O Ministério das Finanças confirma que não houve qualquer contacto ou troca de correspondência com o Banco de Portugal, desde que recebeu o contrato promessa de compra e venda para a construção da nova sede nos terrenos de Entrecampos no final de junho. Ou seja, desde que foram publicadas as investigações do Observador sobre o tema e que motivaram a decisão de pedir uma auditoria à Inspeção-Geral de Finanças, não houve interações entre as duas instituições.
A indicação é dada numa resposta enviada ao Parlamento, na sequência de um requerimento feito pelos deputados do PS e confirma o que o próprio Mário Centeno já tinha dito. “Não tendo existido qualquer outro contacto ou troca de correspondência sobre o assunto, aguarda-se o resultado da auditoria da Inspeção-Geral de Finanças, de modo a que todas as dúvidas que possam ainda subsistir sejam cabalmente esclarecidas”.
Centeno insiste que Governo sabia “tudo” sobre nova sede e não fez “nenhuma pergunta”
Na mesma resposta com data de 6 de agosto, o Ministério das Finanças revela ter insistido duas vezes para receber a versão final do contrato com a Fidelidade, através de emails trocados por chefes de gabinete, a 6 de junho e 25 de junho. O documento foi enviado a 27 de junho. E descreve todas as interações com o Banco de Portugal sobre este assunto.
Foi numa reunião pessoal a 25 de janeiro que Mário Centeno apresentou uma “informação sumária” sobre o novo edifício a Miranda Sarmento. Informação que foi transmitida de forma institucional dois dias depois. A 27 de fevereiro o Ministério das Finanças recebeu a due diligence sobre o edifício de Entrecampos e Avenida de Berna, o memorando de entendimento entre o Banco de Portugal e a Fidelidade e o ponto de situação sobre o terreno do Alto dos Moinhos. A 2 de maio, chegou a minuta não assinada do contrato promessa para o edifício de Entrecampos e as duas avaliações independentes sobre o mesmo.
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