O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou esta sexta-feira, numa publicação na rede social X, que, por ordens do Presidente norte-americano Donald Trump, realizou um “ataque letal” contra uma embarcação de narcotráfico vinculada a “organizações terroristas”.
De acordo com Hegseth, a ação decorreu em águas internacionais junto à costa da Venezuela, na área de responsabilidade dos Estados Unidos.
“Quatro homens narcoterroristas a bordo da embarcação foram mortos no ataque e nenhuma força norte-americana ficou ferida na operação”, disse o secretário da Defesa, acrescentando: “A embarcação transportava quantidades substanciais de narcóticos — com destino aos Estados Unidos para envenenar o nosso povo”.
Earlier this morning, on President Trump's orders, I directed a lethal, kinetic strike on a narco-trafficking vessel affiliated with Designated Terrorist Organizations in the USSOUTHCOM area of responsibility. Four male narco-terrorists aboard the vessel were killed in the… pic.twitter.com/QpNPljFcGn
— Secretary of War Pete Hegseth (@SecWar) October 3, 2025
“A nossa inteligência, sem dúvida, confirmou que esta embarcação estava a traficar narcóticos, que as pessoas a bordo eram narcoterroristas e que estavam a operar numa rota de trânsito conhecida pelo narcotráfico”, sublinhou ainda Hegseth, garantindo que “estes ataques vão continuar até que os ataques ao povo norte-americano terminem”.
O ataque ocorre após Donald Trump ter anunciado que os integrantes dos cartéis de droga são “combatentes ilegais” e que os Estados Unidos estão envolvidos num “conflito armado não-internacional”.
“Os Estados Unidos chegaram agora a um ponto crítico em que devemos usar a força em legítima defesa e em defesa de outros contra os ataques contínuos dessas organizações terroristas designadas”, lê-se no documento obtido pela Associated Press.
Trump declara membros dos cartéis de droga como “combatentes ilegais”
A decisão ocorre depois de militares norte-americanos terem feito três ataques em setembro a barcos de alegados traficantes de droga nas Caraíbas. Em pelo menos dois casos, os barcos eram provenientes da Venezuela.
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