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São vendidas sob as mais diversas formas, mas sempre com o mesmo propósito: uma alternativa potente e mais barata, que surge face ao desaparecimento de um determinado produto do mercado. Com uma queda da quantidade de heroína disponível na Europa nos últimos anos, abriu-se a porta para o aparecimento de uma nova vaga de opióides sintéticos — os nitazenos —, que foram detetados em Portugal pela primeira vez sob a forma de comprimidos falsificados de oxicodona. Estes e as catinonas sintéticas (estimulantes conhecidos como “sais de banho”) são mercados em ascensão de acordo com o último relatório anual da Agência da União Europeia contra as Drogas (EUDA).
Pelo segundo ano consecutivo, a EUDA destaca estas duas categorias de substâncias ilícitas como as principais novas preocupações. No documento publicado esta quinta-feira, referente aos anos de 2023 e 2024, a agência sublinha o facto de o mercado de catinonas sintéticas — os tais sais — estar a “ganhar terreno” no ecossistema europeu, tendo-se registado “importações e apreensões sem precedentes”. Em 2023, foi registado um total de 37 toneladas da substância em todo o continente, um aumento de 10 toneladas comparativamente ao ano anterior, que por si só representou um crescimento significativo face a 2021, passando de 4,5 toneladas para 27.
Já a classe dos nitazenos, os opióides sintéticos que são familiares do fentanil, não tem uma presença tão vincada e uniforme em território europeu, mas já constam com “prevalência” no mercado de alguns países da UE. Em 2024, pelo menos sete países registaram “danos associados aos nitazenos”, com a Estónia e a Letónia a liderar o número de ocorrências. Nestes dois Estados, estes opióides foram responsáveis pela grande maioria das mortes induzidas pelo efeito de drogas, e as autoridades europeias acreditam que estas substâncias terão também um papel importante na “percentagem crescente de mortes por overdose” nestes países. Na Estónia, em 62 das 119 mortes registadas em 2023 foram detetados vestígios de nitazenos, enquanto que na Letónia esse valor sobe para 101 de um total de 154 mortes no mesmo ano.
Contudo, a diretora da rede de laboratórios responsável pelo Sistema de Alerta da UE — que sinaliza —, explica ao Observador que este número pode ser ainda maior, uma vez que existe uma grande variedade de produtos desta classe de opióides sintéticos, ainda não introduzidos nos registos médicos dos vários Estados-membros e que, por isso, podem não ser detetados nas análises de toxicologia feitos nas autópsias. “Algumas dessas substâncias são muito recentes — algumas identificadas pela primeira vez na Europa há um mês ou dois. Mesmo se o sistema de alerta enviar a notificação formal a todos os países, a todos os laboratórios, demora algum tempo até que possam incluir estas novas substâncias nos protocolos de identificação”, refere Ana Gallegos.
Um outro problema associado à identificação destas substâncias é o policonsumo, a ingestão de diferentes substâncias conjugadas, de forma consciente ou inconsciente, que dificulta a deteção nas análises clínicas — algo também sinalizado pela agência. O desconhecimento das autoridades sobre muitas destas novos produtos que têm vindo a ser desenvolvidos, muitas vezes fora da Europa, facilita a propagação das drogas, que são muitas vezes inseridas dentro de comprimidos e misturados com medicamentos, criando fármacos “falsificados” de consumo muito perigoso.
O “fertilizante” mascarado vendido em lojas e a “droga zombie“
O rótulo do pacote descreve o produto como sendo meia grama de “fertilizante para plantas”, e alguns pacotes chegam a dizer expressamente que não contêm mefedrona, um estimulante que pertence à categoria das catinonas sintéticas. No verso da embalagem lê-se que é “impróprio para consumo humano” e que os conteúdos devem ser utilizados somente para “alimentar plantas”. Contudo, o que está dentro do pacote é tudo menos o publicitado, e até 2013, qualquer pessoa em Portugal poderia encontrar estes produtos numa “smart shop“. Em 2024, a Polícia Judiciária apreendeu cerca de 20 quilos de catinonas sintéticas em território nacional.
Entretanto, a venda da mefedrona foi proibida. Mas tal como estes exemplos, existiam inúmeros outros pacotes concebidos para fugir aos radares das autoridades, mascarando estes estimulantes como incensos ou os sais de banho que são colocados na banheira para aumentar a hidratação da pele e a absorção de nutrientes. No entanto, com uma simples inalação — no caso dos cristais — ou com a ingestão de um comprimido, estes produtos têm os mesmos efeitos que qualquer outro estimulante, por vezes com maior potência: euforia, agitação, delírio.
Quem compra as substâncias tem a noção de que está a adquirir um estimulante, apenas não no grau que a embalagem descreve. “Catinonas sintéticas apareceram no mercado de drogas europeu em 2004. Desde então, têm sido vendidos como alternativas para estimulantes controlados como as anfetaminas, cocaína e MDMA. São também vendidos indevidamente como estimulantes controlados a consumidores incautos“, explica o relatório da Agência da União Europeia contra as Drogas (EUDA).
Sendo muitas vezes apanhados de surpresa, a EUDA alerta para o elevado risco de “envenenamentos e mortes” resultantes do consumo inconsciente destas substâncias, sendo elas demasiado potentes ou novas, em particular “no contexto de policonsumo”. O mais comum é serem utilizadas recreativamente, escreve a agência, mencionando que, muitas vezes, são também consumidas por “toxicodependentes de alto risco” que injetam, em simultâneo, misturas de estimulantes e opióides.
“Se tirarem todas as coisas más do ecstasy, LSD, cocaína e metanfetamina e as juntarem todas, têm os sais de banho” — a descrição algo generalizada pertence a Mark Ryan, então diretor do centro antivenenos do Louisiana, nos Estados Unidos da América, em 2012, por volta da mesma altura em que os pequenos cristais chegaram à Suécia e se estrearam no mercado europeu. 12 anos mais tarde, o Sistema de Alerta Rápido da UE sobre novas substâncias psicoativas identificou sete novas catinonas sintéticas em 2024 — variações dos “sais de banho” —, elevando para 178 o número total destes estimulantes monitorizados na Europa.
“Há quase 200 [catinonas sintéticas] a serem monitorizadas por nós, dentro deste grupo há umas mais potentes, menos potentes, com diferentes efeitos, mais estimulantes“, explica a diretora dos laboratórios de alerta Ana Gallegos, referindo que apesar de existirem 178 estimulantes na mesma categoria na lista da UE, há grandes diferenças entre eles e não uma uniformidade sobre qual é a mais prevalente no continente.
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Em Portugal, por exemplo, a PJ apreendeu em maior quantidade alfa-PHP, um tipo de catinona sintética que foi classificada como “controlada” a nivel internacional em 2021, pelas Nações Unidas, e que apesar de continuar a aparecer, é apenas em quantidades extremamente reduzidas. De uma forma geral, os mais “populares” são a mefedrona e a alfa-PVP, ou bloom e Flakka, como são conhecidas “na rua”. A bloom é um pó branco, enquanto que a Flakka, também apelidada de “droga zombie“, é consumida sob a forma de cristais translúcidos.
▲ Diferentes embalagens de catinonas sintéticas mascaradas, adquiridas em "Smart Shops"
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Apesar de agora já não estarem tão acessíveis como há 12 anos, quando eram vendidas, de forma algo oculta, em “smart shops“, a especialista nota que a “oferta, legal ou ilegal, é aberta” e “muito acessível” através da internet, algo que também é sublinhado no relatório da EUDA. “Uma infinidade de plataformas nacionais e mundiais são atualmente utilizadas para organizar o comércio de drogas, com um apelo tanto para os fornecedores como para os compradores ligado ao seu imediatismo e potencial de anonimato”, escreve a agência, que aponta para as redes sociais como um de vários possíveis locais de compra e venda de substâncias psicoativas e ainda dos químicos necessários para a produção das drogas. “A nossa investigação indica que compradores e vendedores olham para as redes sociais como mais apelativas do que as darknets porque facilita transações rápidas e convenientes, tanto presencialmente como online, com entregas ao domicílio ou com locais de recolha”, continuam.
Estas plataformas são também utilizadas para fazer o recrutamento de “mulas”, construindo redes de traficantes adolescentes na camada mais baixa da “cadeia alimentar” do setor do tráfico de droga. A produção destes estimulantes artificiais é feita, na sua grande maioria, em territórios fora da Europa, sendo necessário estes transportadores transfronteiriços para garantir a chegada do produto ao destino final. “Para algumas das novas catinonas sintéticas que são apreendidas na Europa, temos indicações de grandes quantidades importadas desde a Índia; de países onde não são controladas e, desde lá, são distribuídas [para a Europa]”, esclarece a chefe do Sistema de Alerta Rápido da UE, referindo que uma porção significativa das apreensões ocorreu na Polónia e nos Países Baixos, onde foram desmantelados vários laboratórios de produção destas substâncias.
“As catinonas são as novas substâncias psicoativas que são encontradas em maiores quantidades na Europa“, remata Ana Gallegos. O psiquiatra Luís Patrício, em declarações ao Observador, refere que a lista de catinonas sintéticas está em constante crescimento e, para tal, é preciso adotar medidas para prevenir um aumento proporcional do consumo. “Mais do que apostar ou fazer propaganda, importa trabalhar perante a realidade fora dos gabinetes. Profissionais da Saúde, da Educação, famílias, autoridades têm que assumir conhecimentos, responsabilidades, para que se realizem as mudanças necessárias. Mais do mesmo resulta no mesmo: aumento do consumismo”.
O familiar do fentanil que se estreou em Portugal, mas que se mantém “isolado” no norte da Europa
Opióides sintéticos têm sido um grande tema nos Estados Unidos da América. O fentanil, um dos químicos que se insere nesta categoria, é o protagonista da “crise” que se instaurou no país. De acordo com uma nota do Congresso norte-americano, o número de mortes por overdose em 2021 ultrapassou os 100 mil, com 67% dos casos a apontarem como principal responsabilidade o fentanil.
Na Europa, um dos fatores que foi adotado para diminuir a presença de fentanil “foi o controlo”. Ana Gallegos afirma que as várias formas deste opióide sintético “tem sido controladas” a nível europeu, não adiantando de que forma, mas esclarece que terão sido diretamente ao nível da produção. “Na China, que é um dos países de origem de muitos dos fentanilos que estavam disponíveis na Europa, tomámos medidas de controlo que abrangem a variedade de substâncias, o que tem vindo a diminuir a quantidade de fentanilos disponíveis na Europa”, continua a especialista da EUDA.
Se a entrada destes opióides na Europa está “controlada”, então de onde surge esta nova ameaça? “O que tem acontecido é que, a partir do momento em que os fentanilos foram controlados na China, na Europa e a nivel internacional, começaram a aparecer outras alternativas, como os nitazenos, que agora estão mais prevalentes”, explica Ana Gallegos ao Observador. Hoje em dia, segundo o relatório da agência da UE, de uma forma geral, estes novos sintéticos têm um “papel relativamente reduzido” no mercado europeu, mas manifestam-se de uma forma significativa em certos países no norte da Europa. Desta forma, não é possível excluir um alargamento do seu impacto para o resto do continente, uma vez que ainda existem muitos detalhes que não são conhecidos sobre esta família de opióides.
Sabe-se que algumas variantes são ainda mais “potentes” que o fentanil e que a quantidade de “pó” de nitazenos apreendida na Europa triplicou em 2023. A sua forma de consumo varia entre a inalação e a injeção, mas a agência da União Europeia sublinha também o aumento de “medicamentos falsificados” em circulação, uma vez que a sua apreensão também aumentou significativamente em pelo menos 12 países durante o ano de 2024.
Este processo de falsificação não visa um género de medicamentos específico, sendo afetados vários fármacos como ansiolíticos (diazepam) e Xanax (alprazolam), mas foi registada uma maior incidência sobre oxicodona, um analgésico opióide utilizado para aliviar dores “moderadas a severas”. Foi neste último contexto que tiveram a sua estreia em Portugal. Em fevereiro de 2024, a Polícia Judiciária detetou pela primeira vez na Europa “uma nova droga sintética em vários milhares de comprimidos falsos de oxicodona“.
Após a ocorrência dos factos, a PJ explicou à Lusa que os comprimidos estavam “extremamente bem feitos” e eram “exatamente iguais” aos de oxicodona. Esta “cópia”, que não tinha Portugal como destino final, iria ser vendida “como se fosse oxicodona” nos mercados ilegais — sendo, na realidade, uma substância mais potente e potencialmente nociva para o organismo. Até à data, apenas 16 compostos desta classe haviam sido sinalizados pela agência europeia. O N-desetil-isotonitazeno apreendido pelas autoridades portuguesas foi a 17.ª.
Tal como os restantes membros da classe dos opióides, os nitazenos provocam uma sensação de euforia, a que se segue uma fase de sonolência e relaxamento, acabando por provocar, em diferentes casos, o bloqueio do sistema respiratório do consumidor — a razão pela qual é responsável pela maioria das mortes por overdose nos países em que circula ativamente, como a Estónia e a Letónia. À exceção dos países no Báltico, esta “nova” categoria de opióides sintéticos não tem uma grande expressão no resto do continente. No que toca aos laboratórios de produção, as autoridades europeias classificam as operações existentes como “limitadas” ou “marginais”.
Ainda assim, face ao buraco existente no mercado pela falta de fentanil e reduções de heroína devido à proibição da sua produção no Afeganistão — o maior fornecedor europeu —, a EUDA não exclui a possibilidade de crescimento deste mercado de produção, caso as condições do mercado de consumo continuem a tendência favorável. Em Portugal, apesar de os casos de consumo de nitazenos serem extremamente reduzidos, o consumo de analgésicos fortes entre os 13 e os 18 anos para “alterar sentidos” duplicou no último ano. A informação consta de um estudo do ICAD (Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências).
De acordo com 10% dos inquiridos, o acesso a sedativos sem prescrição é “fácil”, com mais de 330 alunos a confirmarem terem tomado analgésicos “muito fortes” sem prescrição médica. O número mantém-se reduzido, mas o crescimento acentuado relativamente aos últimos dados reunidos pelo ICAD demonstra uma maior predisposição dos jovens portugueses em consumir este tipo de substâncias, o que poderá, com o tempo, manifestar-se no aparecimento destes opióides sintéticos no mercado português.
▲ Uma amostra de uma substância da família dos nitazenos, recolhida por cientistas norte-americanos
The Washington Post via Getty Im
Para evitar esta propagação dos hábitos de consumo de nitazenos do norte para o sul do continente, a EUDA sublinha que é essencial “melhorar a habilidade europeia em identificar novas substâncias, determinar o grau de pureza das drogas e conduzir caracterizações farmacológicas para clarificar os químicos que estão a ser vendidos”. Deste modo, a agência europeia sediada em Lisboa pretende estender a sua rede de laboratórios para “apoiar o desenvolvimento de normas de qualidade neste domínio importante”.
O risco dos novos canabinoides e a elevada disponibilidade de cocaína: o que diz o relatório da EUDA
Além do destaque dado a estas duas “novas” classes de substâncias psicoativas que merecem uma atenção acrescida dos Estados-membros da União Europeia, a EUDA, através do relatório anual lançado esta quinta-feira, continua a descrever a tendência que se tem verificado ao longo dos últimos anos: continuam a surgir variantes (perigosas) da canábis — a substância ilícita mais consumida na Europa — e a cocaína permanece a “rainha” dos estimulantes.
Em 2024, estima-se que mais de 24 milhões de adultos europeus tenham consumido ilicitamente algum produto à base de canábis. Entre óleos, extratos e produtos comestíveis, o consumo de canábis vai além do fumado tradicionalmente, pelo que se torna cada vez mais complicado para as autoridades avaliarem os riscos de saúde associados às substâncias. Ao longo da última década, segundo o relatório, o conteúdo de THC na resina de canábis — o principal composto psicoativo na planta — duplicou e, em vários produtos vendidos no mercado ilícito, o extrato é adulterado com “canabinoides sintéticos” — produtos derivados da planta, mas modificados quimicamente.
Estes desenvolvimentos estão a criar “dificuldades adicionais” à resposta da Europa à droga mais consumida de forma ilícita, sublinha a EUDA. Enquanto tem havido uma diminuição do número de canabinoides sintéticos na Europa, que eram produzidos na China mas acabaram por ser “controlados” tal como a importação de fentanil chinês, as autoridades notam para um crescimento da quantidade de canabinoides semi-sintéticos disponíveis no mercado e que já foram sinalizados pela União Europeia.
“Podem ser produzidos através de CBD, um outro ingrediente da canábis [legal e responsável pelo efeito relaxante]”, indicam no relatório. Fruto do consumo de gomas que continham estes canabinoides semi-sintéticos, 30 pessoas na Hungria foram hospitalizadas com “envenenamentos agudos não fatais”. No ano de 2024, 18 dos 20 novos canabinoides registados no Sistema de Alerta da UE eram semi-sintéticos, o que confirma um aumento da tendência de produtos à base de canábis que foram adulterados sem conhecimento dos consumidores que podem apresentar reações adversas, como o caso húngaro, utilizado como exemplo no relatório da EUDA.
Para combater esta ameaça, a agência escreve que alguns países têm prevista uma mudança da legislação referente ao consumo de canábis de forma recreativa, incluindo um reforço da regulação para o crescimento caseiro da planta e a sua utilização na esfera privada. “A EUDA sublinha a necessidade de monitorizar e avaliar estes desenvolvimentos para melhor entender o seu impacto na saúde pública, segurança e no mercado interno”, lê-se.
Se os produtos à base de canábis são os mais consumidos de uma forma geral na Europa, a cocaína continua no topo da tabela de consumo de substâncias estimulantes ilícitas. Foram cerca de 4,6 milhões de europeus entre os 15 e os 64 anos que admitiram ter consumido cocaína neste último ano, e os dados da agência apontam para novos recordes nas quantidades apreendidas, com um total de 419 toneladas em 2023, comparadas às 323 do ano anterior. A cocaína foi a substância mais frequentemente comunicada pelas pessoas que se apresentaram intoxicadas nos serviços de urgência dos hospitais — representando cerca de 25% dos casos.
Onde a cocaína continua também a liderar rankings é na quantidade de substância apreendida pelas autoridades nacionais dos 29 Estados que contribuem para o relatório da EUDA. É nesta métrica que Portugal é mencionado pela primeira vez, como sendo um “novo alvo de entrada” para o tráfico de cocaína, tendo sido apreendidas 22 toneladas de acordo com os dados indicados pela agência europeia. Em Espanha, a situação é também referida como sendo grave, uma vez que, pelo segundo ano consecutivo, as autoridades espanholas registaram a maior captura de cocaína num único carregamento.
À semelhança do cenário observado no ano anterior, as 13 toneladas apreendidas foram encontradas dentro de bananas que vinham desde o Equador. Uma vez que a grande maioria do tráfico de cocaína surge da América do Sul por via marítima, a UE reforça a necessidade de combate nos portos europeus contra “o tráfico de droga e a infiltração criminal” das rotas. Com esta “competição” existente no mercado europeu, o relatório menciona ainda o aumento do crime associado ao tráfico, como a violência entre grupos organizados e homicídios.