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A Rússia, um dos principais aliados do Irão e adversário dos Estados Unidos, estará, de forma indireta, a participar na guerra no Médio Oriente. Os serviços de informação norte-americanos acreditam que Moscovo está, desde o primeiro dia do conflito, a transmitir informações das secretas ao Irão, facilitando os ataques do regime de Teerão às forças dos Estados Unidos na região, avançou o Washington Post, que cita três responsáveis norte-americanos com conhecimento dos relatórios das secretas.

As informações que terão sido transmitidas pela Rússia ao Irão incluem a localização e movimentações das forças norte-americanas no Médio Oriente, incluindo tropas, meios aéreos e navais. “Parece ser um esforço bastante compreensivo”, ponderou um dos responsáveis ouvidos pelo jornal.

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As fontes ouvidas pelo Post não detalhou qual a extensão da ajuda russa nem se as informações transmitidas já foram utilizadas diretamente nos ataques contra as infraestruturas e forças dos Estados Unidos na região. Um ataque iraniano no segundo dia da guerra atingiu um centro de operações no Kuwait, matando seis soldados norte-americanos e deixando outros feridos.

Por agora, a Rússia é o único ator estatal que se sabe estar a apoiar o esforço de guerra iraniano. Mas as secretas norte-americanas acreditam que a China também pode estar prestes a entrar na guerra do lado de Teerão, avançou a CNN. Enquanto o apoio de Moscovo passa por informações, o de Pequim passaria por assistência financeira, componentes de mísseis e outras partes de equipamentos militares. Contudo, a China ainda não tomou uma decisão final e permanece fora do conflito.

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“A China é mais cautelosa no seu apoio. Quer que a guerra acabe porque põe a risco o seu abastecimento de energia”, disse uma fonte com conhecimento da situação ao canal norte-americano, que destaca a dependência chinesa do petróleo iraniano. Neste sentido, Pequim já se ofereceu para mediar um fim do conflito, ao mesmo tempo que terá pressionado o regime iraniano a reabrir o estreito de Ormuz, segundo avançaram três fontes diplomáticas à Reuters na quinta-feira.

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