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O Papa defendeu esta quarta-feira que a crise humanitária na Faixa de Gaza deve ser resolvida imediatamente, pedindo também a libertação dos reféns israelitas no enclave palestiniano.

“A crise humanitária precisa de ser resolvida e não podemos continuar assim. Conhecemos a violência do terrorismo e respeitamos os muitos que morreram, bem como os reféns. Precisamos da sua libertação, mas também precisamos de pensar nos muitos que estão a morrer de fome”, frisou Leão XIV, em declarações aos jornalistas à chegada a Castel Gandolfo, o tradicional retiro de verão dos papas.

O líder da Igreja Católica lembrou que o Vaticano “não pode parar as guerras”, mas garantiu estar a trabalhar para promover o caminho do entendimento.

“Estamos a impulsionar o diálogo, a procurar soluções. Estes problemas não se resolvem com a guerra. Devemos procurar sempre a paz”, insistiu.

A ofensiva israelita em Gaza começou depois dos ataques do Hamas, no poder no enclave desde 2007, a 7 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e perto de 250 foram feitas reféns, das quais cerca de 50, incluindo 20 com vida, permanecem detidas.

Desde então, a operação militar israelita causou já mais de 61 mil mortos, a destruição de quase todas as infraestruturas de Gaza e a deslocação forçada de centenas de milhares de pessoas, perante acusações de genocídio por vários países e organizações.

[Um homem desobedece às ordens dos terroristas e da polícia e entra sozinho na embaixada. Momentos depois, ouve-se uma enorme explosão. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto a embaixada turca em Lisboa e uma execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. É narrada pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Ouça o quarto episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E ouça o primeiro episódio aqui, o segundo aqui e o terceiro aqui]

Leão XIV sublinhou ser necessário alcançar um acordo para pôr fim à violência e ao conflito na Ucrânia, a propósito da cimeira entre os Presidentes norte-americano e russo, Donald Trump e Vladimir Putin, respetivamente, que decorrerá na sexta-feira no Alasca.

“Espero sempre por um cessar-fogo, que a violência cesse e que cheguem a um acordo. Como é que a guerra pode continuar há tanto tempo? Qual é o objetivo?”, afirmou, em resposta a uma pergunta da agência de notícias italiana ANSA.

Depois de ter passado 16 dias em julho na Villa Barberini, a cidade que é residência de verão dos papas, mas que Francisco nunca visitou, Leão XVI seguiu agora para Castel Gandolfo, para descansar e refugiar-se do calor extremo da capital italiana.