Pelo menos 22 pessoas morreram e 11 ficaram feridas em novos ataques com drones realizados por um grupo paramilitar contra cidades protegidas pelo Exército sudanês, no centro do Sudão, informaram este domingo fontes militares e organizações locais.

Os ataques, realizados pelas Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês) ocorreram no sábado à noite, sendo o mais mortífero contra a cidade de Al-Kahli, no estado de Al-Jazeera, na região centro-leste do país, um bastião das Forças de Escudo do Sudão (SSF, na sigla em inglês), aliadas do Exército sudanês. O ataque fez 17 mortos e 11 feridos.

Fontes dentro das SSF confirmaram à agência de notícias EFE que entre as vítimas do “bombardeamento cobarde estão seis membros da família do líder das SSF”, Abu Aqla Kikel, “incluindo o seu irmão mais novo, Azzam”.

Um outro drone das RSF atingiu um veículo privado na zona de Al-Aisawiya, a sul da cidade de Omdurman, perto da capital, Cartum, matando cinco pessoas, disseram fontes militares à EFE. A organização não-governamental (ONG) local Emergency Lawyers confirmou o ataque e as vítimas em um comunicado. As RSF ainda não se pronunciaram sobre estes ataques.

De acordo com fontes militares, o Exército repeliu um terceiro ataque de drone na madrugada de hoje contra a estratégica base militar de Wadi Sidna, localizada a cerca de 20 quilómetros a norte da capital. Os meios de comunicação locais e testemunhas indicam que dezenas de drones foram lançados nos últimos três dias a partir da vasta região de Kordofan, no oeste do país, palco de intensos combates entre o exército e as RSF.

A crise “abafada por outras guerras”, as acusações de genocídio e o “arrependimento” de Antony Blinken. O que se passa no Sudão?

A guerra no Sudão começou em abril de 2013 e, desde então, resultou na morte de cerca de 400 mil pessoas — segundo as estimativas dos EUA — e provocou a pior crise de deslocações e fome do planeta.

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