O candidato da coligação Livre/BE à presidência da Câmara de Almada prometeu esta quarta-feira que com o seu plano habitacional de emergência social e ambiental ninguém será tratado como invisível.
Sérgio Lourosa Alves falava esta quarta-feira num comício/festa que reuniu no largo Luis de Camões, junto ao edifício da Câmara Municipal de Almada, vários apoiantes dos dois partidos assim como a coordenadora do BE, Mariana Mortágua e o deputado do Livre Paulo Muacho.
O candidato da coligação disse querer um novo paradigma em Almada que passa por reabilitar sem expulsar, integrar sem demolir e construir com as pessoas.
“E é por isso que propomos no programa uma casa, uma causa, habitação digna, pública, acessível e sem deixar ninguém para trás”, disse adiantando que o programa da sua candidatura intitulada “Almada em Comum” foi construído por todos, com o contributo de todos.
O seu projeto, adianta, defende uma Almada que não destrói, mas que reconstrói, que não divide mas que une, que não promete mas cumpre.
“No dia 12 vamos mostrar que é tempo de fazermos uma Almada em comum, uma Almada em comunidade, uma Almada com coragem e com esperança”, disse.
Mariana Mortágua considerou que a coligação em Almada revela que os dois partidos foram capazes de pôr de lado as suas diferenças, os seus orgulhos, os seus egos e caminhar em conjunto para dar uma resposta e uma solução a quem vive em Almada.
“Este é o início de um caminho que vamos fazer juntos, o Bloco e o Livre. Tenho a certeza de que o vamos fazer durante os próximos anos, do próximo mandato autárquico”, disse adiantando que a coligação é a expressão de uma alternativa à esquerda “que Almada merece”.
Para Mariana Mortágua nos últimos anos “Almada não tem tido uma governação à altura do seu povo” e da sua historia de luta, de resistência e de trabalho.
“É preciso uma alternativa que ofereça a este povo um futuro, respeito e orgulho pela terra onde vivem. As autarquias, nós sabemos, elas nunca foram tão importantes como são hoje”, disse adiantando que o compromisso com uma alteração na gestão autárquica não esgota neste projeto.
Mariana Mortágua considera que hoje “mais do que nunca, vai ser preciso contrariar, combater, remendar, cuidar dos estragos que o governo de direita vai fazer por todo o território” e que existe um outro motivo para a importância da existência da coligação: o crescimento da extrema-direita.
“O neofascismo nestas eleições vai passar a ter expressão autárquica, que não tinha até aqui e não vale a pena ignorarmos esse fator. Está mais enraizado, vem com uma viragem ideológica brutal e diria até avassaladora, que se reflete em campanhas de ódio às quais já nos vamos habituando, mas nunca nos devíamos habituar e nunca nos devíamos deixar de revoltar e nunca nos devíamos deixar de indignar”, frisou.
Para Mariana Mortágua, a convergência de esquerda é importante não apenas para a Almada, “mas porque ela é a resposta à extrema-direita”.
“A obrigação da esquerda nos nossos tempos é a obrigação de se juntar, de encontrar pontos, de ter responsabilidade e de responder pelo seu povo”, sustentou.
A Câmara Municipal de Almada é atualmente liderada pela socialista Inês de Medeiros, que se recandidata à presidência da autarquia para um terceiro mandato.
O atual executivo é composto por cinco eleitos do PS, quatro da CDU, um do BE e um do PSD. Tanto em 2017 como em 2021, PS e PSD fizeram um acordo para formar uma maioria absoluta no executivo.
Concorrem à presidência da Câmara Municipal de Almada, nas eleições autárquicas de domingo, Inês de Medeiros (PS), Luís Palma (CDU — coligação PCP/PEV), Hélder Sousa e Silva (PSD), Ana Clara Birrento (CDS-PP), Carlos Magno (Chega), Sérgio Lourosa Alves (Livre/BE), Carlos Alves (IL) e Marina Marques (PAN).
O concelho de Almada tem perto de 184 mil habitantes, distribuídos por 70 quilómetros quadrados, segundo o Instituto Nacional de Estatística.