Donald Trump declarou os integrantes dos cartéis de droga como combatentes ilegais e que os EUA estão envolvidos em um “conflito armado não-internacional”, segundo um documento interno obtido pela Associated Press.
Ao Pentágono, lê-se na nota, o Presidente pediu para que a defesa norte-americana conduzisse “operações contra eles, “de acordo com a lei dos conflitos armados”.
“Os Estados Unidos chegaram agora a um ponto crítico em que devemos usar a força em legítima defesa e em defesa de outros contra os ataques contínuos dessas organizações terroristas designadas“, lê-se ainda no documento.
O Congresso norte-americano terá sido também notificado da designação, disse uma pessoa conhecedora do caso, sob anonimato.
A decisão ocorre depois de militares dos EUA terem feito três ataques em setembro a barcos de alegados traficantes de droga nas Caraíbas. Em pelo menos dois casos, os barcos eram provenientes da Venezuela.
Vários senadores entenderam a intenção do governo como constituindo um novo quadro legal que levanta questões quanto ao papel do Congresso na autorização de tais ações. Muitos dos legisladores têm objetado aos ataques, com alguns a apelarem ao Congresso para que exerça a sua autoridade com base na lei dos poderes de guerra, que proíbe o governo de fazer ataques se não forem autorizados pelo Congresso.
Ao dizer que a sua campanha contra os cartéis de droga é um ativo conflito armado, Trump parece estar a reivindicar poderes extraordinários de guerra para justificar a sua ação.
Cinco aviões dos EUA passaram junto à costa, diz Venezuela
Esta quinta-feira, o ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, disse esta quinta-feira na televisão estatal que cinco “aviões de combate imperialistas” dos EUA tinham-se “atrevido a aproximar da costa venezuelana”, noticiou a Reuters.
“A presença destes aviões a voar perto do nosso Mar das Caraíbas é uma vulgaridade, uma provocação, uma ameaça à segurança da nação“, acrescentou.
O governo venezuelano esclareceu em comunicado mais tarde que a presença dos aviões tinha sido reportada pela companhia aérea colombiana Avianca, tendo as aeronaves voado a 75 quilómetros da costa.
A Venezuela “insta o Secretário da Guerra dos EUA, Peter Hegseth, a cessar imediatamente a sua postura imprudente, aventureira e belicista”, que está a perturbar a paz nas Caraíbas, acrescentou o comunicado.