Acompanhe o nosso artigo em direto sobre a morte de Pinto Balsemão

A morte de Francisco Pinto Balsemão, aos 88 anos, foi notícia na imprensa internacional com o antigo primeiro-ministro e fundador do jornal Expresso e da SIC a ser lembrado pelo seu contributo para a democracia portuguesa e para a liberdade de expressão. É o caso do britânico The Independent, do brasileiro G1, do norte-americano Washington Post ou do espanhol El País — que colocam a morte do empresário português em destaque.

Morreu Pinto Balsemão, dono da SIC e Expresso e um dos fundadores do PSD. Tinha 88 anos

No Brasil, Pinto Balsemão é notícia no portal Politiza, que o caracteriza como um “destacado jornalista e defensor da liberdade de expressão” e que deixa “um legado significativo na comunicação portuguesa”.

Também o brasileiro G1 lembra “a luta” do antigo primeiro-ministro pela “liberdade de expressão e contra a censura”. O portal faz referência ao papel de destaque de Balsemão na transição política para a democracia e acrescenta que o empresário “fundou o Expresso, semanário que ganhou destaque durante a democratização do país nos anos de 1970, e também a SIC, a primeira televisão privada portuguesa”.

Nos Estados Unidos, o Washington Post e a ABC News destacaram a importância de Francisco Pinto Balsemão num “período turbulento pós-revolução”, descrevendo-o como “um antigo primeiro-ministro de Portugal que se retirou da primeira linha da política e criou um império mediático nacional”.

A agência norte-americana Associated Press escolheu uma fotografia de 1981 na qual Balsemão aparece ao lado do então secretário de Defesa dos Estados Unidos, Caspar Weinberger, recordando a sua nomeação como primeiro-ministro após a morte de Francisco Sá Carneiro num acidente de aviação.

Na Europa, a morte do empresário também foi notícia. Em Espanha, o diário El País sublinha o papel de Balsemão na consolidação da democracia após o 25 de Abril de 1974, considerando-o “uma referência da geração que fez a transição para a democracia”.

A agência italiana ANSA destacou o “papel crucial” que Pinto Balsemão desempenhou “na política, nos negócios e no jornalismo em Portugal”, enquanto a empresa pública alemã DW identifica o antigo primeiro-ministro como “um dos principais fundadores do partido de centro-direita português”.

Também no Reino Unido surgiram notícias. O The Independent lembra a vida de Pinto Balsemão, a criação de um “império mediático nacional” e o seu legado como “primeiro-ministro reformista”, que participou “na revisão da Constituição em 1982 com o objetivo de eliminar algumas das características ideológicas de esquerda consagradas na versão de 1976”.

Já o chairman do grupo de media britânico Daily Mail and General Trust (DMGT), visconde Rothermere, afirmou esta quarta-feira que Francisco Pinto Balsemão “foi um homem extraordinário” e um amigo leal, “cujos conselhos eram sempre sinceros, inteligentes e sábios”.

“Era um amigo muito leal, cujos conselhos eram sempre sinceros, inteligentes e sábios” e “amava a vida, vivia-a ao máximo e apreciava a companhia de outras pessoas que compartilhavam a mesma visão”, sublinhou Rothermere à agência Lusa.

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