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O ranking tem por base os dados do Ministério da Educação e são trabalhados pelo Observador em parceria com a Nova SBE
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▲O ranking tem por base os dados do Ministério da Educação e são trabalhados pelo Observador em parceria com a Nova SBE

FOTOILUSTRAÇÃO RODRIGO LOPO/OBSERVADOR

▲O ranking tem por base os dados do Ministério da Educação e são trabalhados pelo Observador em parceria com a Nova SBE

FOTOILUSTRAÇÃO RODRIGO LOPO/OBSERVADOR

Secundário. Após três anos no topo, colégio de Belmiro de Azevedo deixa o 1.º lugar do ranking. E há menos escolas públicas no top 50

O Norte continua a liderar o ranking da equidade e o ranking tradicional. Neste último, há mais 21 escolas com média negativa nos exames face a 2023. E menos uma pública no top 50: são quatro.

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Todos os gráficos são interativos. Passe o cursor sobre as tabelas para ver mais informação. Consulte aqui os Rankings das Escolas 2024

Depois de três anos a liderar a tabela das escolas secundárias do país, o Colégio Efanor (fundado por Belmiro de Azevedo) desceu no ranking. Mas a queda não foi acentuada: está agora no terceiro lugar, regressando à posição que ocupava nos dados alusivos a 2020, e cedeu o lugar ao Grande Colégio Universal, no Porto. Ainda assim, as melhores secundárias continuam a ser privadas (e estão na região Norte). Entre as 50 melhores escolas, só quatro são públicas — e a primeira surge em 37.º lugar (13 posições abaixo da posição que a primeira escola pública ocupava no ranking de 2023). De um ano para o outro, apenas uma pública conseguiu manter-se entre as 50 melhores: a básica e secundária Engenheiro Dionísio Augusto Cunha, em Viseu.

Apesar de a média nos exames nacionais ter aumentado (de 16,29 valores para 16,36), não foi suficiente para o Colégio Efanor, em Matosinhos, continuar a ocupar o lugar do topo da tabela dos rankings das escolas secundárias. Acima da instituição fundada há cerca de duas décadas, surgem o Grande Colégio Universal e o Colégio de Nossa Senhora do Rosário. Ambos se situam no Norte, mais precisamente no Porto.

Os dados oficiais que servem de base aos rankings de 2024 foram avançados pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação e o Observador, em parceria com a Nova SBE, agregou e trabalhou os números, ordenando as escolas. À semelhança do ano anterior, este ranking inclui apenas as escolas que realizaram pelos menos 20 exames nacionais. E, para efeitos de cálculo, considera apenas as 10 disciplinas com maior número de inscrições para exame (Português, Matemática A, Física e Química A, Biologia e Geologia A, Geografia A, História A, Filosofia, Matemática Aplicada às Ciências Sociais, Economia A e Geometria Descritiva).

Efanor subiu a média, mas mesmo assim caiu para 3.º lugar

No Grande Colégio Universal, que ocupa agora o topo da tabela, a média de notas nos exames nacionais foi de 16,84 valores, um aumento de mais de meio valor face à média mais alta registada em 2023. Aqui, a média das notas internas que os alunos atingiram foi de 17,05 valores (0,21 valores acima do obtido na média de exame nacional) — o que denota uma estabilidade no desempenho ao longo do ano e a prestação nessa prova de conclusão do secundário. O exame em que melhor se saíram foram os de Economia A (média de 17,84 valores), Geometria Descritiva A (média de 17,83) e Matemática A (17,52). Nos dados do ano anterior, este Colégio surgia em oitavo lugar.

E na terceira posição em 2023 estava o Colégio de Nossa Senhora do Rosário — que surge agora em segundo lugar, com uma média de 16,46 valores (uma diferença de cerca 0,4 valores face ao colégio na primeira posição). No que toca à média nas notas internas, os alunos conseguiram obter, na generalidade, quase um valor acima do que registaram nos exames nacionais (atingindo uma média interna de 17,48 valores). O  destaque vai para os exames de Economia A (média de 18,25 valores) e de História A (18,01 valores).

Rodrigo Queiroz e Melo, diretor executivo da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP), desvaloriza a descida do colégio fundado por Belmiro de Azevedo. “Tudo depende de como fizeram as contas, e há várias coisas que podem influenciar as médias, como os exames que os alunos têm ou não de fazer.”

Os três primeiros lugares do ranking são ocupados por escolas da região do Norte (menos uma que no ano anterior) e em quarto lugar surge uma escola localizada na ponta oposta do país: Loulé (no distrito de Faro). No Colégio Internacional de Vilamoura, a média dos exames nacionais atingiu 16,24 valores (sendo que a média interna foi de 16,52). Face aos dados de 2023, nesta escola a média de exames subiu cerca de 0,7 valores, o que também contribuiu para uma passagem do oitavo para o quarto lugar.

Já a primeira escola de Lisboa só surge em quinto lugar na tabela. Trata-se da Academia de Música de Santa Cecília, onde se registou a média mais elevada no exame nacional de Matemática A: 18,98 valores. Nos dados de 2023, esta também era a primeira escola de Lisboa a surgir entre as melhores — mas apenas na sétima posição.

Das 50 melhores escolas do ranking de 2024, 10 situam-se no concelho de Lisboa: Academia de Música de Santa Cecília (5.ª posição); Salesianos de Lisboa — Colégio Oficinas de São José (7.ª posição); Colégio de S. Tomás (11.ª); Colégio de St.ª Doroteia (12.ª); Colégio Valsassina (13.ª); Colégio Moderno (14.ª); Colégio de São João de Brito (15.ª); Colégio Pedro Arrupe (21.ª); Colégio do Sagrado Coração de Maria (23.ª); e Colégio Manuel Bernardes (25.ª). Face aos dados do ano anterior, o número oscilou apenas ligeiramente: em 2023, havia 11 escolas do concelho de Lisboa no top 50.

Os rankings "comparam o incomparável: há muitos alunos de escolas públicas que não tiveram muitas aulas durante um ano, a estabilidade do corpo docente é maior no privado e [não é contabilizado] o efeito das explicações" a que alguns conseguem aceder
Filinto Lima, presidente ANDAEP

Há menos públicas no top 50 (e surgem mais abaixo no ranking)

Entre as escolas que ocupam os primeiros 50 lugares da tabela constam apenas quatro públicas: duas da região Norte e duas da região Centro.

A primeira surge na 37.ª posição: é a Básica e Secundária Dr. Ferreira da Silva, em Oliveira de Azeméis (distrito de Aveiro). Nesta escola, foram realizadas 75 provas e a média dos exames nacionais foi de 14,37 valores (uma diferença de 2,47 valores face à escola que ocupa o primeiro lugar). Comparando a média dos exames com a média interna, a diferença é semelhante: 2,11 valores. Esta foi a escola foi os alunos tiveram melhor desempenho no exame nacional de Geografia A, registando uma média de 17,5 valores.

As restantes três escolas públicas estão no fim do top 50 e surgem quase seguidas: Básica e Secundária Engenheiro Dionísio Augusto Cunha, em Nelas (46.º lugar); Secundária Tomaz Pelayo, em Santo Tirso (48.ª posição); e Secundária Raul Proença, nas Caldas da Rainha (em 49.º).

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Na primeira (situada em Viseu), foram feitas 44 provas, tendo sido registada uma média de 13,85 valores nos exames nacionais (menos 0,44 valores face a 2023). Já a escola de Santo Tirso (distrito do Porto) registou uma média de 13,78 valores nos exames nacionais, tendo sido realizadas 223 provas. Face a 2023, houve uma melhoria da média de 0,22 valores. Por último, na Secundária Raul Proença (no distrito de Leiria), a média das notas nos exames nacionais foi de 13,76 valores, uma média precisamente igual à registada no ano anterior. Nesta escola foram realizadas 347 provas.

Face aos resultados de 2023, há menos uma pública entre as 50 melhores. A única que conseguiu ocupar um lugar nesse grupo mais alargado da frente da tabela foi a Secundária Engenheiro Dionísio Augusto Cunha (apesar de ter descido nove lugares). Além desta, nos dados do último ano surgia também: a Secundária de Vouzela (em 24.º lugar); Básica e Secundária Fernão de Magalhães, em Chaves (31.ª posição); Básica e Secundária À Beira Douro, em Gondomar (44.ª posição); e Secundária Alves Martins, em Viseu (47.º lugar).

Significa isto que, das 50 melhores escolas, apenas 8% são públicas (enquanto em 2023 este valor era de 10%). Basta apenas recuar a 2022 para encontrar um ranking com quatro escolas públicas no top 50. Mas, no ano anterior, a representatividade do público era ainda menor: apenas duas escolas estavam entre as 50 melhores: a Básica e Secundária José Relvas, em Alpiarça, no distrito de Santarém (em 49.º lugar) e a Secundária Quinta das Palmeiras, na Covilhã, no distrito de Castelo Branco (em 50.º).

Se alargarmos a pesquisa ao top 100, o número de escolas públicas presentes aumenta para 36: ainda assim, são menos sete que no ano anterior (43) e menos seis que em 2022 (42).

Filinto Lima, presidente da direção da Associação Nacional de Diretores e Agrupamentos de Escolas Públicas (ANDAEP), frisa que os rankings acabam por “comparar o incomparável”, lembra que “há muitos alunos de escolas públicas que não tiveram muitas aulas durante um ano”, que a “estabilidade do corpo docente é maior no privado que no público” e que não é contabilizado o “efeito das explicações” a que alguns alunos conseguem aceder. “Eu não acredito nos rankings”, salienta. “Porque é que quando se quer comparar escolas, não se usa os critérios de acesso e conclusão do ensino superior? Os alunos da escola pública concluem em menos anos e com melhores notas o ensino universitário.”

Última escola do ranking só teve média positiva num exame

Por oposição, a fechar o ranking das escolas secundárias de 2024 está a Secundária da Baixa da Banheira, na Moita (distrito de Setúbal). Surge no 615.º lugar, com uma média de 6,79 valores nos exames nacionais. No ranking de 2023, esta escola surgia em penúltimo lugar (na 601.ª posição).

Nesta escola da Moita foram realizadas 50 provas, sendo que a média das notas internas foi de 13,14 valores (mais 6,35 valores do que a média que os alunos conseguiram obter nas provas nacionais). No ranking só contam os exames realizados nesta escola a oito disciplinas, sendo que só numa se registou uma média positiva: Inglês (cuja média foi de 10,9 valores). Atrás surge Geografia A, com uma média de 8,73. A média mais baixa foi registada no exame de Física e Química A (4,5 valores).

Acima da Secundária da Baixa da Banheira, em penúltimo lugar na tabela (614) consta a Secundária Fonseca Benevides, em Lisboa, com uma média de 7,05 valores nos exames nacionais. Nesta escola (onde se realizaram 77 provas), a média interna era de 14,51 valores (uma diferença de 7,46 valores face à média dos exames). E em penúltimo (no 613.º lugar), está a Secundária de Camarate, em Loures, distrito de Lisboa. Nesta escola foram feitas 56 provas e a média das notas de exame foi de 7,12 valores. A média interna era de 12,13 valores (mais 5,01 valores face à média dos exames).

Nas últimas 100 escolas do ranking, cinco são privadas — tal como no ano anterior. A que surge em último na tabela de 2024 é o Externato Flor do Campo, em Odivelas (na 585.ª posição), com uma média de 9,48 valores nos exames. Atrás surge o Colégio Dona Filipa, na Amadora (na 582.ª posição, com uma média de 9,51 valores); o Instituto Pedro Hispano, em Soure (na 552.ª posição, com uma média de 10,13 valores); o Externato S. Miguel de Refojos, em Cabeceiras de Basto (na posição 537.ª, com uma média de 10,26 valores); e o Colégio de Nossa Senhora da Graça, em Odemira (na 525.ª posição, com uma média de 10,39 valores).

Em 2023, no fim da tabela estavam o Real Colégio de Portugal, em Lisboa (que subiu para a 494.ª posição); o Colégio da Associação Cultural e Recreativa de Fornelos, em Fafe (agora na 496.ª posição); o Instituto Pedro Pedro Hispano e o Externo Flor do Campo (que se mantêm ambos nas cinco piores privadas); e o Colégio D. Duarte, no Porto (agora na 330.ª posição).

No total, no ranking de 2024, 31 escolas (5,04%) registaram uma média de exames nacionais negativa, ou seja, abaixo de 9,5 valores. A Escola Básica e Secundária de Santa Maria, em Vila do Porto (na Região Autónoma dos Açores) traça o limite, após ter registado uma média precisa de 9,5 valores. Em 2023, o número de escolas com média negativa nos exames nacionais foi mais baixa: 10. Significa isto que há mais 21 escolas com média negativa.

João Marôco, professor catedrático na Universidade Lusófona e antigo coordenador de estudos de avaliação em larga escala como o PISA, defende que a estrutura dos exames nacionais deveria mudar, de forma a melhorar o método de diagnóstico das escolas básicas e privadas. “Uma escola sem avaliação externa estandartizada é uma escola cega. É necessário um termómetro válido, fiável e estável”, na forma de provas cujas perguntas se mantenham constantes de ano para ano, técnica usada nas avaliações internacionais.

"Uma escola sem avaliação externa estandartizada é uma escola cega. É necessário um termómetro válido, fiável e estável" 
João Marôco, antigo coordenador de estudos de avaliação em larga escola como o PISA

Equidade. Há mais escolas do Norte a ocupar topo do ranking

Se mudarmos a agulha e aprofundarmos a análise no campo da equidade diferentes escolas, é em Monção, no distrito de Viana do Castelo, que encontramos a escola que mais ajudou os alunos carenciados a obter melhores desempenhos académicos. Este indicador foi introduzido no ano letivo 2020/2021 pelo Ministério da Educação e foca-se nos alunos com ASE (Ação Social Escolar) — ou seja, os estudantes com menor capacidade socioeconómica e que são apoiados pelo Estado.

O objetivo é perceber se as escolas estão a funcionar como elevador social e a conseguir levar os alunos com mais dificuldade económicas — um dos motivos que explica o insucesso escolar — a obter melhores desempenhos. Para isso, é comparada a percentagem de alunos com ASE que conseguiu completar o ciclo de estudos no tempo esperado sem chumbos (três anos) e a percentagem de alunos com perfil semelhante a nível nacional. Simplificando: o indicador compara apenas alunos que estão na mesma condição socioeconómica.

São apenas consideradas neste ranking as escolas que têm mais de 15 alunos com ASE, daí que, de um universo inicial de 615 escolas, só 303 surjam agora na tabela. No topo da tabela surge, então, a secundária de Monção, onde o desempenho dos alunos foi 25,15% acima do esperado (tendo em conta a média de todas as escolas neste parâmetro de avaliação). Nesta escola (que ocupa o 116.ª lugar no ranking tradicional), 23% dos alunos são apoiados pelo Estado. Quando falamos do sucesso escolar nesta escola, dos 23% dos alunos a quem é atribuído ASE, 95% terminaram o ciclo de estudos nos três anos esperados. No ranking de 2023, esta escola estava em 86.º em termos de equidade.

Logo atrás surge a Secundária D. Afonso Henriques, em Santo Tirso (distrito do Porto), onde 16% dos alunos têm ASE e, mesmo assim, 95% destes também terminaram os estudos em três anos — pelo que apresentam um percurso de sucesso escolar igual à escola que ocupa o primeiro lugar do ranking de equidade. Nesta escola (que está na 285.ª posição no ranking tradicional), o desempenho dos estudantes ficou 24,41% acima do esperado. Face a 2023, esta escola subiu sete posições.

A terceira posição é também ocupada por uma escola do Norte (que em 2023 estava na 79 .ª posição): a Secundária da Ponte da Barca, em Viana do Castelo, onde o desempenho dos alunos foi 24,37% acima do que se esperava, e onde todos os alunos com ASE (26% do universo escolar) terminaram os estudos em três anos. Na verdade, os oito primeiros lugares do ranking da equidade são ocupados por escolas da região Norte.

A predominância do Norte também já se verificava no ranking de 2023, mas não de forma tão expressiva. Nesse ano, a primeira escola de outra região surgia na quinta posição (era em Alcobaça, no Centro). Agora, só quando chegamos à nona é que nos deparamos com uma escola de outra região do país, nomeadamente na Área Metropolitana de Lisboa. Trata-se da Escola Básica e Secundária de Santo António, no Barreiro, onde 94% dos alunos com apoio socioeconómico do Estado (que correspondem a 25%) terminaram os estudos nos três anos previstos. Os estudantes desta escola tiveram um desempenho 22,25% acima do esperado.

Só em 2020 o número de escolas com desempenho negativo foi mais alto

No outro lado da tabela — ou seja, as escolas que menos puxam pelos alunos carenciados — é a Área Metropolitana de Lisboa que se destaca. O último lugar da equidade (na posição 303) é ocupado pela Secundária Eça de Queirós, onde os alunos tiveram um desempenho negativo: 40,34% abaixo da média nacional. Nesta escola, apenas 7% dos alunos têm ASE, mas destes apenas 30% concluíram os estudos em três anos, havendo uma taxa de retenção de 21%.

Em penúltimo (em 302.º lugar) surge a Secundária Romeu Correia, em Almada, onde o desempenho também foi negativo (36,60% abaixo do esperado). No total, 13% dos alunos têm ASE, sendo que apenas 35% destes conseguiram terminar os estudos em três anos, e a taxa de retenção é de 26%. Atrás, no lugar 301 do ranking de equidade surge a Secundária Braamcamp Freire, em Odivelas, onde o desempenho dos alunos ficou 33,43% abaixo da média nacional. Nesta escola, 18% dos alunos têm ASE, mas apenas 36% conseguiram terminar o ciclo de estudos em três anos, sendo a taxa de retenção de 29%.

É preciso regressar a 2020 para encontrarmos um universo mais alargado de escolas em que os alunos tiveram um desempenho pior do que o registado em 2024. Este ano, em 139 escolas, os alunos tiveram um desempenho abaixo do esperado — mais sete que em 2023 (em que foram 132); mais 24 que em 2022 (em que foram 115); e mais 17 que em 2021 (em que foram 122).

Apenas em 2020 o número foi superior: em 195 escolas, os alunos com ASE tiveram um desempenho abaixo do esperado (uma diferença de 56 escolas em comparação com a realidade de 2024).

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