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Primeiro a ciência, depois a política. A receita tem sido clara e tem corrido bem em Portugal: antes de tomarem uma decisão, os políticos têm de se informar com especialistas. Mas esta quinta-feira, na reunião do Infarmed, os líderes partidários trouxeram as notas incompletas, embora estejam a horas de ir a São Bento dizer o que pensam sobre o assunto ao primeiro-ministro. Os especialistas, segundo líderes partidários ouvidos pelo Observador, deixaram claro que são precisos 14 dias para avaliar o impacto do desconfinamento. Mas só passaram nove. Ora, isto significa, como o próprio Presidente da República confirmou cá fora, que há “poucos dados que permitam conclusões firmes”. Só a 18 de  maio — precisamente o dia em que está prevista a abertura — é que os cientista terão números mais concretos, mas nesse dia já haverá crianças a caminho das creches e alunos a caminho da escola secundária.

A interpretação de um líder partidário ouvido pelo Observador após ouvir os especialistas na reunião é que “deviam passar três semanas entre cada medida”. Outro líder partidário concorda que “não houve dados que permitam avaliar já o desconfinamento”. Por duas razões: portugueses não saíram muito e ainda não passou muito tempo.

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