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Os 16 homens (e 1 mulher) que assustaram a Europa

Quem são os principais responsáveis pelos ataques em Paris e Bruxelas? E como conseguiram semear o medo na Europa sem serem travados pela polícia? A história dos terroristas que estavam no meio de nós

Os números impressionam. Os atentados de novembro de 2015 em Paris fizeram 137 mortos — 89 apenas na sala de espetáculos Bataclan — e deixaram cerca de 350 pessoas feridas, numa série de ataques que fez a França declarar estado de emergência e reavaliar as suas medidas de segurança contra o terrorismo. Esta terça-feira, o mundo assistiu a um novo atentado, desta vez em Bruxelas, também com resultados mortais. Até ao momento, há registos da morte de 32 pessoas e centenas de feridos como resultado de ações terroristas na zona de partidas do aeroporto de Zavantem e na estação de metro de Maelbeek, na capital belga.

Estes dois atentados têm uma coisa em comum: o Estado Islâmico, cuja rede de colaboradores, organizados e distribuídos em diferentes partes do continente europeu, se articula para planear e executar ataques.

Quem são os principais responsáveis pelos atentados em Paris e Bruxelas? Comece pela infografia abaixo, onde é possível ver de uma maneira resumida o percurso dos terroristas antes, durante e depois dos ataques. Basta passar o cursor sobre os pontos destacados.

Infografia: Marta Leite Ferreira

Observação: à data de publicação deste artigo, julgava-se que Najim estava em fuga. Às 18h20 de 23 de março soube-se que afinal é o segundo bombista suicida do aeroporto.

Salah Abdeslam

Antes de ser encontrado e capturado na última sexta-feira, Salah Abdeslam era um dos homens mais procurados pelas autoridades europeias. Nos últimos quatro meses, esteve em fuga por ser um dos envolvidos nos ataques terroristas em Paris. A sua captura foi considerada “um sucesso extremamente importante na luta contra o terrorismo e na luta pela democracia”, segundo declarou em conferência de imprensa Charles Michel, primeiro-ministro belga.

Salah Abdeslam terá sido o responsável por alugar os dois carros que transportaram os responsáveis pelos atentados na capital francesa. De acordo com os relatos das autoridades, terá estado ao volante de um Renault Clio preto que terá deixado os três bombistas suicidas junto ao Stade de France na noite de 13 de novembro de 2015. Em seguida, terá conduzido durante 5 km para sul, onde iniciou a sua fuga depois de abandonar o automóvel. François Molins, procurador francês, confirmou no último sábado que ele planeava fazer-se explodir no Stade de France, em Paris, mas “recuou”.

Na altura, o seu irmão, Mohammed Abdeslam, deu uma entrevista à televisão belga em que apelava para que Salah se entregasse à polícia. “Prefiro o meu irmão preso a morto”, declarou. O pedido de Mohammed foi ignorado pelo irmão.

[Este tweet que reproduz uma imagem divulgada pelas autoridades durante a busca por Abdeslam]

O outro irmão de Salah, Brahim, morreu nos atentados de Paris ao detonar os explosivos que carregava consigo na Boulevard Voltaire.

Abdeslam tem 26 anos, nasceu na Bélgica e tem nacionalidade francesa. Há cerca de um ano, terá viajado até à Síria para se juntar à causa do Estado Islâmico. Segundo descreve o jornal El Mundo, nunca foi identificado como membro de qualquer grupo radical e terrorista islâmico antes dos atentados de Paris, apenas chegou a ser apontado pelas autoridades por uma eventual ligação à ação terrorista, após ter feito uma viagem ao Médio Oriente.

Najim Laachraoui

A manhã desta quarta-feira foi marcada pelas notícias da captura de Najim Laachraoui, um homem de 25 anos que é apontado como um dos possíveis fabricantes das bombas que explodiram no Stade de France e no Bataclan, segundo amostras de ADN encontradas nos coletes utilizados pelos bombistas. Entretanto, soube-se que o indivíduo detido não era Laachraoui e que o terrorista continua a monte.

O rosto de Najim Laachraoui é conhecido pelas autoridades belgas há muito tempo: é até arguido num processo que está atualmente a ser julgado em tribunal e enfrenta uma pena de 15 anos por recrutar vários amigos para as equipas do Estado Islâmico. Nasceu em Schaerbeek, no centro de Bruxelas, onde ocorreu uma operação policial esta terça-feira (22 de março) que levou à descoberta de uma bomba com as mesmas características das que explodiram no aeroporto e de uma bandeira do Estado Islâmico.

Najim havia sido identificado na imagem das câmaras de vigilância do aeroporto como o homem de gorro a empurrar um carrinho de transporte de bagagem. No entanto, as autoridades belgas avançaram esta quarta-feira que ele é o segundo bombista suicida do aeroporto de Zaventem, que se encontra mais à esquerda na fotografia.

aeroporto

As autoridades estão cientes de que Najim Laachraoui está relacionado com Salah Abdeslam, porque terá viajado com este terrorista — e com Mohammed Belkaid, abatido nas rusgas em Forest — entre a Áustria e a Hungria com documentos falsos. Dava-se a conhecer com o nome de Soufiane Kayal, com o qual alugou um apartamento em Auvelais, a partir do qual se prepararam os atentados de Paris. Havia informação genética de Laachraoui nos explosivos usados para os atentados de Paris e que foram encontrados nas rusgas policiais na casa em Auvelais.

Julga-se que Najim Laachraoui esteve na Síria em 2013.

Khalid e Ibrahim el-Bakraoui

A imagem das câmaras de vigilância do aeroporto tornou-se viral depois de o taxista que transportou os terroristas os ter identificado quando foi interrogado pela polícia. Os dois homens que aparecem na fotografia vestidos de preto a transportar carrinhos com bagagem são irmãos: foi Ibrahim el-Bakraoui quem detonou um dos explosivos no aeroporto, matando-se a si e a pelo menos mais onze pessoas (a outra explosão, sabe-se agora, foi da responsabilidade de Najim Laachraoui, o segundo bombista suicida); Khalid el-Bakraoui seguiu para a estação de metro de Maelbeek, provocando uma terceira explosão.

Os dois irmãos foram criados em Bruxelas e estavam debaixo do olho da polícia belga por crimes de vandalismo. Há seis anos, Ibrahim (o mais velho, com 30 anos) foi condenado a nove anos de prisão por ter morto um agente da polícia com uma arma kalashnikov durante um assalto. Khalid, com 27 anos, também já foi detido no passado, quando as autoridades descobriram mais armas kalashnikov em sua casa e por crimes de carjacking.

A relação com Salah Abdeslam também já foi descoberta: Khalid alugou o apartamento em Forest onde as autoridades levaram a cabo uma rusga a 15 de março que terminou num tiroteio entre três terroristas e a polícia. Morreu uma pessoa — o argelino, de 35 anos, Mohamed Belkaïd — e os outros dois suspeitos fugiram, um deles Abdeslam. Khalid também alugou uma vivenda em Charleroi, o último ponto de encontro do el-Bakraoui mais novo com Salah Abdeslam antes da partida para Paris.

Khalid e Ibrahim el-Bakraoui tiveram um envolvimento direto nos atentados de Paris: foram os fornecedores de armas e munições aos terroristas que estiveram nos bares, nos restaurantes e no Bataclan.

Mohamed Abrini

As autoridades europeias estão à procura de Abrini desde novembro de 2015 por também ele ter estado envolvido nos atentados de Paris. O belga de origem marroquina foi visto a conduzir um Renault Clio preto com Salah Abdeslam dois dias antes de os ataques terroristas em Paris terem vitimado 130 pessoas.

Até agora, a única certeza é que Abrini terá ajudado Salah Abdeslam de alguma forma. A polícia francesa e as autoridades belgas acreditam que foi com o auxílio deste homem de 30 anos que Abdeslam conseguiu escapar à polícia e entrar na Bélgica. Esta teoria ganhou maior credibilidade quando se soube que comprou um cartão de telemóvel no 13.º bairro parisiense, tendo depois ligado para duas pessoas na Bélgica no próprio dia dos atentados.

Mohamed Abrini esteve na Síria em 2014 e pode ter recebido treino militar do Estado Islâmico. Continua fugido à polícia.

Mohammed Belkaid

Foi abatido durante uma operação policial a 15 de março em Forest. É um argelino que provavelmente terá engendrado os planos terroristas de Bruxelas com Najim Laachraoui, mas que também pode ter estado envolvido nos atentados de Paris. As autoridades acreditam que será dele a SMS intercetada entre os terroristas e que dizia “já saímos, vamos começar”.

Também foram identificados ligações com Abdelhamid Abaaoud: suspeita-se que Belkaid tenha ajudado o cabecilha do grupo a sair de Paris e a fugir para um lugar distante a 13 de novembro. Além disso terá viajado com Salah Abdeslam entre a Áustria e a Hungria nos meses entre os atentados em França e os últimos em Bruxelas.

Os não identificados

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Há pelo menos quatro atacantes não identificados pela polícia e a existência de um deles ainda está em dúvida para as autoridades. Um indivíduo, alegadamente relacionado com o cabecilha Abaooud, foi detido a 15 de dezembro de 2015, por suspeitas de ter fornecido as armas ao cabecilha do atentado. A polícia francesa chegou a falar de um quarto homem em Paris, que pode ter feito parte da célula terrorista que atacou os bares e restaurantes em Paris. Pode também ter acompanhado o cabecilha, Abaaoud, quando este voltou aos locais do crime, o Stade de France e as esplanadas, enquanto a polícia tomava de assalto o Bataclan.

Abid Aberkan

Tudo indica que seria um amigo próximo de Salah Abdeslam: o terrorista detido esta semana terá encontrado guarida na casa da mãe de Aberkan em Molenbeek. A proximidade a Salah é confirmada pelo facto de Abid ter comparecido no funeral do outro irmão Abdeslam, também ele autor dos atentados de Paris.

Amin Choukri

Salah Abdeslam pode não ter chegado sozinho à casa da mãe de Aberkan: pode ter estado com Amin Choukri. Sobre ele sabe-se que esteve em Ulm, na Alemanha, com Abdeslam a 3 de outubro e depois deve ter ido para a casa em Auvelais, na Bélgica, para preparar os atentados de Paris.

Abdelhamid Abaaoud

Abdelhamid Abaaoud, de 28 anos, tem algo em comum com os irmãos Abdeslam: vivia em Molenbeek, um bairro próximo do centro histórico de Bruxelas, onde Salah foi capturado. Segundo relatos da imprensa belga, era amigo de infância dos irmãos Abdeslam, com os quais esteve envolvido em diversos crimes de “menor importância” em 2010 e 2011.

Abaaoud não participou diretamente nos atentados de Paris, mas é considerado o “cabecilha” dos ataques, responsável por planear as ações e coordenar os demais envolvidos. Ele seria próximo de Abu Bakr al-Baghdadi, líder do Estado Islâmico, e já estava na mira das secretas europeias há mais de um ano sob suspeita de organizar ações terroristas no continente.

O homem foi morto durante a rusga policial em Saint-Denis, a 18 de novembro de 2015. O seu corpo foi encontrado no meio dos escombros após a explosão do apartamento, cravejado de balas.

[Um tweet mostra uma foto de Abdelhamid Abaaoud, à esquerda, e Farid Melouk]

Abaaoud era conhecido pelo nome de Abu Omar Susi, comum em Marrocos, de onde a sua família é natural. Os pais partiram para a Bélgica há 40 anos e o seu pai terá uma loja de roupa na rua principal de Molenbeek, algo só possível a famílias com mais dinheiro.

O homem terá integrado o Estado Islâmico após viajar para a Síria com o seu irmão mais novo, entre 2013 e 2014. A sua missão no movimento terrorista era recrutar sobretudo jovens, segundo um tribunal belga. O ministro do Interior espanhol, Jorge Fernandez Diaz, declarou em novembro que Abaaoud terá tentado recrutar mulheres no país para o EI, noticiou o jornal El País.

As autoridades da França e Bélgica suspeitam que esteve relacionado com o ataque ao TGV, na rota entre Amesterdão e Paris, em agosto de 2015, e que tinha ligações com Mehdi Nemmouche, terrorista que atacou o Museu Judaico em Bruxelas a 24 de maio de 2014, onde quatro pessoas morreram.

Omar Ismael Mostefai

A Turquia já havia comunicado às autoridades europeias dasos sobre o bombista suicida Omar Ismail Mostefai, em dezembro de 2014 e junho de 2015, mas foi apenas depois dos atentados de Paris, em novembro de 2015, que a polícia francesa fez um pedido de informações sobre ele. Mostefai terá entrado na Turquia em 2013, mas não existe nenhum registo sobre o momento em que abandonou o país.

O homem foi um dos terroristas que se fez explodir na casa de espetáculos Bataclan, causando a morte a 89 pessoas, segundo uma identificação feita pela polícia através das impressões digitais.

Mostefai tinha 29 anos e é filho de pai argelino e mãe portuguesa, irmão do meio de cinco irmãos. Nasceu em Courcouronnes, uma zona de subúrbio pobre de Paris, cerca de 35 quilómetros da capital. Vivia na zona de Chartres. No seu registo criminal, havia oito condenações entre 2004 e 2010, mas sem pena de prisão.

Mostefai terá estado na Síria em 2009 e regressado em 2013.

Courcouronnes localiza-se a cerca de 30 minutos de Paris.

Hasna Aitboulahcen

Hasna Aitboulahcen nasceu a 12 de agosto de 1989, em Clichy, Hauts-de-Seine, nos arredores de Paris. Os seus pais, naturais do Marrocos, instalaram-se em França em 1973. De acordo com vizinhos de Hasna, ela era uma criança “expressiva, cheia de vida, gostava de usar chapéus de cowboy”, disseram em relato do jornal The Telegraph.

Fotografias de Hasna recuperadas das suas redes socias confirmam esta descrição.

Youssouf Aitboulahcen, irmão de Hasna, contou à publicação que desconhecia o interesse da mulher pelo Corão ou por religião, até que a viu utilizar o niqab, o véu muçulmano que só deixa os olhos a descoberto. “Ela estava a viver no seu próprio mundo. Não estava interessada em estudar a sua religião, nunca a vi abrir o Corão. Estava sempre ao telefone, no Facebook e no Whatsapp”, explicou.

De acordo com Youssouf, uma infância difícil terá levado a uma adolescência conturbada, quando passou a isolar-se da família. Hasna deixou de visitar o pai em Creutzwald e passou a publicar mensagens no seu Facebook a elogiar Hayat Boumeddienne, a mulher de Amedy Coulibaly, o extremista islâmico que matou várias pessoas num supermercado judeu, em Paris, logo depois do ataque ao Charlie Hebdo. Segundo conta o The Telegraph, Hasna terá tentado seguir os passos de Hayat e mudar-se para a Síria, mas como acabou por não viajar, por razões ainda desconhecidas, terá “oferecido os seus serviços para cometer ataques terroristas em França”, contaram às autoridades francesas ao canal de televisão iTele.

Hasna morreu durante a rusga policial a 18 de novembro no apartamento em Saint Denis, em Paris. Nos relatos iniciais da operação, era identificada como a “primeira mulher kamikaze da Europa” por atribuir-lhe o papel de bombista suicida durante a ação das autoridades. No entanto, já estaria sob vigilância das autoridades francesas por tráfico de drogas e atividades terroristas.

Outros suspeitos

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Há nove pessoas – oito delas detidas – sob suspeita da polícia por poderem ter estado envolvidos nos crimes de Paris e de Bruxelas.

Ahmed Dahmani é um belgo-marroquino de 26 anos que vivia em Molenbeek e esteve na Grécia com Salah Abdeslam, a 4 de agosto de 2015. Na tarde de 13 de novembro, dia dos atentados de Paris, foi filmado com Mohamed Abrini num bar belga. Foi preso na Turquia, provavelmente enquanto se preparava para seguir para a Síria.

Gelel Attar tem 26 anos e nacionalidade belga: durante dois anos morou em Molenbeek (entre 2011 e 2013), tendo depois viajado para a Síria com Chakib Akrouh. A 15 de janeiro esteve em Marrocos e foi nessa altura que foi detido, quando estava num apartamento com mais pessoas na companhia de Khalid Zerkani, um recrutador.

Hamza Hattou, Mohamed Amri e Ali Oulkadi foram outros três detidos. Os dois primeiros são belgas e podem ter-se encontrado com Salah Abdeslam a 14 de novembro, um dia depois dos atentados de Paris, e sabe-se que era amigo de Brahim (o irmão de Abdeslam). Hamza Attou e Mohamed Amri foram detidos logo no dia 14 de novembro, mas Ali Oulkadi só foi interceptado pela polícia a 22 desse mês. Disseram ajudar Abdeslam sem saber as suas ligações terroristas.

Abdoullah Courkzine foi preso na Bélgica a 24 de dezembro. Tem 30 anos e julga-se que mantinha ligações com a prima de Abdelhamid Abaaoud (Hasna), morta durante uma rusga policial.

Mohamed Bakkali pode ter ajudado alguns dos outros terroristas a alugar vivendas e apartamentos entre a Bélgica e França para a preparação dos atentados e para depois se esconderem. Salah Abdeslam pode ter-se escondido durante algum tempo numa dessas casas. Foi detido a 26 de novembro em Bruxelas. Tem 28 anos.

Lazez Abraimi é um amigo de muitos destes terroristas, mas especialmente próximo dos irmãos Abdeslam e do cabecilha das operações terroristas, Abaaoud. O marroquino de 39 anos foi encontrado a 19 de novembro em Laeken (Bélgica) enquanto conduzia um Citroën Berlingo. Quando esse automóvel foi analisado foram encontrados vestígios de sangue e uma arma de fogo.

Fabien Clain

Nasceu em Toulouse e em 2000 converteu-se ao islamismo. A seguir foi viver para Artigat, a fim de aprender os ensinamentos salafistas. Terá sido aqui que conheceu o irmão de Mohamed Merah, que veio a perpetrar um tiroteio em Toulouse em 2012. Em 2003, Fabien mudou-se para a Bélgica e filiou-se num grupo com raízes tunisinas. Seis anos depois voltou para França e ameaçou atacar o Bataclan. Nessa altura foi preso por ter estado envolvido no recrutamento de vários franceses para grupos terroristas sediados no Iraque. Saiu da prisão em 2012 e viveu durante dois anos na Normandia. A seguir foi para a Síria, onde continua na função de recrutador do Estado Islâmico.

Jawad Bendaoud

É o dono do apartamento em Saint-Denis onde alguns dos terroristas se esconderam depois dos atentados. Pode não ter participado ativamente nos ataques, mas está indiciado pelo crime de cumplicidade.

Ahmad al-Mohammad

Tinha 25 anos, esteve na posse de um passaporte sírio encontrado junto ao seu corpo e morreu após ativar um cinturão de explosivos junto ao Stade de France. O nome que aparece no passaporte é o de um refugiado sírio registado a 3 de outubro na ilha de Leros, na Grécia. Mas a fotografia que o passaporte sírio apresentava podia pertencer a um soldado de Bashar al-Assad. Ou seja, pode tratar-se de um passaporte falso.

Bilal Hadfi

Tinha 20 anos e nacionalidade francesa, embora fosse residente na Bélgica. Morreu após ativar um cinturão de explosivos junto ao Stade de France. Já tinha sido investigado pela polícia por suspeitas de se ter radicalizado: ter-se-á juntado ao Estado Islâmico em fevereiro de 2015.

Samy Amimour

Tinha 28 anos, nacionalidade francesa e recebeu treino terrorista na Síria em 2014. Morreu após ativar um cinturão de explosivos no Bataclan. É originário de Drancy, um bairro de Saint-Denis. Trabalhava como motorista de autocarros da RATP, uma empresa de transportes parisiense, até se radicalizar. Já era conhecido da polícia desde 2012, por suspeitas de conspiração criminosa ligada a uma organização terrorista. Tinha um mandado de detenção internacional desde 2013.

Faoud Mohammed Aggadi

Tinha 23 anos e era residente em Estrasburgo, França. Tinha viajado para a Síria com o irmão e um grupo de amigos no final de 2013. Foi um dos terroristas suicidas do Bataclan.

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