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Trump celebra vitória em recurso judicial que evita multa de 400 milhões de euros por fraude

Este artigo tem mais de 1 ano

Tribunal considerou "excessiva" a multa multimilionária imposta em 2024, e que esta viola a 8ª emenda da Constituição norte-americana, que proíbe sentenças desproporcionais.

epaselect epa12308478 US President Donald Trump greets Ukraine's President Volodymyr Zelensky at the White House, Washington, DC, USA, 18 August 2025. President Trump is meeting with European leaders and President Zelensky to discuss the conflict between Ukraine and Russia.  EPA/WILL OLIVER
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"Tudo o que fiz foi absolutamente CORRETO e até PERFEITO", escreveu Trump na sua rede social

WILL OLIVER/EPA

"Tudo o que fiz foi absolutamente CORRETO e até PERFEITO", escreveu Trump na sua rede social

WILL OLIVER/EPA

O Presidente norte-americano, Donald Trump, celebrou esta quinta-feira uma decisão de recurso judicial que o isenta de uma multa de 446 milhões de dólares (400 milhões de euros) por fraude, da qual a procuradoria vai recorrer.

Um tribunal de recurso do Estado de Nova Iorque considerou, em decisão esta quinta-feira divulgada, “excessiva” a multa multimilionária imposta em 2024, e que esta viola a 8ª emenda da Constituição norte-americana, que proíbe sentenças desproporcionais.

A Procuradora-Geral do Estado, Letitia James, anunciou de imediato que irá recorrer da decisão, salientando que o tribunal de recurso confirmou que Trump e dois dos seus filhos, também arguidos no caso, eram de facto “responsáveis por fraude”.

Recorrendo a um dos termos que mais usa nos vários casos judiciais em que é visado, Trump qualificou de “caça às bruxas política” a condenação por fraude em Nova Iorque.

“Tudo o que fiz foi absolutamente CORRETO e até PERFEITO”, publicou na plataforma Truth Social, num longo texto em que visa James, o juiz e todos os procedimentos judiciais que levaram à sua condenação no ano passado, em plena campanha eleitoral.

Aproveitou também para fazer referência aos outros casos de que é alvo e juízes “corruptos” a que estão entregues.

Em 2023, após uma ação judicial interposta pelo Ministério Público de Nova Iorque liderado por James, Trump e os seus filhos Donald Jr. e Eric foram considerados culpados de fraude recorrente na Trump Organization, por inflacionar os ativos da empresa na década de 2010.

Os ativos sobreavaliados incluíram os seus arranha-céus, hotéis de luxo e campos de golfe em todo o mundo. O objetivo era obter empréstimos bancários mais favoráveis e melhores condições de seguro.

Trump e os seus filhos alegaram erros contabilísticos simples, cometidos de boa-fé.

O juiz Arthur Engoron decidiu que a família Trump, a sua empresa e dois sócios eram responsáveis por fraude ao longo de anos e ordenou o cancelamento das suas licenças de operação no estado, resolvendo a principal acusação do caso e pondo em risco os rendimentos da família.

Além da multa que lhe foi aplicada em fevereiro de 2024, Trump e os filhos ficaram também banidos de cargos de gestão empresarial durante três anos.

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Trump, então pré-candidato republicano a um segundo mandato presidencial, criticou no julgamento o sistema de justiça que alegava estar nas mãos dos democratas do ex-Presidente Joe Biden, procurando fundamentar motivações políticas no caso.

O julgamento foi marcado pela postura altiva e desafiante de Trump, que criticou frequentemente o processo em declarações à imprensa à porta do tribunal, tendo sido repreendido várias vezes pelo juiz Arthur Engoron.

Donald Jr. recorreu à rede social X para qualificar a decisão de hoje como uma “Vitória Enorme!!!”.

“Sempre foi uma caça às bruxas, uma interferência eleitoral e uma completa farsa da justiça… e até um tribunal de recurso de Nova Iorque, de tendência progressista, concorda!”, exultou o filho mais velho de Trump.

O conselheiro comercial de Trump, Peter Navarro, foi mais longe e atacou a procuradora-geral, dizendo que o lugar de James deveria ser “na cadeia”.

“Os democratas realmente exageraram desta vez porque pensaram que podiam afastar Donald Trump”, afirmou aos jornalistas.

No início do mês, o Departamento de Justiça abriu uma investigação à procuradora-geral de Nova Iorque, visando determinar se James e a sua equipa abusaram da autoridade e violaram os direitos legais de Trump ao processá-lo, assim como às suas empresas, noticiou a imprensa norte-americana.

Citado pelo The New York Times, o advogado de James, Abbe Lowell, afirmou que a investigação é “o exemplo mais descarado e desesperado da campanha de retaliação política do Presidente”.

Desde que Trump regressou à Casa Branca, James e outros procuradores democratas processaram o seu governo várias vezes pelas suas políticas em questões de imigração, direitos civis e outras.

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