O governo britânico autorizou esta terça-feira o uso de emergência da vacina da Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19 (ChAdOx1 nCoV-2019). A notícia foi recebida com entusiasmo no país que, esta terça-feira, ultrapassou os 53 mil novos casos registados num único dia. A tomada de posição do governo, seguindo a recomendação do comité de vacinação, não levantaria grandes questões, não fosse pelo facto de se ter admitido que a segunda dose da vacina — quer da Oxford/AstraZeneca, quer da Pfizer/BioNTech — pudesse ser administrada ao fim de 12 semanas e não de três ou quatro como inicialmente previsto.

Entre os especialistas britânicos, existem aqueles que consideram que vacinar o maior número de pessoas, mesmo sem completar imediatamente o plano de vacinação, é a escolha acertada e os que receiam que os grupos de maior risco não fiquem tão protegidos como deveriam. O comité de vacinação (Joint Committee on Vaccination and Immunization, JCVI), por sua vez, está alinhado com a maioria e escolheu dar prioridade a uma maior cobertura (mais pessoas vacinadas), tendo em conta a situação da pandemia no país e a velocidade da resposta necessária. As farmacêuticas, porém, lembram que os ensaios clínicos foram feitos com a segunda dose a ser tomada cerca de um mês depois — e não aconselham a alteração.

“A partir de hoje [30 de dezembro], o NHS [sistema nacional de saúde] vai dar prioridade à administração da primeira dose da vacina aos grupos de maior risco em todo o Reino Unido”, anunciou, esta quarta-feira, o governo britânico. Segundo a BBC, a vacina ChAdOx1 nCoV-2019 pode começar a ser administrada a partir de segunda-feira.

Reino Unido aprova vacina da AstraZeneca/Oxford e começa a administrá-la no dia 4 de janeiro

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