Siga aqui o nosso liveblog sobre a situação no Irão
O Presidente dos Estados Unidos afirmou que os líderes iranianos o contactaram para negociar depois de os ter ameaçado com uma ação militar no país, que enfrenta fortes protestos antigovernamentais. O Irão foi apenas um dos temas abordados por Donald Trump com a imprensa a bordo do avião presidencial. O líder norte-americano disse também estar aberto a um encontro com a líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que assumiu o poder após a captura de Nicolás Maduro pelos EUA, e reiterou a intenção de tomar a Gronelândia, que descreveu como um território defendido por “dois trenós puxados por cães”.
“Os líderes iranianos ligaram” no sábado, começou por dizer Donald Trump aos jornalistas a bordo do avião presidencial no domingo, acrescentando que “está a ser planeada uma reunião”. “Eles querem negociar”, sublinhou. O republicano disse que está a receber atualizações de hora em hora sobre os protestos e deixou um aviso: “Talvez tenhamos de agir antes de uma reunião”.
“Estamos a analisar a questão com muita seriedade. As forças armadas estão a analisar a questão e estamos a considerar opções muito fortes. Tomaremos uma decisão”, assegurou Trump.
O Presidente norte-americano acredita que o Governo iraniano “está a começar” a ultrapassar uma linha, porque “morreram pessoas que não deviam ter morrido”, algo que atribuiu ao “reinado de violência” de Teerão. “Alguns manifestantes morreram espezinhados; eram muitos. E alguns foram baleados”, afirmou.
PRESIDENT TRUMP says that Iran is "starting to" cross U.S. red lines, citing reports of civilian deaths and warning that any attack on American interests would be met with overwhelming force as his administration weighs what he called "very strong options." pic.twitter.com/sX6dtAUUAn
— Fox News (@FoxNews) January 12, 2026
O republicano disse acreditar que o Irão leva as suas ameaças a sério depois de “anos” a lidar com o país, citando as mortes do general da Guarda Revolucionária Qasem Soleimani, do líder do Estado Islâmico Abu Bakr al-Baghdadi e “a diminuição da ameaça nuclear iraniana”. Desvalorizou possíveis ataques iranianos a bases norte-americanas: “Se o fizerem, atacá-los-emos a níveis nunca antes vistos”.
O líder norte-americano disse ainda que planeia ligar ao empresário Elon Musk para discutir o posicionamento de satélites Starlink para “manter a internet a funcionar” no Irão. “Ele é muito bom nesse tipo de coisas, tem uma empresa muito boa”.
PRESIDENT TRUMP says he plans to speak with Elon Musk about sending Starlink to Iran as the nation faces a sweeping internet blackout amid anti-regime protests. pic.twitter.com/JzUOsIGAao
— Fox News (@FoxNews) January 12, 2026
Quando as perguntas passaram para a Venezuela, o Presidente disse estar aberto a um encontro com a líder interina, Delcy Rodríguez, que assumiu o poder após a captura de Nicolás Maduro pelos EUA. Questionado sobre se planeava reunir-se com Rodríguez, Trump respondeu: “Em algum momento, sim”. Notou que Washington está a trabalhar “muito bem” com Caracas.
Trump ainda respondeu a algumas perguntas sobre Cuba, região onde se tem focado depois da ação militar na Venezuela. O líder norte-americano adiantou que os dois países “estão a falar”. Especificou apenas que um dos tópicos que queria abordar são “as pessoas que vieram de Cuba e que foram forçadas a sair ou a deixar o país sob coação”.
O líder norte-americano também foi questionado sobre a intenção de controlar a Gronelândia, região autónoma da Dinamarca. “Se não tomarmos a Gronelândia, a Rússia ou a China vão fazê-lo”, avisou, garantindo que “não vai deixar que isso aconteça”. Donald Trump admitiu que prefere o caminho de um acordo — “é mais fácil” –, mas assegurou que “de uma forma ou de outra” os EUA vão ficar com a Gronelândia. “Basicamente, a defesa deles são dois trenós puxados por cães, sabiam?”
President Donald Trump said Denmark and Greenland’s defense is “two dog sleds,” adding the U.S. needs them less than they need the U.S. He said Washington is talking about acquiring Greenland—otherwise Russia or China will—and questioned whether NATO would stand by the U.S. if… pic.twitter.com/qbRIxrghZp
— General Quacker | الجنرال كواكر (@general_he42676) January 12, 2026
Questionado sobre se receia que uma ação como essa provoque uma reação da NATO, Trump sublinhou que a aliança transatlântica “não existiria se não fosse Presidente”. Afastou, no entanto, uma retirada dos EUA da NATO: “Eu gosto da NATO, mas questiono-me sobre se a NATO estaria lá para nós caso precisássemos dela. Não tenho a certeza que estariam”. Ainda acrescentaria: “Se afetar a NATO, que afete a NATO. Eles precisam muito mais de nós do que nós deles”.