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La Dolorosa
Largo do Castelo, 168 (Leça da Palmeira). Tel.: 91 267 3469. Terça a quinta, das 18h às 23h; sexta-feira, das 18h às 00h, sábado, 12h30 às 15h e das 18h às 00h; domingo, 12h30 às 17h
“No hay amor sin dolor” é a frase que se lê no néon pregado numa das paredes do novo restaurante do Grupo do Avesso, detentor dos espaços Esquina do Avesso, Sushiaria, Terminal 4450 e Fava Tonka, todos situados em Leça da Palmeira, Matosinhos. Em abril de 2019, Ricardo Rodrigues, o responsável do grupo, já tinha partilhado com o Observador a intenção de abrir um mexicano, mas a pandemia atrasou o processo e foram necessárias várias viagens ao país das malaguetas e da tequila para que a ideia ganhasse forma. Trabalhar com produtos originais e explorar a autenticidade da gastronomia local eram prioridades, por isso o chef Nuno Castro juntou-se a Paulina Gallardo, da Casa Mexicana, mercearia aberta desde 2020 em Lisboa, para juntos elaborarem uma carta recheada de combinações clássicas e algumas opções mais irreverentes com peixe e marisco. Tudo começa nos antojitos, onde não podiam faltar os totopos com guacamole e pico de gallo, os nachos, a quesadilla de frango com queijo, os ovos estrelados com feijão picante, abacate e chouriço ou o ceviche mexicano, com corvina marinada com jalapenõs, pepino, lima e coentros. Há oito variedades de tacos disponíveis e vão da carne de porco braseada com ananás à língua estufada com maionese de jalapeño, passando pela costela de boi, a tempura de pescada ou o camarão marinado. Para partilhar, entre três a quatro pessoas, conte com três pratos mais fortes e robustos, é o caso da barbacoa, que inclui tortilhas de trigo, borrego assado em folha de bananeira, feijão e cebola, e do camarão tigre acompanhado por feijão, pico de gallo e coentros. O sabor caliente também marca presença nas sobremesas, veja-se pelos churros com molho de chocolate picante ou pelo bolo húmido de milho com creme de limão e um gelado de coco com malagueta. Na La Dolorosa pode e deve brindar com margaritas, também numa versão sangria, as micheladas, a coronita e até a cerveja homónima da casa no interior ou na esplanada, onde as cadeiras são pinceladas de azul Frida e a banda sonora rima com fiesta.
▲ Fotografias: Daniela Oliveira
Tokkotai & Tokko
Tokkotai: Rua do Comércio de Porto, 144. Tel.: 91 303 7171. Segunda a quinta, das 19h30 às 99h; sexta e sábado, das 19h30 às 02h. Tokko: Rua de Ferreira Borges, 57. Tel.: 91 303 7117. Segunda a domingo, das 12h às 15h30
Estes dois restaurantes abriram no final de março e querem ser uma referência da gastronomia japonesa na cidade. Um funciona ao almoço, é informal e descontraído, o outro abre portas ao jantar, sendo bem mais sofisticado e imponente. Ambos têm em comum um pátio e uma filosofia: abordar criativamente a cozinha tradicional oriental. O Tokkotai ocupa um antigo armazém de vinhos, tem paredes em pedra, três salas com ambientes diferentes, um sushi bar, um bar com 112 rótulos de vinho, capacidade para 100 pessoas e um Dj que anima as noites aos fins de semana. A carta é extensa e ambiciosa, nas entradas reinam o ceviche de peixe branco, polvo e camarão, o tártaro de salmão, vieira e camarão ou as gyosas de wagyu, já os amantes de sushi vão perder-se nas opções de temakis, uramakis, hossomakis ou nigiris, flamejados, trufados ou com foie gras. O peixe, que vai do linguado pargo, do robalo ao atum, e o marisco vêm maioritariamente da costa portuguesa e são trabalhados em tempuras ou combinações arrojadas e harmoniosas como ouriço-do-mar, gema de codorniz e caviar ou trufa negra e ovas de masago. O bonsai de chocolate e algodão doce e o brigadeiro com morangos e crocante de castanha ou o cheesecake de tofu com calçada de frutos vermelhos são apenas alguns exemplos gulosos para fechar a refeição. A decoração pautada por cerâmicas, livros antigos e biombos tem assinatura do designer de interiores portuense Paulo Lobo, que é também responsável pelas mesas e cadeiras altas em madeira e tons neutros do Tokko, o restaurante diurno vizinho. Nele chamam a atenção pratos leves e despretensiosos, como os croquetes de peixe, os tártaros de atum e salmão, os tacos, os pokes ou as alternativas quentes como o caril japonês, o lombo de bovino grelhado ou o arroz de marisco com atum selado, todos disponível para delivery e take-away.
LOUIE THAIN
Musubu Café
Travessa de Cedofeita, 28. Tel.: 91 398 0790. Quinta a sexta, das 11h às 16h
Miguel Cunha nasceu no Porto, estudou design e viveu em Londres, onde conheceu Sako Arao, uma japonesa nascida em Tóquio, professora primária e estudante de escultura. Amantes da cozinha, da estética e da cultura nipónica, chegaram ao Porto de armas e bagagens no final de 2013 e começaram a partilhar experiências gastronómicas em jantares organizados na sua própria casa. O sucesso dos pratos confecionados por Sako e a simpatia de Miguel à mesa foi tão grande que o casal começou a vender onigiris – típico bolo de arroz japonês — pão de caril e pães doces em mercados da cidade, como o Berdinho, no Centro Comercial Bombarda, ou o Porto Belo, na Praça Carlos Alberto. Em 2014 o projeto já tinha um nome – Namban Oporto Kitchen – e era a altura de se aventurarem a servir refeições caseiras numa morada própria. Durante vários anos ocuparam as Galerias Lumière e, mais tarde, passaram para a Rua dos Bragas, onde permaneceram até 2019. Antes da pandemia tinham planos para trocarem o Porto pela Finlândia, mas o vírus trocou-lhes as voltas e agora é nas traseiras da Coração Alecrim – uma das lojas mais bonitas e sustentáveis da baixa da cidade – que instalaram um novo projeto. O Musubu Café abriu em fevereiro e privilegia a comida sazonal, plant-based e sem glúten, os ingredientes chegam de agricultores locais e tudo é feito com tempo e de forma minuciosa, da confeção à apresentação. Da pequena cozinha comandada por Sako saem onigiris ou omusubis, as típicas bolas de arroz japonês, aqui feito com arroz biológico carolino do Vale do Sado, recheadas com ingredientes salgados, como a ameixa japonesa fermentada, e combinações como pickles de nabo, raspa de limão e sementes de sésamo, atum, folhas de rabanete e miso, aipo picante e doce ou ovos de codorniz com soja e mirin, tudo servido dentro de uma alga nori estaladiça. Na carta existem dez variações que podem ser acompanhadas por sopas e saladas que variam quase todos os dias, consoante o que a terra dá. Para finalizar a refeição, seja na mesa comunitária no interior da loja ou no pátio verdejante, conte com sobremesas como bolo de chocolate negro e gengibre, um slush de pêra rocha com sakê ou panqueca japonesa servida com pasta de feijão azuki e gelado de morango biológico. Nas bebidas reinam os sabores fermentados, o ginger ale caseiro e as cervejas artesanais.
▲ Fotos: Michael Gannon
Lea
Avenida da Boavista, 854. Tel.: 93 170 0370. Quarta a domingo, das 10h às 20h
É numa casa centenária tipicamente portuense que a família de Catarina Ferreira Lopes viveu e ganhou memórias. Em março, o espaço reabriu ao público como restaurante, depois de se ter tornado conhecida como Casinha Boutique Café. “O nome é uma homenagem à minha bisavó Lea que também viveu aqui”, conta a responsável ao Observador. Após algumas obras de restauro, a casa manteve a estrutura e a fechada originais, o jardim das traseiras, com uma pequena estrutura em pedra, e até a bicicleta na esplanada. A carta, desenhada pelo chef Ivo Polónia, é focada nos produtos sazonais e nas receitas da moda, está disponível o dia todo a pensar em almoços, pequenos almoços, brunches compostos ao fim de semana ou aquele copo de fim da tarde. Dela saltam à vista as panquecas feitas numa frigideira de ferro no forno com banana, caramelo salgado e gelado de manteiga de amendoim, o ceviche de atum com leite de côco, os ovos seis minutos com abacate, molho holandês e salmão fumado, a tomatada com especiarias, queijo curado e ovo, a sanduíche de frango crocante em pão brioche, o hambúrguer de vaca com queijo cheddar ou a polenta cremosa com camarão, bacon e parmesão. Não faltam scones, cookies e fatias de bolo caseiros, sendo que o cheesecake de requeijão, a mousse de chocolate com caramelo salgado e o abacaxi picante lideram as preferências mais gulosas. Na secção das bebidas reinam os sumos naturais, onde a fruta é aproveitada e o desperdício na cozinha é eliminado, mas também vinhos, cervejas, sidras e cocktails consensuais, como sangrias, caipirinhas, mojitos ou mimosas. O Lea assume-se como um restaurante pet-friendly e familiar, onde as crianças podem brincar de forma livre e segura no jardim, que até tem uma pequena cozinha onde podem simular os seus próprios pratos.
▲ Fotografias: The Foodies Club
Escama
Rua de Mouzinho da Silveira, 203. Tel.: 91 359 5551. Segunda, quinta e sexta, das 19h às 23h; sábado e domingo, das 12h30 às 15h30 e das 19h ás 23h
Abriu em fevereiro em plena baixa portuense e veio provar que para comer bom peixe e marisco não é obrigatório estacionar o carro em Matosinhos. Depois dos restaurantes Terra Nova e Taberna Rio, ambos com vista para o rio Douro, Vasco Amaro arriscou num conceito diferente, o Escama, onde o que dá à costa salta à vista em pratos sofisticados e cheios de sabor, confecionados pelo chef Rafael Gomes. Para começar aposte nas ostras da Ria de Aveiro ao natural, na sopa de peixe com enguia fumada e algas, no tártaro de cavala com tostas e no patê caseiro de sardinhas. Nos pratos principais decida-se entre a caldeirada de bacalhau fresco e massa caseira, num risoto nero com choco frito e robalo corado, o pregado na brasa com salada de batata, presunto e anchovas. Se ainda tiver espaço no estômago e uma dose generosa de gula, vai perder-se entre a panacotta de morango e sabugueiro, na banana split com chocolate e baunilha e no queijo da Serra com chutney da época. No Escama também é possível provar dois menus de degustação, um com quatro e outro com seis momentos, sendo que a harmonização vínica vale a pena, uma vez que a casa tem uma garrafeira com cerca de 70 rótulos diferentes, entre pequenos produtores, vinhos orgânicos e séries limitadas.
▲ Fotografia: Aurora Criativa
Cordaro
Rua Adelino Amaro da Costa, 218 (Maia). Tel.:91 684 8847. Quarta a sexta, das 19h às 22h30; sábado e domingo, das 12h30 às 15h; das 19h às 22h30
Isabela Cordaro nasceu em São Paulo numa família de italianos e libaneses, estudou gastronomia no Brasil e, mais tarde, no Le Cordon Bleu em Londres, onde começou a trabalhar em restaurantes. “O meu avô materno era libanês e cozinhava para toda a família, antes de morrer aprendeu a utilizar o computador para me deixar todas as suas receitas”, conta a chef ao Observador. Há quatro anos instalou-se no Porto com o seu companheiro Alex Miranda e em plena pandemia abriram juntos o Comunale, um espaço dedicado à cozinha mediterrânea. O projeto acabou por fechar, seguindo-se, no ano passado, o Empório Bichara, um restaurante pop-up no Parque da Cidade inteiramente dedicado à comida libanesa, mas o gosto da chef pela cultura italiana continuou a falar mais alto. Em abril, o casal abriu mesmo ao lado de sua casa uma a Cordaro, uma pizzaria com ingredientes exclusivamente italianos e onde não faltam clássicos e algumas invenções arrojadas. Nos antipasti reinam os raviolis fritos recheados com mozzarella e regados com molho marinara, feito à base de tomate, alho, azeite, cebola e ervas, mas também as almôndegas com molho de tomate gratinadas no forno, as focaccias artesanais com flor de sal e alecrim ou a burrata com tomates cherry assados, molho pesto e lascas de presunto italiano. Todas as pizzas são feitas de massa com 48 horas de fermentação e variam entre as tradicionais Margherita ou capricciosa, e as mais originais, como a calabrese, com molho de tomate, mozarella, cebola roxa, queijo ricotta, raspas de limão e manjericão ou a zucchine, com curgete marinada em azeite, alho, limão, hortelã, gorgonzola e manjericão. Para acompanhar cada fatia não faltam cervejas italianas, vinhos nacionais e cocktails no Spritz Bar, onde poderá encontrar, entre outras combinações, licor de flor de sabugueiro, menta, espumante e gasosa. Na despedida, não perca a oportunidade de se lambuzar com o tiramisu ou os cannoli caseiros fritos, recheados com creme de ricota e finalizados, nas pontas, com pedaços de pistácio.
▲ Fotos: Alex Miranda
Monarca
Rua Miguel Bombarda, 18. Tel.: 91 655 8104. Quarta e quinta-feira, das 9h30 às 00h; sexta e sábado, das 9h30 às 02; domingo, das 9h30 às 22h
Começou por funcionar apenas como um bar, mas rapidamente o Monarca, espaço integrado no novo Palácio dos Príncipes, percebeu o potencial do conceito de brunch na cidade e convidou o chef David Amorim, com experiência comprovada em cozinhas inglesas, para elaborar uma carta variada e colorida. Foi precisamente nos pequenos almoços imponentes em terras de sua majestade que o chef se inspirou, dando-lhes um toque sazonal e local. Não faltam as panquecas de frutos vermelhos, queijo ricota feito na casa e umas gotas de mel, os ovos benedict em tostas de pão de centeio e sementes e ovos escalfados com bacon, salmão ou barriga de porco desfiada e cozinhada lentamente. Para os mais esfomeados há pratos como a shakshouka, uma mistura com molho de tomate e especiarias, cebola, pimento, curgete assados, ovos escalfados, pão pita, salsa, coentros frescos e salada ou o hambúrguer homónimo da casa servido em pão brioche, chimichurri, carne de vaca, cebola caramelizada, queijo cheddar e bacon. No universo dos doces há opções como o brownie de chocolate 50% cacau e outras invenções do chef que variam todos os dias. O bar na esplanada apresenta uma panóplia de que podem ir o moscow mule, numa versão com cobertura de sabor a lima, o burguês, uma bebida aveludada com um toque picante através da combinação de rum e sumo de ananás e lima ou o bobo da corte, um cocktail à base de sumo de maracujá, vodka e groselha.
▲ Fotos: SilverLining
Al Mare
Avenida de Dom Carlos I, 8. Tel.: 22 976 8661. Terça-feira, das 19h30 às 20h30; quarta a domingo, das 12h30 às 15h30 e das 19h30 às 22h30
É o mais recente restaurante do Grupo Cafeína, comandado por Vasco Mourão, detentor de espaços gastronómicos como o Cafeína, Terra, Portarossa, Casa Vasco e Lucrécia, e ocupa uma das esquinas mais cobiçadas da Foz. O edifício era o antigo posto de socorros náufragos, na época em que aquela zona ainda tinha banhistas, depois foi um café e no início do ano Vasco Mourão adquiriu o espaço para instalar mais um negócio. Apesar de ter uma base de cozinha tipicamente italiana, tal como acontece no Portarossa e no Lucrécia, o Al Mare junta também alguns peixes e mariscos numa carta composta que pode ser saboreada na sala principal, pincelada em tons de azul, ou na esplanada envidraçada com vista para o mar. No universo das entradas destacam-se as ostras, o cocktail de gambas do Algarve e a focaccia de cavala fumada na casa com anchovas vindas diretamente de terras italianas. As pizzas, feitas de massa mãe com farinha artesanal e cozidas num forno a lenha, vão das mais clássicas, como a Margherita, às combinações mais arrojadas com ovos de codorniz, chips de beterraba, creme de trufa e lascas de foie gras. Nem só de pizzas vive este italiano, o risoto de bivalves, vieira marinada, chlorella e robalo, o polvo na brasa com arroz do mesmo feito no forno, o entrecôte com batata, tomates assados e beringela ou o tornedó de lombo com espinafres, pancetta e creme de gorgonzola provam isso mesmo. Para terminar com chave de ouro, peça o clássico tiramisu com gelado de baunilha, os profiteroles recheados com gelado de chocolate de leite e regados com chocolate quente negro ou a tarte de pera confitada com amêndoa. O bar tem especial destaque no restaurante e dele saem vinhos italianos, franceses e nacionais, cocktails de autor e várias referências de gin.
Bruno Calado
Honest Greens
Rua Santa Catarina, 184. Segunda a domingo, das 9h às 00h
Era uma vez três viajantes, um norte-americano, um gaulês e um dinamarquês, que percorreram meio mundo, falaram com centenas de pequenos agricultores e escolheram os melhores produtos para criarem pratos saudáveis, coloridos e altamente fotogénicos. Foi assim que nasceu o Honest Greens, a cadeia de restaurantes, adepta de ingredientes orgânicos e uma agricultura sustentável, que começou em Espanha, em 2020 chegou a Portugal, onde já conta com duas moradas em Lisboa, e no fim do mês de abril abriu finalmente portas no Porto. O conceito está na moda e tem cada vez mais adeptos. Na Invicta o espaço é generoso, conta com uma esplanada na rua e outra nas traseiras coberta, sendo o balcão de madeira a estrela da casa, é lá que se fazem todos os pedidos e é possível ver algumas preparações a olho nu. A carta é dedicada à primavera e tem pratos para partilhar, como o tomate rosa com stracciatella e pistáchio, o carpaccio de beterraba com ricota fumada de amêndoa e macadâmia, e ainda porções de hummus com pão de massa mãe a acompanhar. O tataki de atum dos Açores, o frango com ervas e mostarda, grelhado em carvão vegetal no forno Josper e mostarda, a vitela grelhada com molho chimichurri ou o falafel caseiro com molho tahini são algumas opções mais compostas. Há ainda saladas com abacate, salmão, queijo de cabra ou cogumelos, lasanha de legumes, molho pesto e tomate seco ou guarnições como batata doce assada com molho maple syrup, tahini, avelãs, arandos e manjericão ou arroz marroquí, uma mistura de arroz negro integral com lentilhas, tâmaras, sultanas, açafrão, hortelã, amêndoas, romã, grão de bico temperado e caril de laranja. No bar pode servir-se gratuitamente de águas aromatizadas, mas no menu também constam kombuchas, vinhos e cervejas artesanais, sumos prensados a frio, alguns com ingredientes com propriedades detox e antioxidantes. A maioria das opções são plant-based, vegetarianas, glúten free e sem açucares refinados, incluído as sobremesas, que variam entre a tarte de chocolate preto e branco, com banana e frutos silvestres, a tarte de chá matcha com coulis de maracujá e ají moído e uma combinação de coco, framboesa e caramelo de miso.
▲ Fotografia: DR
Tra La Pasta Fresca
Praça do Bom Sucesso, 74 – 90. Tel.: 22 605 6610. Segunda a quinta, das 8h às 23h; sexta e sábado, das 8h às 24h
Depois de se tornar conhecido pela carne, pelas focaccias e pela cozinha feita no fogo, o Grupo Reitoria aventurou-se no maravilhoso mundo das massas italianas. No Mercado do Bom Sucesso, na Boavista, inaugurou em março o Tra La Pasta Fresca, onde tudo é feito de raiz e à vista do cliente num ambiente informal, divertido e colorido. Há cinco tipos de pasta fresca – spaghetti, tagliatelle, pappardelle, rigatoni e caserecce – às quais se pode juntar quatro molhos diferentes: ragu, com carne de vitela, beringela, cebola, salsa, tomate, azeite e vinho; pesto, uma mistura de manjericão, pinhão, azeite, alho e queijo parmesão; norma, que leva tomate, cebola, beringela, curgete e azeite; ou o passata, com tomate, alho, manjericão, cebola, azeite e orégãos. A matéria-prima é 100% italiana, as combinações de sabores podem ser definidas pelo cliente, mas há casamentos sugestivos como camarão e bisque de marisco, mozarela de búfala, bacon e ovos, salmão fumado com funcho, queijo ricota e acaparras ou estufado de vitela com pimentos. Nos doces reinam o bolo de chocolate, a tarte de lima e o cheesecake de frutos vermelhos da Apetites e não faltam o expresso macchiato ou o capucchino para rematar a refeição. Saiba que pode comer no espaço amadeirado e pautado por neons, mas tem também a opção de levar os molhos caseiros engarrafados e as massas cruas em caixas de cartão para fazer um brilharete lá em casa.
▲ Fotografias: Nuno Moreira
Biferia Clérigos
Rua Conde Vizela, 38. Tel.: 96 981 0443. Segunda a domingo, das 12h30 às 15h30; das 19h às 00h
Em 2017, Pedro Maia foi um dos pioneiros a trazer o conceito de carne maturada para a mesa dos portuenses. Abriu o primeiro Biferia em Vila do Conde, seguiu-se, na mesma cidade, a Casa de Repasto, onde a cozinha tradicional portuguesa é servida em doses generosas, e no início do ano o Biferia chegou à baixa do Porto. No novo Biferia encontra-se carnes com 30 a 120 dias de maturação, feitas de forma tradicional na brasa, acompanhadas de produtos locais, da região norte de Portugal e da Galiza. As estrelas da carta dividem-se entre o costeletão de vaca velha, o t-bone, o entrecôte, o tomahawk de boi capado, considerado por muitos uma das melhores carnes do mundo. Mas antes dos pratos principais, não deixe de provar o carpaccio de carne da vazia com 30 dias de maturação, alcaparras, queijo parmesão e azeite de trufa, o presunto de vaca com uma cura de 16 meses, os ovos rotos ou os cogumelos salteados com farinheira e mel de mil flores. O bife de atum e o bacalhau na brasa compõem as opções de peixe, já os acompanhamentos vão do puré de batata doce ao arroz caldoso, passando pelos grelos ao alho. Para finalizar a refeição, conte com um D. Rodrigo algarvio desconstruído, um crumble de maçã e pêra, um brownie de chocolate, laranja salgada e baunilha ou um afogato de café à moda italiana. A carta de vinhos destaca pequenos produtores e é composta por quase 60 referências.
Honu
Rua José Falcão, 2. Tel.: 93 761 4303. Domingo a quinta, das 12h30 às 23h; sexta e sábado, das 12h30 às 00h
O poke nasceu pelas mãos de pescadores no Hawai que cortavam vários peixes e os comiam como lanche, temperando-o com sal marinho, algas, sumo de lima e ervas. O conceito chegou a Portugal há alguns anos e mantém fiéis os adeptos de comida fresca, leve, prática e rápida de confecionar. Em março, na antiga morada da geladaria Cremosi na baixa, abriu portas o Honu, um restaurante pincelado de azul mar que serve poke bowls e sanduiches em pão lêvedo feitas na hora e à frente do cliente. “Iremos fazer sempre adaptações consoante a estação, mas a ideia é manter pratos coloridos e apelativos que se podem comer aqui ou levar para qualquer lado”, adianta o chef Adão Silva. O húmus, o guacamole, o ceviche, a tempura de camarão com lascas de amêndoa ou os tacos de frango, peixe e legumes dominam as entradas, já os pokes podem ser personalizados a cada paladar. A base pode ter arroz de sushi ou integral, quinoa, couscous, massa integral ou um mix de alfaces, as proteínas variam entre o atum, salmão, polvo, camarão, frango, tofu ou carne assada, e os acompanhamentos vão das lentilhas à batata doce, passando pelo edamame e a cebola roxa. Finalize o prato com condimentos como malagueta fresca, sésamo, coentros, caju, nozes ou cebolinho, e regue os ingredientes eleitos com um molho, a lista é extensa e inclui soja, ponzu, feito à base de frutas cítricas, chili, iogurte com ervas ou vinagrete. Se ainda tiver espaço para a gula, saiba que pode escolher entre uma bola de gelado caseiro, mousse de chocolate ou uma fatia de cheesecake de caramelo salgado.
▲ Fotografias: Lília Marisa Alves