1229,4kWh poupados 1229,4 kWh poupados com a
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

Ex-enfermeira condenada por homicídio foi detida na Indonésia. Interpol divulga imagens de Mariana Fonseca

Este artigo tem mais de 6 meses

Cinco anos depois de ter ajudado a namorada a matar, desmembrar e esconder o cadáver de um jovem, Mariana foi encontrada na Indonésia. Absolvida na primeira instância, acabaria condenada no Supremo.

Mariana Fonseca foi detida em Jacarta, depois de ter fugido às autoridades portuguesas
i

Mariana Fonseca foi detida em Jacarta, depois de ter fugido às autoridades portuguesas

Mariana Fonseca foi detida em Jacarta, depois de ter fugido às autoridades portuguesas

Cinco anos depois da morte de Diogo Gonçalves, Mariana Fonseca foi encontrada e detida pela Interpol na Indonésia esta quinta-feira, avançou o Correio da Manhã e confirmou o Observador. A ex-enfermeira foi condenada a 23 anos de prisão por ter matado, desmembrado e escondido o cadáver de outro jovem. Para levar a cabo este crime contou com o apoio de Maria Malveiro, então sua namorada, que se suicidou na prisão onde cumpria pena.

Mariana estaria a trabalhar num café em Jacarta já há algum tempo, onde julgava estar longe do radar das autoridades portuguesas. No entanto, a Polícia Judiciária conseguiu, em articulação com a Interpol, chegar à localização da enfermeira que foi expulsa da Ordem depois de ter sido condenada. Esta sexta-feira, a polícia da Indonésia divulgou imagens da detenção da portuguesa, que não mudou muito de visual face às últimas vezes em que foi vista em Portugal.

“A NCB Jacarta [escritório da Interpol na capital indonésia] e a Direção-Geral de Imigração conseguiram prender Mariana Guerreiro Fonseca, cidadã portuguesa com Alerta Vermelho [da Interpol]. Mariana é uma das autoras de um homicídio qualificado, tendo mutilado o corpo e atirado o cadáver ao mar. Após a detenção, foi realizado um interrogatório adicional e a detenção temporária [de Mariana]. Em seguida, o assunto foi levado à Direção Geral de Imigração para detenção em Rudenim [um centro de detenção de imigrantes]. O processo de deportação para Portugal está previsto para 9 de março de 2026″, escreveu a polícia local nas redes sociais.

A PJ, que confirmou em comunicado a detenção, recorda que desde a emissão do mandado manteve “estreita coordenação” com a Interpol, que conseguiu “localizar e deter em Jacarta a cidadã Mariana Guerreiro Fonseca”. “A Polícia Judiciária está neste momento a tratar dos procedimentos legais tendo em vista a sua extradição para Portugal a fim de cumprir a pena de prisão decretada pelos tribunais portugueses”.

Ao que o Observador conseguiu apurar, Mariana já tem um advogado em Jacarta e irá opôr-se à extradição para Portugal, por entender que não tem que cumprir 23 anos por um crime que, segundo a própria, não cometeu.

Homicídio aconteceu em 2020. Mariana foi absolvida na primeira instância, mas acabou condenada a 23 anos de prisão antes de fugir

Ao contrário da namorada, Mariana não foi condenada na primeira instância. O Tribunal de Portimão entendeu que o objetivo de Maria era um: “apoderar-se do dinheiro”, uma indemnização de mais de 70 mil euros que o amigo recebera pelo atropelamento da mãe, em 2016. Mas o plano fugiu ao esperado e Diogo foi morto. Para esse tribunal, a “postura passiva” de Mariana, bem como a tentativa de reanimar a vítima, contribuíram para a sua absolvição, fugindo à pena máxima aplicada à namorada.

Só queria os 70 mil euros de Diogo, mas acabou por matá-lo. A história do crime que começou num ato de sedução

Porém, o MP não se conformou com a decisão e optou por recorrer. A decisão acabou revertida duas vezes: primeiro, pela Relação de Évora, que a condenou a 25 anos de prisão; depois, pelo Supremo, que reduziu a pena para 23 anos de prisão, em 2024. O mandado de detenção foi emitido a 3 de julho de 2025 pelo Tribunal de Portimão.

No entanto, Mariana fugiu de Portugal para escapar a um destino que tentou combater pela via judicial. “Eu não sou inocente, mas não cometi esse crime. Não tirei a vida a ninguém”, chegou a admitir. Quando as autoridades iam cumprir o mandado de detenção, não encontraram a antiga enfermeira. A Polícia Judiciária, que pediu ao Tribunal de Portimão a emissão de um mandado de captura, viu este pedido negado. O mandado só chegou quando PSP e GNR tinham perdido o rasto da condenada.

“Após a emissão do mandado de detenção para cumprimento de pena, não tendo sido possível localizá-la em território nacional, a Polícia Judiciária desenvolveu várias diligências junto das suas congéneres internacionais tendo em vista a sua detenção”, explicou, esta sexta-feira, a Polícia Judiciária.

“Justiça tem os seus ‘timings’ e os criminosos têm os deles”. Porque é mais complicado deter uma enfermeira assassina do que cinco reclusos?

[Depois de anos em fuga, o guru é finalmente detido. Mas o movimento de yoga e as escolas em todo o mundo continuam a funcionar. Ouça o último episódio de “Os segredos da seita do yoga”, o novo Podcast Plus do Observador. Uma série em seis episódios, narrada pela atriz Daniela Ruah, com banda sonora original de Benjamim. Pode ouvir aqui, no site do Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir aqui o primeiro episódio, aqui o segundo, aqui o terceiro e aqui o quarto e aqui o quinto episódio]

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

O seu plano não inclui a oferta de artigos

Para poder oferecer artigos aos seus amigos, faça upgrade para um plano de subscrição superior.

Ofereça até artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Atenção

Para ler este artigo grátis, registe-se gratuitamente no Observador com o mesmo email com o qual recebeu esta oferta.

Caso já tenha uma conta, faça login aqui.