Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Magnuson Brandão já estava estendido no solo quando a cena de pancadaria à porta do Urban Beach começou a ser filmada. À sua volta, de pé, estão dois seguranças daquela discoteca que aparentam estar a afastar-se lentamente dali. O jovem tenta então levantar-se, cambaleando e apoiando-se no amigo André Reis, que também ali se encontrava. Mas as agressões estavam longe de acabar: aqueles eram só os primeiros 15 segundos de um vídeo com quase dois minutos, que mostrava três seguranças a agredir violentamente dois jovens, à porta de uma das discotecas mais conhecidas da noite lisboeta, na madrugada do dia 1 de novembro de 2017.

O vídeo foi gravado por um cliente que, tal como muitos outros, já tinha saído da discoteca, mas permanecia ainda no seu exterior. A filmagem começou a circular no WhatsApp, no dia seguinte. As imagens eram chocantes pela violência que retratavam — um dos seguranças chegou a saltar com os dois pés na cabeça de André — mas não deixaram quem as via propriamente surpreendido: o que ali se passava não era novo. O caso de Magnuson e André estava longe de ser o único mas, por alguma razão — talvez pela atenção dada pela comunicação social ou porque, meses antes, um outro caso a envolver 15 jovens tinha já originado alguma polémica –, ganhou uma dimensão diferente.

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.