1248,8kWh poupados 1248,8 kWh poupados com a
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

i

Bruno Barata

Bruno Barata

Pelo Parque Natural de Sintra-Cascais

Com a serra e o Atlântico sempre no horizonte, o percurso vai das montanhas à brisa do mar, na cozinha do chef Gil Fernandes, no restaurante da Fortaleza do Guincho.

O ponto de partida é o Convento dos Capuchos, onde chegamos por estradas sinuosas, ladeadas de verde. A autonomia do carro, de até 450 quilómetros, permite esquecer carregadores e dedicar o dia inteiramente à paisagem. No coração do parque, a construção franciscana do século XVI funde-se com penedos graníticos e a densa vegetação da floresta primitiva de Sintra. É possível visitar as celas onde viviam os monges, a cozinha, a pequena igreja instalada numa espécie de gruta, as enfermarias e o belo claustro ao ar livre, envolvido por vegetação autóctone. No herbolarium ainda restam sinais dos fogareiros utilizados na preparação de ervas medicinais.

Bruno Barata

No Moinho Dom Quixote, na Azóia, um brunch aguarda num jardim mágico, com pequenos lagos e fontes, aos pés de um antigo moinho. Ovos, brioches, croissants e uma saborosa panqueca com creme de coco e ameixa assada garantem a energia para começar as aventuras do dia. Menos de cinco minutos separam este local do ponto mais ocidental da Europa continental. No Cabo da Roca, o vento faz parte da experiência, tal como o traço abrupto das arribas e a sensação de borda do mundo.

De volta ao carro, seguimos 13 quilómetros até às Azenhas do Mar. Antiga aldeia de pescadores, as casas brancas descem em cascata pelo declive das encostas até ao mar revolto lá em baixo, formando uma das vistas mais icónicas da região. O sítio perfeito para parar e respirar alguns minutos de pura contemplação.

Bruno Barata

O nosso destino é agora o centro histórico de Sintra, onde chegamos em pouco mais de 20 minutos no DS Nº4. Caminhar pelas ruelas estreitas e íngremes pede vagar. As chaminés gémeas do Palácio Nacional dominam a cena e conduzem a um percurso por camadas: raízes árabes, traços mudéjares, gótico, manuelino, renascença e romantismo, tudo articulado em pátios, escadas e galerias. Findo o passeio, é o momento de cumprir o ritual: um travesseiro de Sintra na Piriquita, antes de voltar à estrada.

A próxima paragem é uma jóia ainda pouco conhecida na zona. Situada a apenas seis quilómetros do centro de Sintra, na Beloura, a Albuquerque Foundation é casa de uma valiosa coleção particular de cerâmica chinesa com cerca de 2600 peças reunidas ao longo de seis décadas. No acervo, brilham sobretudo objetos de porcelana de exportação das dinastias Ming e Qing. O conjunto, considerado um dos mais relevantes do género no mundo, já teve exemplares exibidos em instituições internacionais como o Victoria & Albert Museum, em Londres, ou o Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque.

Bruno Barata

A luz já começa a descer quando seguimos pelos 15 quilómetros finais que nos separam da Fortaleza do Guincho pela Malveira da Serra, estrada que descortina vistas largas sobre as praias do Abano e do Guincho.

Bruno Barata

Conduzir a paisagem

↓ Mostrar ↑ Esconder

Entre a serra e o mar, o DS Nº4 E-TENSE 100% Elétrico acompanha o ritmo do Parque Natural de Sintra-Cascais com silêncio e leveza. Nas estradas sinuosas que ligam o verde da serra às falésias, cada curva se desenha com fluidez.

A autonomia generosa, de até 450 quilómetros, permite desfrutar do dia sem pressa, enquanto o modo elétrico revela ainda outro tipo de tranquilidade, preenchida apenas pelos sons do vento, da floresta ou das ondas do mar. O interior é confortável e discreto, pensado para quem gosta de conduzir com calma e contemplação.

Entre tecnologia intuitiva e linhas elegantes, o DS Nº4 traduz o espírito deste percurso: atento ao detalhe e em harmonia com a natureza. Um automóvel que não domina o caminho – acompanha-o.

Uma vida inteira de olhos postos no azul do oceano. “Venho de Ribamar, cresci ligado ao mar. Estar no Guincho é estar rodeado de mar, e isso faz com que ele esteja em todo o menu.” É o mar a essência da cozinha de Gil Fernandes, chef ao leme do restaurante gastronómico do hotel Fortaleza do Guincho.

Emoldurada por uma fortaleza do século XVII que é hoje um dos mais notórios Relais & Châteaux de Portugal, a cozinha do chef Gil Fernandes é onde os produtos e tradições portuguesas ganham expressão crescente, sempre com o Atlântico como inspiração. O chef reúne na cozinha aquilo a que chama os cinco valores fundamentais da sua criação: tradição, produto regional, produto português, sazonalidade e estética. A inspiração nasce perto das rochas, entre algas, lapas e o que a costa dá, e estende-se à vegetação da Serra de Sintra, onde está sempre à procura de flores e plantas. Resultado: uma cozinha profundamente local, de memória atlântica, pensada para provocar emoção. “Essa envolvente motiva-nos, fascina-nos. É uma forma de viver.”

No prato, há sempre um certo aroma a maresia: buzinas, fricassé de bivalves, santola, sardinha… Cada bocado é uma explosão de sabores. “É essa capacidade que nós temos, enquanto cozinheiros, de transmitir emoção às pessoas, o que mais nos fascina enquanto profissionais”, conta o chef.

Saímos da mesa com a serenidade de quem juntou peças que já conhecia e, ainda assim, viu tudo como se fosse a primeira vez. Não é um ponto final: é um ajuste de foco: perceber que a paisagem também se cozinha e que a cozinha, quando é fiel ao território, lhe devolve a voz. Fica a certeza de que, entre a serra e o oceano, há sempre mais para descobrir.

Acompanhe todas as paragens do guia “Entre Estradas e Estrelas” com a DS Automobiles.

Retratos: Bruno Barata/Nuvem Conteúdo
Pratos: Bárbara Tomaz

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

O seu plano não inclui a oferta de artigos

Para poder oferecer artigos aos seus amigos, faça upgrade para um plano de subscrição superior.

Ofereça até artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Atenção

Para ler este artigo grátis, registe-se gratuitamente no Observador com o mesmo email com o qual recebeu esta oferta.

Caso já tenha uma conta, faça login aqui.