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Teresa Martins, de 62 anos,  está na fila para votar desde as 11h00. Passou uma hora. Ao seu lado vê-se a Faculdade de Farmácia, mas tem de chegar até à Faculdade de Direito, a cerca de 600 metros dali, onde vai votar. É funcionária parlamentar, mas não tem medo de dizer aquilo que vê. Perdeu a paciência. E decidiu fazer aquilo que não é suposto: ir embora sem exercer o direito de voto antecipado por mobilidade este domingo. “Não vou votar, quero lá saber, não tenho vergonha. Há um ano que não vou a casa. A fila está quase no Hospital de Santa Maria, tenho um problema na cervical, não posso ficar aqui. Ando a proteger-me para quê? É a primeira vez que não voto na minha vida”, conta ao Observador.

Vota em Abrantes, veio de autocarro, mas não pode estar muito tempo de pé, desconfiando de que nem todos os que pediram a antecipação estejam fora do seu concelho de residência. Voltou para a fila, zangada, quase a atirar a toalha ao chão. Mas voltou.

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