[Este artigo foi originalmente publicado em novembro de 2018, quando o restaurante ainda cheirava a fresco. A cobiçada primeira estrela Michelin chegou em novembro de 2019]

Lembra-se do Náutilus, o mítico submarino das “Vinte Mil Léguas Submarinas” de Júlio Verne? Se o quisermos comparar com o novíssimo Fifty Seconds Martín Berasategui são poucas as diferenças: enquanto um é especialista em explorar as profundezas do mar, o outro está no topo de Lisboa. Literalmente, não fosse este espaço o mais recente inquilino do antigo miradouro da Torre Vasco da Gama, no Parque das Nações. Por mais descabida que possa soar a comparação de um submarino imaginário com um restaurante de fine dining que mora a 120 metros do chão, basta visitá-lo — como o Observador fez, em primeira-mão — para perceber a ligação.

Mar: é este o tema que parece dominar o imaginário daquele que, seguramente, será um dos mais exclusivos (e luxuosos… e caros…) restaurantes lisboetas, que tem a particularidade de pertencer ao chef espanhol com mais estrelas Michelin no currículo, Martín Berasategui. Na viagem do rés-do-chão (o Hotel Myriad do grupo Sana, entenda-se) até ao topo da torre surgem as primeiras pistas dessa ligação aquática, muito por culpa dos seres marinhos digitais que nos acompanham até ao pináculo da construção, através de um ecrã plasma que está sempre ligado.

A sala de refeições, à noite. ©Diogo Lopes/Observador

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