ele [Vladimir Putin] quer que a guerra continue”.
Na segunda-feira, o líder norte-americano tinha adiantado que iria diminuir o prazo original de 50 dias que tinha definido para Putin para “dez ou 12 dias”. “Não há razões para esperar”, disse, acrescentando então que não estava a ver “nenhum progresso a ser feito”.
O Kremlin, em resposta, disse apenas que tinha tomado “nota” da declaração de Trump e que a “operação militar especial” (nome russo para a invasão da Ucrânia) iria “continuar”.
“A pressão é necessária”, diz Zelensky após ataque que fez 27 vítimas
Poucas horas antes do ultimato de Trump, a Rússia realizou um ataque que causou 27 mortos civis, na noite de segunda-feira. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, condenou o ataque que visou também uma prisão em Zaporijia e sublinhou, na rede social X, que apesar da “declaração muito necessária do Presidente Trump”, os ataques prosseguem.
Russia shows absolutely no regard for anyone in the world who wants to bring this war to an end. Just yesterday, there was a very necessary statement from President Trump. There is a lot of support around the world.
But still, strikes continue, and even demonstrative killing of… pic.twitter.com/APh47bdj9M
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) July 29, 2025
“Cada ataque russo, em resposta aos apelos do mundo para parar a guerra, só prova uma coisa: a pressão é necessária“, adiantou. “Não é possível que os russos não soubessem que estavam a atacar civis nessas instalações”, escreveu Zelensky, numa publicação anterior no X.
Yesterday, very important words were spoken by President Trump about how the Russian leadership is wasting the world’s time by talking about peace while simultaneously killing people. We all want genuine peace – dignified and lasting: Ukraine, all of Europe, the United States,… pic.twitter.com/w1HjWbXFmw
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) July 29, 2025
O Kremlin negou, através do porta-voz Dmitri Peskov, que estivesse a “atingir civis”, afirmando que o exército russo estava apenas a realizar bombardeamentos “sobre infraestruturas militares ou infraestruturas ligadas ao exército”.
A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e “desnazificar” o país vizinho, independente desde 1991, na sequência da desagregação da antiga União Soviética.