O Presidente Donald Trump reuniu-se esta segunda-feira à noite com Kristi Noem, secretária de Segurança Nacional e o rosto das políticas de imigração e das operações dos Serviços de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) na cidade de Minneapolis, que já mataram duas pessoas. Ao longo de quase duas horas, os dois discutiram como manter as operações face ao coro crescente de críticas, relataram duas fontes com conhecimento do encontro à CNN.
Enquanto líder do Departamento federal a que pertence o ICE, Noem tem sido pressionada pela oposição a apresentar a demissão. Pelo menos 140 congressistas democratas (mais de metade da bancada parlamentar do Partido) apoiaram uma resolução para avançar com a destituição de Kristi Noem. Outros democratas, mesmo sem assinar o documento que também exigiram a sua saída da administração, relata o Politico.
Apesar da intensa pressão externa — que já se começa a sentir também dentro do Partido Republicano —, Trump não colocou em cima da mesa a demissão da secretária, nem do seu conselheiro sénior, Corey Lewandowski, que também marcou presença na Casa Branca, avançou a imprensa norte-americana. A recusa de uma demissão foi confirmada esta terça-feira pelo Presidente que, questionado sobre se Noem ia abandonar o cargo, respondeu com um breve “não”.
REPORTER: "Is @Sec_Noem going to step down?"@POTUS: "No." pic.twitter.com/T9xITpft2I
— Rapid Response 47 (@RapidResponse47) January 27, 2026
A reunião contou ainda com a chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Willes, a porta-voz Karoline Leavitt e o diretor de comunicação Steven Cheung. Quem esteve ausente foi Stephen Miller, conselheiro responsável pela estratégia de imigração, relata o New York Times.
Em vez de uma possível demissão, os membros da administração discutiram caminhos alternativos para cumprir os objetivos de imigração que foram traçados há mais de um ano. Uma das soluções será recentrar o foco do Departamento de Segurança Nacional em operações na fronteira sul dos Estados Unidos, em vez de em operações no centro de grandes cidades norte-americanas, noticia a CBS News, citando fontes com conhecimento dos diálogos.
A reunião que, escreve a CNN, foi solicitada por Noem aconteceu no mesmo dia em que Trump pareceu dar um passo atrás nas operações em Minneapolis, depois de ter falado ao telefone com o governador do Minnesota, Tim Walz, e o autarca de Minneapolis, Jacob Frey. O Presidente enviou o “czar das fronteiras”, Tom Homan, para a cidade, no lugar o controverso líder da Patrulha de Fronteiras dos EUA, Gregory Bovino, e alguns agentes federais.
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