Nigel Farage alega que Keir Starmer lhe disse que o assassinato da porta-voz do Reform UK foi um “assalto que correu mal”, noticia o The Telegraph.

Depois de Ann Widdecombe ter sido encontrada morta em casa na sexta-feira com ferimentos graves, o líder do Reform UK afirma ter questionado várias vezes o primeiro-ministro britânico demissionário e o chefe da polícia de Devon e Cornwall sobre o sucedido.

“Ambos me disseram que foi um ladrão que se deu mal. Eu disse que não. Um ladrão não estaciona o carro na garagem da pessoa e entra na sua casa. Um ladrão estaciona na berma da rua e tem um condutor para a fuga“, disse Farage à imprensa britânica esta manhã.

“Fui a Dartmoor [localidade onde Widdecombe foi assassinada] no sábado e disse que não tinha dúvidas de que se tratava de um homicídio premeditado. Recebi muitas críticas por dizer isso, mas infelizmente ficou provado que tinha razão. Era óbvio.”

Zia Yusuf, porta-voz do Reform UK para assuntos internos, disse esta quarta-feira que o assassinato de Ann Widdecombe é “um ataque à própria democracia” e acrescentou que a resposta inicial da polícia foi “inadequada”. Yusuf responsabilizou os partidos da oposição por criarem uma “narrativa implacável” que retrata o partido como uma “ameaça que precisa de ser travada com urgência”.

Após serem confrontadas com “novas informações e provas”, as autoridades britânicas passaram a investigar o caso como tratando-se de um ato de terrorismo. Laurence Taylor, chefe da Polícia Nacional de Combate ao Terrorismo, anunciou que, esta segunda-feira, a unidade policial de combate ao terrorismo passou a liderar a investigação.

De ex-deputada conservadora a estrela de reality-shows. A morte da porta-voz de Farage que está a chocar o Reino Unido

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