Um polícia e pelo menos três civis foram baleados na tarde de segunda-feira (hora local) junto a um edifício de escritórios no centro de Manhattan, avança a CNN, citando fontes policiais. A polícia diz que um homem com um arma volumosa foi visto a entrar num dos maiores edifícios de Park Avenue e será esse mesmo suspeito que foi considerado “neutralizado”, segundo informação divulgada pela comissária da polícia de Nova Iorque no X.

À NBC, fontes das autoridades locais dizem que o suspeito se suicidou e que foi encontrado no 33.º andar do arranha-céus. O alegado atacante foi identificado, avança o New York Times, como sendo Shane Devon Tamura, 27 anos. Era residente em Las Vegas e viajou de carro até Nova Iorque.

O edifício que terá sido atacado, localizado no número 345 da Park Avenue, inclui escritórios da National Football League (NFL, na sigla em inglês) e da empresa Blackstone, por exemplo.

De acordo com a chefe da polícia de Nova Iorque, Jessica Tisch, o atirador praticou futebol americano quando era jovem e tinha um histórico de problemas de saúde provocados pela prática deste desporto. Foi encontrada uma nota de suicídio num dos bolsos das calças, onde Tamura alegou sofrer de encefalopatia traumática crónica (doença semelhante ao Alzheimer, causada por traumatismos repetidos na cabeça. É comum nos jogadores de futebol americano, devido aos impactos que sofrem).

“Estudem o meu cérebro. Não podem ir contra a NFL, eles esmagam-vos”, pode ler-se na nota citada pela CNN.

Numa publicação do vice-diretor do FBI,  Dan Bongino na rede social X, explicou-se que o FBI estava a responder à ocorrência “fornecendo apoio” numa “cena de crime ativo”. O presidente da Câmara de Nova Iorque, Eric Adams, descreveu o ataque como “violento e desprezível”, confirmando que “há uma investigação ativa”. Pediu, ainda, à população que “tome as devidas precauções de segurança se estiver nas proximidades”.

Horas depois do crime, a polícia vai encontrar o assassino de Issam Sartawi, o dirigente palestiniano morto no átrio de um hotel de Albufeira. Mas, também vai descobrir que ele não é quem diz ser. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto uma embaixada em Lisboa e esta execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. É narrada pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Ouça o segundo episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E ouça o primeiro aqui]