Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

O pé a bater suavemente no chão, o corpo a balançar ligeiramente ou um assobio que quase não se ouve e só depois se apercebe da música de fundo e da reação involuntária que provocou no seu corpo. “A música desperta emoções” ou “a música é uma linguagem universal” são frases batidas, mas serão bem mais do que isso. Se olhar à sua volta, os bebés reagem à música, mesmo quando não sabem falar, e as pessoas com demência também, mesmo aquelas que já não conseguem entender ou transmitir palavras.

A música é uma forma de comunicação, começa por dizer ao Observador Carlos Fernandes da Silva, investigador no Cintesis (Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde). “Comunicar é tornar comum, é conseguir que a outra pessoa comungue as mesmas ideias que eu”, continua o psicólogo da Universidade de Aveiro. E a linguagem verbal é apenas uma forma de o fazer. A isso podemos juntar a postura, os gestos ou a componente emocional. Para os doentes com Alzheimer, Parkinson ou outras demências, sobretudo para aqueles que já não conseguem manter uma conversa, a música pode ser uma solução para combater o isolamento, uma forma de sentir prazer e emoções e de as partilhar com aqueles que lhe são mais próximos.

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.