Diz-nos o Urban Dictionary que o ‘pop up’ é “algo que aparece de repente ou inesperadamente”. Da mesma forma súbita, e numa curta janela temporal, esse algo desaparece para não mais se reproduzir – pelo menos no exato modelo. No já de si dinâmico universo dos restaurantes, a prática dos pop ups foi ganhando adeptos nos últimos anos, sustentada em ideias apelativas a quase todas as gerações de comensais: o irrepetível, o exclusivo, o único. Um pouco por todo o país, os chefs trocaram de cozinha por umas horas, fizeram jantares a quatro mãos, convidaram cozinheiros de outras nacionalidades para comandar as suas brigadas, pensaram pratos em conjunto, partilharam ideias e receitas. E o mundo dos foodies agradeceu.

Mas neste estranho 2020, em que para muitos restaurantes a pandemia foi também sinónimo de reinvenção, os pop ups em Lisboa ganharam um novo fôlego. Ou, digamos, uma nova vibração. Trata-se de um conjunto de cozinheiros – alguns dos quais millennials -, tanto portugueses como estrangeiros, tanto chefs de restaurantes já estabelecidos como ainda sem casa própria, a ocupar cozinhas por umas horas, a organizar eventos em conjunto, a servir receitas em bares ou restaurantes, num registo descontraído, onde a comida é o catalizador, mas não é tudo. Preocupam-se também com os preços que praticam (bastante democráticos) e o ambiente que se cria. Porque acreditam (e bem) na vontade de descompressão de quem os procura. Servem-se das redes sociais para anunciar onde vão cozinhar e usam estas experiências para testar receitas, arriscar em pratos menos convencionais e, como seria de esperar, ganhar notoriedade.

O Stolen Kitchen Club pede emprestadas cozinhas alfacinhas e bares como o Imprensa, no Príncipe Real

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