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Qatar reporta mais ataques iranianos com mísseis a instalações de gás natural

Este artigo tem mais de 6 meses

Segundo a Qatar Energy, o Irão continua a bombardear as suas instalações. Irão continua a retaliar as mortes de altos membros do Estado mortos por Israel, esta quarta-feira, entre eles Ali Larijani.

epa04037048 A general view of the South Pars gas field near the southern Iranian port of Assalouyeh, Iran, 22 January 2014. Iran took the first steps 20 January to limit its nuclear programme and was immediately rewarded with a partial lifting of international sanctions, under a deal negotiated with world powers. International Atomic Energy Agency (IAEA) inspectors confirmed said that Irn had halted uranium enrichment to 20 per cent and had begun down-blending uranium enriched to higher levels, in line with a deal struck in November.  EPA/ABEDIN TAHERKENAREH
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▲ O Qatar é um dos maiores e mais importantes produtores de gás natural do mundo

ABEDIN TAHERKENAREH/EPA

▲ O Qatar é um dos maiores e mais importantes produtores de gás natural do mundo

ABEDIN TAHERKENAREH/EPA

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O Qatar informou esta quinta-feira que ataques com mísseis iranianos danificaram mais instalações de gás natural liquefeito no país rico em recursos energéticos, “provocando incêndios de grandes proporções e danos adicionais extensos”.

De acordo com a Qatar Energy, empresa estatal de petróleo e gás do país, o combate aos incêndios ainda decorre e, até ao momento, não se registaram feridos.

O Qatar, que é um importante fornecedor de gás natural para os mercados energéticos mundiais, já tinha suspendido a produção no início da guerra, e estes danos extensos podem atrasar o país no pleno regresso ao mercado após o fim da guerra com o Irão.

O Irão confirmou esta quarta-feira a morte do ministro com a tutela dos serviços de informações, Ismail Khatib, num ataque aéreo israelita na noite de terça-feira, dia em que também reconheceu os assassínios de Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, e de Gholamreza Soleimani, líder da milícia Basij.

Por outro lado, o país sofreu também um ataque das forças israelitas ao enorme campo de gás natural de South Pars, com o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, a alertar para “consequências incontroláveis” que “podem engolir o mundo inteiro”.

Em resposta, o Irão intensificou os ataques às instalações energéticas dos países vizinhos do Golfo Pérsico, atingindo instalações de gás no Qatar, e Doha reagiu ordenando aos funcionários da Embaixada iraniana que abandonassem o país no prazo de 24 horas.

Teerão também atacou as instalações de gás de Habshan e o campo de Bab, nos Emirados Árabes Unidos, o que o governo local classificou como uma “escalada perigosa” na guerra da República Islâmica contra Israel e os Estados Unidos. As autoridades de Abu Dhabi afirmam que as operações de gás foram interrompidas após a deteção de atividades suspeitas sobre os locais.

A vasta Província Oriental da Arábia Saudita, onde se encontram muitos dos campos petrolíferos do país, bem como o Kuwait, Bahrein e Emirados Árabes Unidos foram igualmente atacados.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu na quarta-feira à noite que Israel não lançaria mais ataques contra o campo de gás de South Pars, mas acrescentou que, caso o Irão atacasse novamente o Qatar, as forças norte-americanas retaliariam e “destruiriam completamente” o campo.

“Não quero autorizar este nível de violência e destruição devido às implicações a longo prazo que isso terá no futuro do Irão”, escreveu Trump na Truth Social, uma rede social que lhe pertence, acrescentando que “não hesitará em fazê-lo” se as instalações de gás natural liquefeito do Qatar fossem novamente atacadas.

Os Estados Unidos terão sido informados sobre os planos de Israel de atacar o South Pars, mas não participaram na operação, de acordo com a Associated Press, que cita uma fonte anónima, que não quis dizer se a Administração Trump concordou com a decisão israelita de atacar o maior recurso deste género em todo o mundo e um pilar do abastecimento energético do Irão.

Enquanto a Administração Trump procura formas de aumentar o abastecimento de petróleo, o Departamento do Tesouro aliviou as sanções contra a Venezuela na quarta-feira, afirmando que as empresas norte-americanas serão autorizadas a fazer negócios com a empresa estatal de petróleo e gás do país.

Os ataques iranianos ao Qatar e aos Emirados Árabes Unidos estão a aumentar a pressão sobre os Estados árabes do Golfo, que têm até agora mantido a contenção, sem tomaram ações ofensivas contra o Irão.

O preço do petróleo subiu mais 5%, para mais de 108 dólares por barril nos mercados internacionais, num contexto em que se junta o bloqueio do Irão à navegação no Estreito de Ormuz  por onde passa um quinto do petróleo mundial. O preço do Brent, a referência internacional para o petróleo, subiu quase 50% desde o início da guerra.

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