Uma placa debaixo daquele que seria o retrato de Joe Biden surge agora com a referência “sleepy Joe”. No retrato de Barack Obama, o antigo Presidente dos EUA é descrito como “divisivo”. Já a placa de Ronald Reagan aponta-o como um fã do jovem Trump. Donald Trump colocou placas descritivas nos retratos de todos os antigos Chefes de Estado, incluindo-se ele próprio, na sua Calçada da Fama Presidencial na Casa Branca.
As placas foram vistas pela primeira vez publicamente na quarta-feira e fazem parte da remodelação da Casa Branca à imagem do atual Presidente dos EUA, nota a Associated Press. Estas notas biográficas desrespeitam os protocolos de como os presidentes norte-americanos tratam os seus antecessores.
“As placas são descrições eloquentes de cada Presidente e do legado que deixaram”, afirmou aos jornalistas a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, num comunicado que descreve a instalação na colunata que vai da Ala Oeste até à residência. E divulga mesmo: “Como estudante de história, muitas foram escritas diretamente pelo próprio Presidente.”
Joe Biden é o único antigo Presidente dos EUA que nesta exposição não é reconhecido com um retrato do próprio. Em vez disso, Trump escolheu uma caneta automática para colocar em destaque o facto de, no final do mandato, Biden mostrar sinais de deterioramento físico e psicológico, usando aquela caneta para assinar documentos.
O democrata é ainda descrito como “de longe, o pior presidente da história americana”, que “levou a nossa nação à beira da destruição”. No final da mensagem lê-se que Donald Trump apareceu para “salvar” os EUA.
Na placa descritiva do retrato de Obama este é visto como “um organizador comunitário, senador por um mandato por Illinois e uma das figuras políticas mais controversas da história americana”. A principal conquista do democrata é referida, ironicamente, enquanto a “altamente ineficaz Lei dos Cuidados de Saúde Inacessíveis”.
Já George W. Bush tem direito a um comentário positivo por ter criado o Departamento de Segurança Interna e liderado a nação após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Mesmo assim recebe críticas, uma delas a de “ter iniciado guerras no Afeganistão e no Iraque, ambas as quais não deveriam ter acontecido”.