A Nova Direita instalou este sábado um insuflável para crianças na Quinta das Conchas, na freguesia do Lumiar, para se assumir como “o partido das famílias”, defendendo que “toda a ação política” lhes deve prestar apoio.
Ao som do hino em nome próprio, Ossanda Líber, a presidente do partido, disse à Lusa que o partido que fundou em 2022 (mas só foi oficializado em 2024) tem “um grande cariz conservador” e uma “enorme preocupação” com a família. “Se há alguma coisa que nós temos em comum, entre nós, a maior parte dos membros do partido, é que somos precisamente pessoas de família, defendemos muito esta instituição”, afirma.
Apontando a “falta de condições para que os jovens casais possam efetivamente concretizar o sonho” de constituir família, Ossana Líber assinalou também as dificuldades sentidas por “quem já teve a coragem de fazer filhos”. Além disso, o preço da habitação impede os casais de terem mais filhos, acrescentou, defensora da família numerosa.
“Toda a ação política deve andar em torno da satisfação das famílias ou até da criação de famílias“, defende, transmitindo “uma mensagem de esperança” a quem vive na capital: “não saiam daqui, Lisboa precisa de vocês.”
Habitação, transparência e segurança são as bandeiras transversais da Nova Direita, apontou Maria Antunes, candidata à freguesia do Lumiar. Tem andado pelos bairros a auscultar a população, que se queixa sobretudo da higiene urbana. “As ruas estão sujas, descuidadas, os jardins estão descuidados também, (…) não há uma poda das árvores, um desbaste das ervas”, relata, propondo “equipas de intervenção rápida” para limpeza. Falta também “equipamentos que juntem as pessoas” e o tráfico de droga é um problema em certas zonas da freguesia.
A Nova Direita quer ainda uma Polícia Municipal com “patrulhas mais regulares e mais presentes para resolver o problema da segurança”. Esta é a primeira vez que a Nova Direita se candidata a eleições autárquicas (obteve cerca de dez mil votos nas últimas legislativas), com o lema “Resgatar Lisboa”.
Na Quinta das Conchas, o pequeno grupo que acompanha Ossanda Líber foi abordado por alguns elementos da campanha de Carlos Moedas, atual presidente da câmara e recandidato pela coligação “Por ti, Lisboa”, que junta PSD, CDS-PP e IL. “Há espaço para todos”, disseram-lhe, com Ossanda Líber, que chegou a fazer parte do Aliança, a retribuir que “é preciso unir a direita e fragilizar a esquerda”. No curto debate ideológico, ainda houve tempo para situar a Nova Direita no lugar de um “novo CDS”, conservador nos costumes.