Viajar é muito mais do que seguir um guia turístico ou riscar atrações de uma lista. Quando se dá espaço ao imprevisto uma nova cidade deixa de ser apenas um cenário e passa a ser uma experiência viva, feita de pequenos cantos e instantes que não cabem em nenhum mapa. Aterre numa cidade que nunca pensou conhecer, ponha o inesperado nos seus planos e descubra as verdadeiras cidades — as que não vêm nos roteiros.

A nova campanha da KLM, “Se não for, nunca saberá”, quer incentivar as memórias únicas que só a espontaneidade pode oferecer. A KLM está presente em diversos destinos e nesta campanha tem preços especiais para o incentivar a voar até àquela cidade onde nunca se imaginou ou a um destino que nunca saiu da lista de desejos.

Seja numa pequena cidade Europeia ou numa metrópole gigante do outro lado do mundo, trocar as voltas aos roteiros e estar atento aos convites que o local lhe faz pode ser a chave para uma viagem inesquecível.

Foi assim com estes três viajantes que exploraram cidades da campanha “Se não for, nunca saberá”. Conheça as suas histórias e o seu verdadeiro espírito de viajar: viver um lugar por inteiro.

Catarina Ferreira, 25 anos, em Amesterdão: a cidade que convida a partilhar momentos

A capital dos Países Baixos é conhecida pelos seus canais e pela impressionante cultura da bicicleta, mas para encontrar a beleza destes dois traços urbanísticos, Catarina precisou de se afastar das imagens que aparecem nos postais. “O que mais me marcou foi passear de bicicleta ao entardecer pelos canais menos turísticos, especialmente nas zonas de De Pijp ou Oud-West, onde os moradores se sentam à porta com uma cerveja e cumprimentam quem passa”, recorda.

Ao observar as ruas mais estreitas e menos agitadas destes bairros, Catarina encontrou uma realidade surpreendentemente oposta à fama de cidade da diversão e dos excessos. “A cidade tem um ritmo próprio, calmo, mesmo no meio da agitação”, conta: “Uma coisa que nunca vi num guia: as janelas iluminadas ao fim da tarde, quando as cortinas ficam abertas e se veem casas arrumadas, cheias de plantas e quadros, uma espécie de convite silencioso à convivência e à transparência tão típica dos neerlandeses.”

Catarina trabalha na área da comunicação, em Lisboa, e concorda que vale a pena passar pelos impressionantes Rijksmuseum, Museu Van Gogh ou casa museu de Anne Frank, que fazem justiça a todos os elogios feitos nos guias de viagem. Mas viver o momento e conhecer esta cidade também é passar pelos mercados de flores ou “os mercados de bairro, como o Noordermarkt ao sábado, onde há comida biológica, música improvisada e uma sensação de que todos se conhecem”, recomenda.

É verdade que as tulipas e os stroopwafel são ícones de Amesterdão, mas o que mais chamou a atenção desta viajante não foram os chavões que toda a gente conhece, foi “o que se sente nas pequenas coisas do dia a dia. Descobri em Amesterdão uma forma de viver simples, aberta e em harmonia com os outros. É uma cidade que não se visita apenas, vive-se”.

Marco Coruche, 43 anos, em Seul: entre a tecnologia e o respeito pelo outro

Seul está cheia de arranha-céus e arquitetura faz com que olhar para cima seja maravilhoso. No entanto, durante a sua viagem à capital da Coreia do Sul, Marco, empresário português, percebeu que é no chão que está a informação mais importante da cidade. “Os telemóveis estão no modo vibratório e toda a gente, novos e velhos, está agarrada a eles. Tanto que as passadeiras têm a sinalização verde e vermelha em faixas luminosas no chão, uma vez que toda a gente está curvada e olhos no chão a mexer nos telemóveis”, recorda um dos aspetos que mais o surpreendeu na cultura da cidade.

A convivência na rua é marcada pela tecnologia, mas também por um grande respeito pelo espaço do outro. Apesar da dependência, “as conversas ao telemóvel não se ouvem”, lembra Marco. “Nas escadas rolantes, as pessoas vão todas encostadas à direita, deixando o lado esquerdo para quem tem pressa. Nas portas do metro existem três setas: duas para entrar e uma para sair. As pessoas formam filas e quando o metro chega, primeiro saem as pessoas e só depois entram quem estava à espera — sem atropelos, sem encontrões, nada”, admirou-se Marco com esta organização natural.

Alguns guias preparam os viajantes para pequenas atitudes do quotidiano que podem ser choques culturais, mas há sempre fenómenos, por mais pequenos que sejam, que surpreendem: quem nunca levou um encontrão de uma mochila num transporte público? “Em Seul, se a pessoa tem uma mochila, é de bom tom tirá-la e levá-la aos seus pés, para que os corredores não fiquem congestionados, e ninguém — mas ninguém mesmo — se senta nos bancos cor-de-rosa, que são para grávidas e idosos”, conta o português.

Numa cidade conhecida pela mistura entre arquitetura contemporânea, e os antigos templos e palácios reais, como o Gyeongbokgung, Marco visitou um dos edifícios mais altos do mundo, a Lotte Tower, com 556 metros. No entanto, o que lhe deixou uma maior marca foi a atenção ao outro, mesmo num dia a dia tão agitado — os toldos que colocam na rua em dias de sol, as máquinas de secar chapéus de chuva, quando chove, o respeito pela natureza e a ausência de lixo no chão.

É ao final do dia que o lado mais comunitário dos locais se mostra, nos restaurantes cheios, muito acessíveis, onde os alimentos que prejudicam a saúde são fortemente taxados. “Toda a gente come na rua”, recorda Marco, “os restaurantes estão sempre cheios. As pessoas convivem nesses espaços e as refeições são muito baratas. No entanto, os refrigerantes e sobremesas processadas são penalizadas no preço. Prioriza-se a alimentação saudável e o chá e água são gratuitos durante as refeições. O valor de um refrigerante é praticamente o mesmo da restante refeição.”

João Brás, 38 anos, Joanesburgo: a vida de bairro na grande cidade

A maior cidade da África do Sul pode parecer intimidante. O ritmo é frenético, sobretudo nas zonas mais empresariais, a arquitetura tem um ar desordenado, com arranha-céus com vários estilos misturados com arquitetura do século XIX. Mas João Brás avisa que “a beleza de Joanesburgo não é o skyline ou os seus museus. É a dinâmica do dia a dia, os encontros espontâneos e a arte urbana e independente que se descobre em alguns cantos”.

A memória do Apartheid e os registos da luta pela liberdade marcam esta cidade e é uma das principais rotas turísticas: visitar o Museu do Apartheid, a Casa de Nelson Mandela em Soweto e a Praça de Mandela é obrigatório. No entanto, o viajante português recomenda vivamente que se vá além desse roteiro com destino a dois dos bairros mais criativos da cidade, Braamfontein e Maboneng. Ambos estão cheios de galerias, arte urbana, cafés onde as pessoas se encontram e mercados de criadores locais.

Acima de tudo, João recomenda ir para estes bairros sem agenda: “No Neighbourgoods Market em Braamfontein o ambiente é incrível. A música ao vivo, aos fins de semana faz parecer que estamos numa festa, com comida de todo o mundo, e não num mercado tradicional. Maboneng é mesmo para não planear, porque não vale a pena… exposições improvisadas na rua são improvisadas, as pessoas encontram-se numa praça para tocar. Só vivendo estas situações é que estas se revelam os verdadeiros tesouros da viagem”.

“Joanesburgo pode ser uma grande cidade, mas cada bairro tem a sua atmosfera e a sua atividade, os seus eventos”, resume João que, em Portugal, trabalha em hotelaria. Talvez por isso tenha o hábito de conhecer pessoas nas suas viagens. Joanesburgo também o surpreendeu neste aspeto. “Se estás a beber um café em algum lado, ou estás a ver um músico de rua, é muito fácil meter conversa com alguém. As pessoas são dadas, ficam a conversar mesmo que sejas um turista e são sempre simpáticas”, recorda a sua experiência.

Conhecer alguém por acaso na rua, ver um novo mural de arte urbana que ainda não está nos mapas ou surpreender-se com os pequenos hábitos de uma cultura longínqua são prazeres de que só se desfruta ao arriscar algo novo.

Com a nova campanha “Se não for, nunca saberá”, da KLM, pode ir até Amesterdão, Seul ou Joanesburgo e descobrir o que estes viajantes não encontraram. Porque cada viagem vivida fora do roteiro é única.

*Veja as condições em klm.pt