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A economia da Suécia afundou 8,3% entre abril e junho, um número gigantesco em qualquer comparação histórica, mas que não parece tão catastrófico quando se olha para as quebras que a pandemia provocou noutros países europeus: Portugal mais de 16%, Itália mais de 17%, França 19% e Reino Unido e Espanha viram mais de um quinto (22%) da sua produção económica evaporar-se. Estes números indicam que recusar os confinamentos forçados da maioria dos países foi uma estratégia sensata por parte da Suécia? Ou, então – mesmo sabendo-se que numa pandemia as contas só se fazem no fim – a decisão foi um erro crasso já que o país tem um dos piores registos a nível sanitário e que a economia da vizinha Finlândia (que teve lockdowns) até caiu menos?

A empresa de pesquisa económica Capital Economics elaborou esta semana um relatório aprofundado no qual procura dar a resposta possível a esta questão: a quebra económica (muito) menos pronunciada faz com que se possa falar em “sucesso” da opção sueca? Um país que, a par de Portugal, está a ter a redução mais rápida do número de casos (confirmados)? A complexidade da resposta começa logo pela pergunta, porque há quem argumente que, por muito que a Suécia defenda cientificamente a abordagem que decidiu ter, esta não foi bem uma opção, já que a Constituição sueca não permite limitar a liberdade de movimento dos cidadãos (exceto em tempo de guerra).

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