O ministro da Administração Interna afastou de funções e expulsou 44 elementos das forças de segurança — 30 da GNR e 14 da PSP — em menos de três meses por envolvimento em vários crimes, revelou esta sexta-feira o ministério.
Numa informação enviada à Lusa, o Ministério da Administração Interna (MAI) precisa que o novo ministro, Luís Neves, “já assinou 44 despachos com proposta de aplicação de pena disciplinar expulsiva e de suspensão a elementos das forças de Segurança” desde que tomou posse, a 23 de fevereiro.
Segundo o MAI, os crimes que deram origem a estas expulsões ou suspensões de funções são “condenações por peculato, violência doméstica, burla, ofensas à integridade física, abuso sexual a pessoa incapaz de resistência, branqueamento de capitais, corrupção, tráfico de influências, tráfico de seres humanos, sequestro e abuso de poder”.
O MAI indica que entre os 30 militares da GNR, 16 tiveram como pena disciplinar suspensões preventivas, 12 separação de serviço (expulsão) e dois dispensas de serviço (saída da Guarda).
No caso dos 14 polícias da PSP, Luís Neves demitiu nove, aposentou compulsivamente quatro e suspendeu um.
Há cerca de duas semanas no parlamento, Luís Neves indicou que desde a tomada de posse já tinha assinado “inúmeros despachos” de expulsão de membros da PSP e GNR, afirmando que será “muito firme” em relação a comportamentos desviantes dos polícias.
Na altura, o MAI anunciava a expulsão de 20 elementos das forças de segurança por “comportamentos desviantes”, 11 dos quais polícias da PSP e nove militares da GNR
Esta semana o MAI já tinha anunciado a suspensão de funções de 10 militares da GNR e um agente da PSP envolvidos na operação “Safra Justa”, que levou ao desmantelamento de uma rede de tráfico de imigrantes no Alentejo.
Os números são também conhecidos numa altura em que 24 polícias da PSP foram detidos, 15 dos quais esta semana, por suspeitas de estarem envolvidos no caso de alegadas torturas e violações a pessoas vulneráveis como toxicodependentes e sem-abrigo, na sua maioria estrangeiros, nas esquadras do Rato e do Bairro Alto, em Lisboa, situação denunciada pela PSP.
Detidos do caso da esquadra do Rato já começaram a ser identificados em tribunal
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