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Trump diz que aliados regionais estão prontos a enviar tropas para Gaza

Este artigo tem mais de 6 meses

Presidente dos EUA sublinhou que "ainda há esperança de que o Hamas faça o que é correto" e ameaçou que se não o fizerem o seu fim será "rápido, furioso e brutal".

epa12468683 US President Donald Trump honors the Louisiana State University (LSU) and LSU Shreveport championship baseball teams in the East Room of the White House in Washington, DC, USA, 20 October 2025.  EPA/JIM LO SCALZO
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▲O Presidente norte-americano já tinha avisado na segunda-feira que o movimento islamita palestiniano seria "erradicado" se não respeitasse o acordo alcançado com Israel sobre Gaza

JIM LO SCALZO/EPA

▲O Presidente norte-americano já tinha avisado na segunda-feira que o movimento islamita palestiniano seria "erradicado" se não respeitasse o acordo alcançado com Israel sobre Gaza

JIM LO SCALZO/EPA

Acompanhe o nosso liveblog sobre o conflito israelo-palestiniano.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou esta terça-feira que os seus aliados no Médio Oriente estão dispostos a enviar tropas para a Faixa de Gaza caso o Hamas não ponha fim às violações do cessar-fogo.

“Muitos dos nossos agora grandes aliados no Médio Oriente, e nas áreas circundantes, informaram-me explícita e firmemente (…) que acolheriam de bom grado a oportunidade, a meu pedido, de entrar em Gaza em força e ‘abordar’ o Hamas se este continuasse a comportar-se mal, violando o acordo que tem connosco”, afirmou o Presidente norte-americano na plataforma Truth Social.

O líder republicano sublinhou que “ainda há esperança de que o Hamas faça o que é correto” e ameaçou que se não o fizerem o seu fim será “rápido, furioso e brutal”.

O Presidente norte-americano já tinha avisado na segunda-feira que o movimento islamita palestiniano seria “erradicado” se não respeitasse o acordo alcançado com Israel sobre Gaza.

Trump fez questão de agradecer ainda aos países que lhe “telefonaram para ajudar” e agradeceu em especial à Indonésia e ao seu líder, o Presidente Prabowo Subianto.

A Indonésia fez parte do grupo de países que marcaram presença na Cimeira de Paz na cidade egípcia de Sharm el-Sheikh, onde foi assinado o acordo de cessar-fogo, que começou em 10 de outubro, e tem expressado a sua disponibilidade para enviar tropas para Gaza.

Subianto garantiu em setembro, perante a Assembleia-Geral da ONU, que o país estava preparado para enviar até 20 mil militares para uma eventual força internacional em Gaza.

“Não devemos permanecer em silêncio enquanto os palestinianos forem privados de justiça e legitimidade”, disse na ocasião o Presidente indonésio.

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Israel acusou o Hamas de ter violado o cessar-fogo e respondeu com ataques em Gaza, que mataram pelo menos 45 pessoas, de acordo com a Defesa Civil da Faixa de Gaza.

O Hamas negou as acusações de ter violado a trégua e, em contrapartida, na segunda-feira acusou Israel de ter cometido “uma série de violações graves e repetidas desde o anúncio do fim da guerra na Faixa de Gaza”, num total de 80 ocorrências até domingo.

No âmbito do acordo de cessar-fogo, o Hamas deve entregar os 28 corpos de reféns ainda detidos em Gaza e, até há data, entregou 13 corpos e anunciou esta terça-feira que iria entregar mais dois esta tarde.

Num comunicado divulgado pelas brigadas Ezzedine al-Qassam, braço armado do movimento islamita palestiniano, o grupo indicou que os corpos dos dois reféns israelitas foram exumados esta terça-feira e serão entregues ao final da tarde, no quadro da troca de reféns e prisioneiros prevista pelo acordo.

O Governo israelita reiterou, entretanto, que não aceita “qualquer desculpa” do Hamas para justificar os atrasos na entrega dos corpos dos reféns mortos.

O cessar-fogo visa pôr fim a dois anos de guerra em Gaza, desencadeada pelos ataques a Israel, liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023, que causaram cerca de 1.200 mortos e 251 reféns.

A retaliação de Israel provocou mais de 67 mil mortos e cerca de 170.000 feridos, a maioria civis, de acordo com dados do Ministério da Saúde de Gaza (tutelado pelo Hamas), que a ONU considera credíveis.

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