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O PCP condenou esta quinta-feira a “intolerável agressão” das forças militares israelitas e “responsáveis políticos” contra os ativistas das embarcações das flotilhas internacionais de ação humanitária, onde também se encontravam cidadãos portugueses.
Em comunicado, o PCP condenou “veementemente o apresamento” e as “agressões, maus tratos e tratamento degradante” que os ativistas das flotilhas foram sujeitos, quando tentavam entregar ajuda humanitária à Faixa de Gaza.
“Tais atos constituem uma intolerável agressão contra ativistas que participavam numa ação humanitária de solidariedade com o povo palestiniano e contra o ilegal e criminoso bloqueio que Israel mantém sobre a Faixa de Gaza, e configuram acrescidas e evidentes provocações e violações do direito internacional por parte de Israel”, lê-se.
O PCP exigiu ao governo português que ponha fim à “cumplicidade com o regime de Israel e que adote uma intervenção firme contra as reiteradas violações do direito internacional e dos direitos do povo palestiniano”, e defendeu que a União Europeia tem de pôr fim à “cooperação política, económica e militar” com o Estado israelita.
O Governo convocou na segunda-feira o embaixador israelita em Lisboa para protestar contra a detenção, “em violação do direito internacional”, de dois médicos portugueses que integravam a flotilha Global Sumud, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros.
O MNE disse à Lusa que “está previsto” que os dois cidadãos portugueses que foram detidos em Israel sejam deportados esta quinta-feira para Portugal via Turquia.