O cabeça de lista do Chega à autarquia de Loures, Bruno Nunes, tem a segurança como prioridade e afirmou este sábado que o concelho não tem efetivos suficientes da Polícia de Segurança Pública (PSP) e da Polícia Municipal (PM).
“Não obstante estarmos na Freguesia que tem o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP (COMETLIS), nós não temos o número suficiente de efetivos da PSP, assim como da Polícia Municipal”, afirmou o candidato durante uma ação de campanha em Moscavide.
O também deputado da Assembleia da República sublinhou que a PM poderia ficar encarregue do Programa Escola Segura, que é da competência da PSP e da Guarda Nacional Republicana, e que assim “libertaria os agentes da PSP para outras tarefas” como “patrulhamento de rua”.
No quinto dia de campanha, Bruno Nunes frisou novamente que a corrida para a presidência da autarquia é “a dois”, entre o Chega e o Partido Socialista (PS), deixando críticas ao acordo pós-eleitoral entre PSD e o PS do autarca e candidato, Ricardo Leão.
“O PSD fez um erro estratégico no meu entendimento porque nos últimos quatro anos vendeu as suas ideologias, o seu posicionamento e o seu voto em troca de uma coligação pós-eleitoral com o PS”, continuou, acrescentando que as pessoas estão descontentes porque consideram que o seu voto nos sociais-democratas “foi apenas para reforçar a posição do PS”.
O candidato acusou novamente Ricardo Leão de tomar medidas “à Chega”, numa referência às demolições no bairro do Talude, e embora concorde com as demolições defende que foram efetuadas “sem medidas preventivas”.
“Se fosse uma medida à Chega, aplicada pelo Chega, a primeira coisa que eu teria feito era ter acionado a CPCJ, teria acionado o Instituto Português de Apoio à Criança, garantindo que aquelas crianças não viviam aquele trauma”, adiantou.
Em 14 de julho, a autarquia de Loures desencadeou uma operação de demolição de 64 casas precárias e construídas pelos moradores no Talude Militar, onde viviam 161 pessoas, tendo sido demolidas 51 no primeiro dia e outras quatro no segundo.
A operação foi entretanto suspensa após o despacho de um tribunal de Lisboa, na sequência de uma providência cautelar interposta por 14 moradores.
Bruno Nunes considera ainda que a autarquia não precisa de construir mais habitação e que o problema é que a que existe está “mal gerida”.
“A habitação não tem que ser definitiva, tem que ser transitória, mas nós precisamos de uma resposta social, mas para isso nós não precisamos de construir mais habitação, nós temos mais de dois mil fogos e isto está é mal gerido”, acrescentou.
O candidato pelo Chega foi vereador sem pelouro no mandato transato na câmara de Loures e é um dos vários candidatos do partido às eleições autárquicas de 12 de outubro que são simultaneamente deputados da Assembleia da República.
Concorrem à presidência da Câmara Municipal de Loures nas eleições autárquicas de 12 de outubro Ricardo Leão (PS), Gonçalo Caroço (CDU), Nélson Batista (PSD), Bruno Nunes (Chega), Luís de Sousa (Coligação Livre/BE/PAN), Isabel Elias (MPT), Luís Martins (IL) e João Gomes (ADN).
O atual executivo de Loures é composto por quatro eleitos do PS, incluindo o presidente, quatro da CDU, dois do PSD e um do Chega. A Assembleia Municipal é liderada pelo PS, também sem maioria absoluta.