Um debate à direita e outro à esquerda.

Primeiro o regresso de Luís Montenegro à antena, depois de ter passado a representação, na sexta e domingo, a Nuno Melo. Frente a Rui Rocha, na RTP, Montenegro começou por ouvir o líder liberal a lembrá-lo do caso Spinumviva — “geriu com irresponsabilidade a situação que nos trouxe até aqui (…) não deu as explicações atempadas” — e depois a lançar-lhe um desafio para uma futura coligação pós-eleitoral: “Está à altura da responsabilidade que a IL demonstrou?”, ao votar a favor da moção de confiança. O líder do PSD respondeu de novo a puxar pelas medidas do Governo já cumpridas, lembrou que a Europa deve “corar de inveja” com a “estabilidade financeira” do país e depois falou até de “uma certa montenegrização dos partidos da oposição”.

Sobre o que os une e os separa, Montenegro falou da “convergência com a IL em várias matérias, mas também de algumas divergências”, nomeadamente ao nível da estatização do país — “é preciso calibrar” — e também do “sistema fiscal simplificado” dos liberais. Rui Rocha admitiu uma admitiu uma “baixa de impostos, mas muito ligeira” feita pelo Governo, mas lembrou a geração dos “entalados”, e vincou as grandes diferenças que existem entre os partidos em relação à Saúde, IRS (e impostos em geral) e habitação. Um e outro acabaram a pedir votos aos eleitores do partido adversário.

No outro espectro ideológico da política portuguesa, estiveram frente a frente Mariana Mortágua e Rui Tavares, “o debate com duas pessoas com quem Luís Montenegro não quis debater”, como começou por dizer o porta-voz do Livre. Tavares vincou o que o separa do Bloco em relação à União Europeia, fazendo questão de falar dos projetos imperiais “de Putin, Trump ou Xi Jiping” e obrigando Mortágua a garantir que era uma “europeísta de esquerda” e que defendia a UE como “projeto de paz e de cooperação”, mas era crítica desta “deriva armamentista” e tentando mesmo levar a discussão com alguma boa disposição: “Se é para ter um feriado a 9 de maio [dia da Europa] também quero, porque são dias de “salário sem trabalho” e isso “aumenta a produtividade”. Tentou assim ignorar as citações anti-europeístas de Rosas e Louçã com que Tavares a atacou.

Ambos divergiram também na área da Defesa [leia-se apoio à Ucrânia], mas depois passaram às coisas que os unem. Leques salariais, taxar os ricos, dar a gestão de empresas falidas aos trabalhadores ou tecto às rendas. No final, no apelo ao voto, Mortágua acusou Pedro Nuno de querer “governar com o apoio do PSD” e Rui Tavares pediu: “Olhem para a esquerda, porque encontram mais resposta na esquerda”.

Amanhã há mais dois debates. O primeiro, na TVI, às 21h00, coloca frente a frente Pedro Nuno Santos (PS) e André Ventura (Chega). O segundo, às 22h00, na SIC Notícias, Rui Rocha (IL) e Inês Sousa Real (PAN).

Pode ver o calendário completo dos debates aqui.

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Tal como no ano passado, o Observador está a dar notas num “Vencedor é” — à semelhança do programa e podcast da Rádio Observador — dos debates, em que avalia quem ganhou. Assim, ao longo destes dias, um painel de avaliadores do Observador dará notas de 1 a 20 a cada um dos candidatos por cada um dos frente a frente. E explicará porquê. A média vai surgindo a cada dia, no gráfico inicial.

Luís Montenegro (AD)-Rui Rocha (IL)

Alexandra Machado — Eu, entalada, vi um debate entre dois líderes que não se quiseram hostilizar (muito) até porque sabem que os respetivos eleitores podem ser importantes no dia 18 de maio. Luís Montenegro esteve melhor que o seu opositor que, não obstante, teve neste frente a frente o seu melhor debate – ao quarto ainda não está a ser eficaz. E este era um debate especialmente importante para os dois. O incumbente Luís Montenegro mostra segurança nas respostas, mas não consegue explicar o que se passa na Saúde (o tema em que Rui Rocha esteve melhor, mas ainda assim com frases feitas e sem cercar por completo Montenegro, até porque o líder do PSD acenou-lhe com as PPP e as USF modelo C que são música para os ouvidos da IL). Num outro tema, o fiscal, Rui Rocha devia ter sido mais assertivo nas ideias liberais. Não foi. E foi aqui que Montenegro ganhou este embate, até porque Rui Rocha não conseguiu explicar porque votou contra um orçamento que descia impostos (até às empresas).  Mas, esta noite, faltou selarem, em direto, a aliança pós-eleitoral, caso seja a junção dos três partidos a ditar um governo de direita. A forma de evitar um governo socialista, declarou Montenegro, apelando sem apelo nem agravo ao voto útil. Foi o segundo debate de Montenegro. Está mais fresco, mas também esticou um pouco a corda quando falou dos “milagres” do Governo da AD – tudo o que está bem no país é por obra e graça da AD (que só está há um ano no poder) – e quando vê todos partidos a seguirem as ideias da AD, e até lhe deu um nome: a Montenegrização das oposições. Num debate de entalados (todos os intervenientes estão na faixa entre os 35 e os 65 anos), Montenegro saiu a ganhar mas tem de responder ao que lhe é perguntado.

Cátia Bruno — Entre “Portugal não pode parar” e “Acelerar Portugal”, foi na velocidade da dose de liberalismo a aplicar que se centrou o debate entre Luís Montenegro e Rui Rocha — mas, na verdade, os motores nunca chegaram a aquecer muito. Foi um debate morno, onde Montenegro dominou. Chutou para canto a acusação inicial Rocha de “irresponsabilidade” sobre a moção de confiança e posterior queda do governo (e fez o mesmo quando o moderador voltou a puxar o tema da Spinumviva); não se deixou beliscar pelas críticas sobre o estado do SNS; e ainda encostou o líder da IL às cordas por não ter aprovado um OE que incluía medidas como uma redução fiscal para os bónus de mérito — “Quem falhou ao liberalismo foi a IL”. Rui Rocha não conseguiu sair do marasmo que já demonstrou em debates anteriores, continuando sem conseguir justificar o choque fiscal de seis mil milhões de euros, por exemplo. Reconheceu à AD uma “ligeira redução de impostos” e criticou apenas a falta de ambição. Montenegro conseguiu fazer a quadratura do círculo: parecer tão liberal como Rocha, sem nunca sair do centro. Quando o adversário criticou a frase do debate com Paulo Raimundo em que o líder da AD afirmou que os comunistas “têm cada vez mais razões para votar na AD”, Montenegro respondeu sem vergonha “e os da IL também”. A AD quer ocupar todo o centro e ainda ir pescar a franjas como a da Iniciativa Liberal, a avaliar por este debate. O próprio o assume: “Há uma certa ‘montenegrização’ do pensamento dos partidos políticos”, disse Montenegro. Rui Rocha falhou precisamente porque não conseguiu demonstrar o que o distancia da AD. No final, pareceu que tudo era apenas uma questão não de substância, mas de velocidade.

Pedro Jorge Castro — Se Montenegro vinha preparado para embalar o adversário ao som do seu hino de campanha, talvez tenha acabado por adormecer alguns dos eleitores que assistiam, de tão previsível e pouco cativante que foi a sua prestação. Rui Rocha podia condicionar-se por ter à sua frente um eventual futuro parceiro de coligação, mas não hesitou em desferir golpes assertivos sobre a irresponsabilidade de Montenegro ao precipitar a crise política; e também sobre o caos na saúde, com a frase fatal sobre o plano da Páscoa — com o primeiro-ministro muito atrapalhado a não dizer o que fará à ministra da Saúde, se vencer as eleições. O líder da AD sobreviveu, a apontar feitos do seu Governo para agradar ao eleitorado liberal e a explorar as fragilidades difíceis de explicar das propostas da IL. Mas o ponto não era vencer este debate: há também uma comparação permanente com a prestação de Pedro Nuno Santos, que tem surpreendido, ao contrário do atual primeiro-ministro, sempre na defensiva, cheio de tiques nervosos a disfarçar as caneladas que levava. E, por opção própria, tem menos debates para dar a volta a essa tendência. Uma parte significativa do refrão do seu hino não é “Deixa o Luís trabalhar”, é só “Deixa o Luís”. Falta menos um dia do que ontem para vermos que parte cantam os eleitores.

Rui Pedro Antunes — O debate entre Luís Montenegro e Rui Rocha foi uma espécie de primeiro date onde os dois envolvidos admitem ser pessoas muito diferentes, mas com pontos em comum para tentarem uma relação futura. Os dois fizeram match no mais importante: admitir de uma coligação pós-eleitoral. Isso, à partida, daria mais votos à IL porque afastaria o papão do voto útil, mas podem ambos ter ganho votos ao Chega. O eleitorado não-socialista que votou em Ventura pode ver num destes dois partidos uma oportunidade para uma maioria à direita que afaste o PS do poder por quatro anos. E a ideia dessa AD-IL pode ser positiva para ambos. Rui Rocha ainda conseguiu ferir Montenegro com a forma como geriu inicialmente o caso Spinumviva, no tema da Saúde e na defesa dos “entalados” (a geração que trabalha acima dos 35 e que não tem apoios). Porém, estava perante o primeiro-ministro, que fez uso desse gravitas muito particular para se impor como o moderado e previsível — valores importantes para uma boa fatia do eleitorado. Luís Montenegro acabou assim por se destacar porque dedicou-se a piscar o olho onde estão a maior parte dos votos: ao centro. “Não somos socialistas, nem liberais”, atirou. Colou a Rocha a imagem das “aventuras” e ainda firmou a sua moderação quando defendeu o SNS — que é querido da maioria dos portugueses — como pilar central do sistema de Saúde. O líder da AD não terá conquistado nenhum voto a um liberalão dos sete costados, mas junto de dos não-socialistas moderados (e mais conservadores no voto) que possam estar entre um partido e outro, ganhou pontos a Rocha.

Mariana Mortágua (Bloco)-Rui Tavares (Livre)

Alexandra Machado — Depois das direitas, as esquerdas. Tal como no primeiro debate da noite (Luís Montenegro versus Rui Rocha), também no segundo o eleitorado em disputa era o mesmo entre os dois líderes frente a frente. E isso nos temas nacionais foi muito visível. Mariana Mortágua e Rui Tavares foram a face da mesma moeda. E querem muito mais deputados à esquerda.  Mas Rui Tavares ganhou a Mariana Mortágua logo no início do debate quando atirou à coordenadora do Bloco duas declarações anti-Europa de dois históricos que agora até são candidatos: Fernando Rosas e o aplauso ao Brexit; Francisco Louçã e a apologia do escudo. “Nunca defendemos a saída do euro”, atirou Rui Tavares a Mariana Mortágua. A posição claramente europeísta de Rui Tavares e os seus pontos de vista sobre a defesa na Europa são os dois temas que mais dividem estes dois partidos e, por isso, o debate ter estado centrado no que os divide… demasiado tempo até. O debate não ficará propriamente para a história, mas para o eleitorado de ambos terá interessado. Rui Tavares e Mariana Mortágua estavam num frente a frente, mas podiam estar num mesmo congresso. O objetivo é o mesmo. Ganhar eleitores (que estão no mesmo espectro) para ganhar relevância no Parlamento. E até podiam ter saído convencidos a votar no outro.

Dulce Neto — O contra ou o como ou o como que é o contra. Num debate equilibrado, de bom tom, interessante q.b., os dois políticos estiveram praticamente ao mesmo nível, com Rui Tavares a distinguir-se nas questões europeístas, o que não surpreende face ao seu background na União Europeia. O líder do Livre ainda começou por provocar Mariana Mortágua atirando a Fernando Rosas e a Francisco Louçã para se distinguir de uma certa costela anti-Europa do Bloco, obrigando a coordenadora do BE a esclarecer que o seu partido nunca defendeu a saída do Euro. Mais tarde, ainda a corrige no augúrio de uma Europa endividada por reforçar investimento no armamento (ponto que os divide). Mas de resto não houve momentos tensos, nem ataques de parte a parte, com os dois a esclarecerem mais do que a ripostarem (e com muitos sorrisos), a alguns comentários de um e outro. Foi o que aconteceu quando Rui Tavares disse que “é preciso passar do contra ao como” na UE tentando distanciar-se do BE, muito colado ao “contra”, com Mariana a responder de imediato (mas sem o interromper, tentação a que Tavares não resistiu): “O contra é precisamente o como”. Mariana foi mais eficaz ao defender taxas para os ricos e tectos nas rendas, com Rui Tavares quase a repeti-la e foi quase em coro que ambos fizeram a apologia das soluções da esquerda para a economia. Nem uma nem outro foram muito claros a separar águas em maré de voto, justificando porque é que alguém do eleitorado de esquerda (ou indecisos) deve votar Bloco ou Livre.

Luís Rosa —

Foi um bom debate e teve duas partes claramente distintas. Na primeira, os investimentos na defesa e a União Europeia dividiram claramente Rui Tavares e Mariana Mortágua, enquanto que na segunda metade, os dois aproximaram-se na defesa de políticas económicas tão irrealistas quanto perigosas — e aqui o Livre provou que, no fundo, tem ali uma raiz de pensamento radical comum ao Bloco de Esquerda e ao PCP. Rui Tavares foi eficaz na primeira parte ao colocar o Livre como a força moderada que quer “passar do contra ao como” e ao usar os fundadores do Bloco (Francisco Louçã e Fernando Rosas — que saíram da reforma nestas eleições) para colocar o partido de Mortágua como um partido historicamente contra a União Europeia. Como é próprio dos radicais, os bloquistas têm sentido de oportunidade e só não defendem a saída de Portugal do Euro e da União Europeia porque sabem que, como a moderadora recordou, a esmagadora maioria dos portugueses é contra. Tavares marcou pontos quando recordou que Rosas antecipou o fim da União Europeia com o Brexit e Louçã andou a escrever livros contra o euro. Mortágua não convenceu quando simplesmente disse que o Bloco nunca defendeu oficialmente a saída de Portugal do Euro ou da União Europeia. O mesmo se diga sobre a insistência de Mortágua nas teses conspirativas sobre a ameaça de Putin sobre os bálticos e outros países do Leste. Para Mortágua, desde que Putin não apareça em Badajoz montado num tanque a apontar a Lisboa, não tem problema. “Os eslavos que se lixem” podia ser um bom slogan para o PCP mas, na prática, também é cada vez mais o slogan do Bloco de Esquerda. É um erro estratégico tão óbvio – porque cola o Bloco ao PCP e deixa espaço para o Livre crescer — que não consigo compreender que os génios do Bloco não o percebam. E aqui Rui Tavares nem tem de abrir a boca. Qualquer eleitor de esquerda que rejeite o PS percebe facilmente em quem tem de votar se os temas internacionais tiverem relevância para o seu sentido de voto. O pior veio na parte económica. A moderadora Nelma Serpa Pinto colocou muito bem a questão: como é que se aplica o rácio entre o salário mais baixo e o salário mais alto (ideia do Livre e do Bloco) sem colocar em causa a livre iniciativa dos agentes económicos e a livre concorrência — princípios constitucionais portugueses e dos tratados da União Europeia? As respostas variaram entre a comparação de Tavares com a discriminação positiva para promover a presença de mulheres nas administrações da empresa e o exemplo prático de Mortágua de que um “trabalhador não pode ganhar num ano, aquilo que o gestor ganha num mês. Se o gestor quer ganhar dois milhões, só tem de aumentar o trabalhador e está tudo bem”. Tavares esquece-se que as mulheres ganham menos (injustificadamente) do que os homens e ninguém se lembrou de limitar o salário dos homens — pelo contrário, temos políticas para que as mulheres ganhem o mesmo que os homens. E o exemplo de Mortágua implica uma limitação ainda mais grosseira da livre iniciativa económica. O melhor veio mesmo no fim quando os dois líderes defenderam a auto-gestão das empresas, com Mortágua a defender que as empresas falidas devem passar para as mãos dos trabalhadores com, atenção!, os contribuintes a financiarem tal extraordinária ideia… Já Tavares foi pela mesma estrada e recordou como a auto-gestão das cooperativas de jornalistas e de outras profissões é um sonho económico que estupidamente nenhum governo se lembrou de apoiar com subsídios. O que me fez lembrar o projeto do semanário “Já” — um projeto da esquerda radical bem pensante nascido no final dos anos 90 (e pelo qual Tavares passou) mas que era tão bom e tão bem gerido que fechou pouco tempo depois. Se dependesse de Tavares, seria uma cooperativa financiada pelos contribuintes para que os génios progressistas pudessem florescer até à eternidade. Como dizia Mortágua, o que é bom é “salário sem trabalho” que “certamente aumenta a produtividade”. Se este debate serviu para conhecer o verdadeiro pensamento económico do Bloco e do Livre, acho que até podemos falar em serviço público de televisão.

Miguel Santos Carrapatoso — Um debate assim-assim que permitiu aos dois adversários marcarem pontos juntos dos respetivos eleitorados, mas onde faltou falar sobre o país real. Sem surpresa, Rui Tavares e Mariana Mortágua divergiram sobre o projeto europeu e sobre a necessidade de maior investimento em Defesa. O líder do Livre foi particularmente eficaz em lembrar o histórico eurocetisimo dos fundadores do Bloco (agora recuperados como candidatos a deputados) e no soundbite que marca essa primeira fase do debate. “Putin não é uma gripezinha, como Bolsonaro dizia da Covid”. Ideia simples, que atira o Bloco para o saco dos negacionistas de todos os tipos. Mortágua ainda piscou o olho à esquerda ao recuperar a experiência da troika, mas não conseguiu ser consequente. Olhando para a opinião maioritária dos eleitores portugueses, mesmo à esquerda, Rui Tavares terá sido mais convincente do que a bloquista nesta matéria. No mais, Mariana Mortágua perdeu a oportunidade de mostrar que o Bloco tem respostas mais concretas do que o Livre nos problemas que mais afligem os portugueses. Tavares continua a chapinhar alegremente nos temas sem nunca se comprometer com medidas verdadeiramente estruturantes. Não é defeito, é mesmo feitio. E Mortágua poderia ter levado o debate para aí, tentando pressionar Tavares a dizer qualquer coisa verdadeiramente de esquerda. Mas não conseguiu. Com o debate reduzido quase em exclusivo às questões da UE e da Defesa, os dois acabaram por não entrar numa disputa direta pelo eleitorado que, eventualmente, continua a oscilar entre os dois partidos. No limite, ninguém perdeu votos. Mas, atendendo às sondagens, Mortágua deveria ter corrido atrás do prejuízo com outra estamina. Perdeu uma excelente oportunidade.

Recorde aqui as notas dos debates:

Luís Montenegro-Paulo Raimundo e André Ventura-Inês Sousa Real

Pedro Nuno Santos-Mariana Mortágua e André Ventura-Rui Tavares

Paulo Raimundo-Rui Tavares

Pedro Nuno Santos-Rui Rocha e Mariana Mortágua-Inês Sousa Real

Nuno Melo-Isabel Mendes Lopes e Rui Rocha-Paulo Raimundo

Pedro Nuno Santos-Inês Sousa Real e Mariana Mortágua-Paulo Raimundo

Nuno Melo-Inês Sousa Real e Rui Rocha-Rui Tavares