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São 8h08 e, no altifalante, a voz-CP anuncia o “comboio suburbano procedente de Mira-Sintra-Meleças e com destino a Alverca”. As carruagens param na estação da Amadora às 8h09 em ponto — estamos na plataforma desde as 7h30, já passaram sete destes comboios em direção a Lisboa e todos cumpriram o horário previsto a amarelo nos placares eletrónicos.

O que não quer dizer que não existam problemas na linha que, só no passado mês de maio, viu serem suprimidos mais de 175 comboios e cuja comissão de utentes anunciou — com palavras de ordem como “Basta de viajar como sardinha em lata”, “Comboios parados, não! A andar, sim!” e “Horários são para cumprir” — um abaixo-assinado pela melhoria do serviço.

O comboio das 8h09 vem a horas, mas são tantas as pessoas de pé lá dentro e as que se acotovelam para entrar que Ivan e Carla ainda tentam, mas desistem de embarcar. Só entram no trabalho às 9h, cada um no seu escritório de call center, podem dar-se ao luxo de esperar pelo próximo, explicam ao Observador.

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