Subiu para 13 o número de alpinistas mortos na sequência de uma avalanche no Cáucaso Norte, na Rússia. Os dados, atualizados pelos serviços de emergência russos esta quarta-feira, sucedem a uma primeira contabilização efetuada no dia do acidente, que dava conta de 11 vítimas mortais e seis desaparecidos. Quatro das pessoas que escalavam o Monte Mizhirgi no dia do acidente, no passado domingo, permanecem desaparecidas.
O incidente verificou-se cerca das 17h locais e afetou um grupo de 33 alpinistas que realizava um estágio de treino para representantes das forças de segurança do país, segundo declarações de Alexandre Yakovanko, presidente do Comité de Alpinismo Desportivo da Federação de Alpinismo da Rússia. Dez pessoas afetadas pelo colapso de neve na montanha, situada no desfiladeiro de Bezengi, conseguiram regressar sozinhas e ilesas ao sopé da montanha na manhã de segunda-feira.
O Ministério das Situações de Emergência russo recuperou 12 corpos até à manhã de terça, altura em que ainda faltava encontrar cinco pessoas desaparecidas. Na manhã de quarta, as autoridades anunciaram a descoberta de novos restos mortais, sendo que uma equipa de resgate de 41 pessoas continua empenhada nas buscas.
“A tarefa é dificultada pelo terreno perigoso e acidentado e pelos sucessivos colapsos de neve e massas de gelo”, lê-se no mais recente comunicado divulgado pela tutela. “O destino de quatro pessoas permanece desconhecido.”
A Guarda Nacional russa lamentou a morte dos alpinistas, alguns dos quais pertenciam ao corpo da força de segurança federal. “A liderança da agência expressa as suas condolências às famílias e amigos dos falecidos e disponibiliza toda a assistência necessária e apoio social”, escreveu numa nota publicada no site oficial.
A informação originalmente divulgada pelos media, de que um membro do Centro de Operações Especiais “Vityaz” — unidade de forças especiais de elite tutelada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros — estaria envolvido no acidente, foi desmentida no mesmo texto.