O Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, emocionou-se, esta terça-feira, num discurso que fez durante uma reunião do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional. O Chefe de Estado recordou os tempos em que passou fome e não conseguiu controlar as lágrimas e garantiu que está cada vez mais “socialista” e de esquerda.
Recordando os tempos em que trabalhou na indústria metalúrgica, Lula da Silva recordou que um dos locais onde trabalhou “não tinha refeitório” — e tinha de ir ao bar ou levar marmita. O Presidente brasileiro recordou que “estava numa situação tão precária” que às vezes não tinha nada para comer e não levava uma marmita.
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— BLOGDOBG (@BlogdoBG) August 5, 2025
O Chefe de Estado via os colegas a comer no bar uma “sandes de mortadela” e imaginava ser ele a comê-la. “Eu tinha vergonha de ter fome”, recordou, contando que não dizia a ninguém a fome que sentia. “Isso aconteceu-me várias vezes”, lamentou, não conseguindo conter as lágrimas e sendo aplaudido pela plateia que o ouvia.
Lula da Silva também se lembrou a primeira vez que comeu pão: aos sete anos. “No local onde eu nasci, nem tinha dinheiro para comprar pão”. “Como é que uma mãe conseguiu criar um filho nestas condições desumanas?”, questionou o líder brasileiro, considerando que o Estado deve distribuir fundos para acabar com a fome.
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Numa altura em que o Brasil saiu do mapa da fome da Organização das Nações Unidas (ONU), Lula da Silva acredita, contudo, que o país pode “fazer muito mais”. “Podemos melhorar a situação do país. Podemos fazer muito mais do que estamos a fazer. Esse é o desafio. Tenho de fazer mais cada vez mais”, disse.
Neste sentido, o Presidente brasileiro garante que vai ficar cada vez mais à esquerda e “mais socialista”. “Acho que podemos mais”, assinalou.
O Presidente brasileiro, citado pela Globo, deixou ainda críticas ao antecessor, Jair Bolsonaro. “Se deixar o governo e entrar uma coisa qualquer nesse país, a fome volta. Num governo que estiver alguém a passar fome, tem que decapitar o Presidente”, frisou.